3 A era das catedrais - Igrejas evangélicas investem pesado na construção de megatemplos, que abrigam grandes espaços de culto e uma série de atividades e serviços

A era das catedrais

grejas evangélicas investem pesado na construção de megatemplos, que abrigam grandes espaços de culto e uma série de atividades e serviços

Houve um tempo no Brasil em que ser crente significava fazer parte de um povo pequeno e humilde. Reunidos em pequenas congregações improvisadas ou em templos na periferia, o chamado povo de Deus contentava-se com pequenos espaços. Bastava uma igrejinha, com uma mesa como púlpito, coberta por uma única toalha branca, tal qual Amaro Batista, conhecido nome da música evangélica no passado, costumava cantar. Ainda que deixe muitas saudades, especialmente naqueles que acreditam que bastava começar o culto para que o fogo do céu descesse – ainda segundo o sucesso de Batista –, esse tempo de despojamento parece ter ficado mesmo no passado. Uma impressão que vira certeza para quem contempla os templos evangélicos cada vez maiores que vão ganhando espaço nas principais cidades brasileiras. Em agosto passado, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), lançou a pedra fundamental daquele que pode vir a se tornar o maior símbolo desse novo tempo. Projetado para ser muito mais imponente do que qualquer outra catedral de linha evangélica, o Templo de Salomão (nome que faz alusão à construção sacra que, nos tempos do Antigo Testamento, era o orgulho de Israel) deve ficar pronto até 2014 no tradicional bairro do Brás, região central de São Paulo. Com 35 mil metros quadrados de área construída, o equivalente a cinco campos de futebol, o templo terá 56 metros de altura – o tamanho de um prédio de 18 andares –, capacidade para 10 mil pessoas sentadas e estacionamento para mais de mil veículos. Números que impressionam, mas que já não são exceção. Impulsionadas pelo explosivo crescimento evangélico, as grandes igrejas brasileiras se afastam cada vez mais de suas origens modestas, quase sempre em pequenos salões alugados para entrar numa nova era: a dos megatemplos. Caso da própria Universal, surgida há pouco mais de 30 anos num coreto de praça na zona norte do Rio de Janeiro e hoje a campeã na corrida pelo gigantismo arquitetônico.

A denominação tem erguido gigantescos espaços de culto por todo o país. Sua sede, em Del Castilho, subúrbio do Rio, enche os olhos pelo estilo arrojado e pela beleza que mistura tradição e modernidade. Com o nome de Catedral Mundial da Fé e um formato semicircular, a construção ocupa mais de 63 mil metros quadrados e pode receber 12 mil fiéis. Não à toa, recebeu a curiosa alcunha de “Maracanã do Bispo”, em referência ao mais famoso estádio de futebol do país, que fica na mesma cidade.

Ainda assim, a igreja tem a expectativa de causar mais impacto com o novo Templo de Salomão. Se não tanto pela capacidade, mas por diversas outras características. Para remeter a fé das pessoas aos tempos bíblicos, a réplica brasileira do mais importante local de adoração a Deus mencionado na Bíblia será muito parecida com a descrição da construção idealizada por Davi e erguida por Salomão. Com a diferença de que as proporções serão muito maiores. Enquanto o primeiro templo não tinha mais do que 27 metros de comprimento, nove de largura e 13 de altura, sua nova versão terá 126 metros de comprimento e 104 de largura, além dos 56 metros de altura. “Queremos fazer algo marcante. Só em passar diante do templo, as pessoas sentirão algo diferente”, antecipa Macedo. Dirigente de uma igreja que usa e abusa dos simbolismos bíblicos, o bispo vai além: “É um resgate da fé abraâmica, que começou o Reino de Deus no mundo, para os dias de hoje”. Para tirar o projeto do papel, a Iurd estima que gastará em torno de 350 milhões de reais. Boa parte desse valor já está sendo investido para trazer pedras de tubze de Israel, material que revestirá o altar e a fachada. Tudo para permitir às pessoas orarem encostando suas mãos no templo, recriando clima parecido com o que existe no Muro das Lamentações, a única parte que restou do templo original na Terra Santa e que constitui hoje o local mais sagrado da fé judaica.

Complexo de fé – Na versão brasileira do histórico templo, os arquitetos e engenheiros empenham-se para reproduzir ao máximo todas as características e detalhes da construção bíblica. Inclusive, através da utilização das madeiras listadas nas Escrituras, como o zimbro, o cedro e o cipreste. Apenas o ouro, que originalmente estava nas paredes e no teto da obra de Salomão, não será usado. “Para dar a mesma impressão, usaremos pastilhas douradas. No altar, também haverá uma réplica da Arca da Aliança”, explica a engenheira Caroline Gomes, envolvida na obra. O espaço não será apenas usado em cultos. De acordo com o projeto, haverá estúdios de rádio, televisão, um auditório para 500 pessoas e salas para o funcionamento de 36 escolas bíblicas. Só as classes infantis terão capacidade para 1,3 mil crianças. Para ganhar a simpatia do poder público e da vizinhança, a igreja ainda promete investimentos no entorno, que trarão melhorias para toda a região. Será um verdadeiro complexo de fé.

Tanto gigantismo, contudo, tem provocado reações distintas. Representantes da comunidade judaica em Israel, como o tradicional Instituto do Templo de Jerusalém, desdenharam do projeto da Universal. A entidade até hoje luta para reconstruir a obra de Salomão em seu lugar original, agora ocupado pelos santuários muçulmanos de Al-Aqsa e Omar. A ideia é escatológica, já que profecias bíblicas apontam a reconstrução do templo ali como condição fundamental para a vinda do Messias ainda aguardado pelos judeus. Mas o jornal The Guardian, um dos mais importantes da Inglaterra, fez reportagem falando em “desafio da engenharia” e especulando que o novo santuário da Universal, que será duas vezes maior que o Cristo Redentor do morro Corcovado, poderá até ter um impacto no turismo no Brasil.

Macedo apressou-se em prometer bênçãos a quem colaborar para que o Templo de Salomão saia do papel: “Aqueles que ajudarem na construção, que derem suas ofertas, ficarão ricos”, declarou em um dos cultos na Catedral da Universal, que fica próxima ao canteiro de obras.

A construção de megaigrejas no Brasil (ver quadro) é um fenômeno típico do crescimento recente da fé evangélica. Por aqui, os crentes, que há pouco mais de duas décadas não passavam de sete por cento da população nacional, hoje já seriam quase 27%, ou 53,5 milhões de pessoas, segundo projeções do Ministério de Apoio com Informação (MAI), entidade que trabalha com análises e estatísticas no campo religioso. O Censo 2010, cujos resultados serão divulgados brevemente, deve ir na mesma direção e confirmar a tendência de crescimento, sobretudo nos setores pentecostais e neopentecostais. O mesmo fenômeno se verifica em países da Ásia, como Coreia do Sul, Cingapura e Indonésia, na América Central e no Leste Europeu. Na maior parte deles, a evidência mais pujante desse crescimento é justamente a construção de megatemplos, erguidos como verdadeiras casas de espetáculos, com sistemas de som e luz semelhantes àqueles usados nos shows de rock, assentos estofados e telões que garantem uma visão perfeita de tudo que acontece nos altares.

É o que acontece em Seul, capital da Coreia do Sul, onde um em cada 20 moradores pertence à Yoido Full Gospel (Igreja do Evangelho Pleno), dirigida pelo pastor David Yonggi Cho. Maior igreja protestante do mundo, com 830 mil membros, a Yoido começou suas reuniões numa tenda, em 1958. Agora, possui um templo com capacidade para 26 mil pessoas e usa a televisão e a internet para transmitir suas pregações para outros milhões de pessoas mundo afora, com tradução simultânea para idiomas como árabe, inglês, japonês, espanhol, mandarim, francês, russo e alemão. Do outro lado do planeta, na Guatemala, também é possível encontrar templos evangélicos gigantes. O Mega Fráter, ou Grande Irmão, da Fraternidade Cristã, tem capacidade para 12 mil pessoas e conta com heliporto e torre de estacionamento com sete andares.

Espaços multiuso – Em geral, os megatemplos não são apenas lugares de cultos e orações. Além das tradicionais escolas bíblicas e espaços para atividades sociais, oferecem infraestrutura que, muitas vezes, mais se parece com a de um campus universitário, com prédios anexos à nave principal onde funcionam lanchonetes, refeitórios, serviços administrativos, livrarias e atividades as mais diversas. Aproveitando a tendência, uma igreja chamada ChangePoint, em Anchorage, no Alasca (EUA), chegou ao extremo de construir uma arena esportiva coberta, oferecendo aulas de futebol para as crianças e pista de corrida para os adultos. No Brasil, os pastores são mais comedidos, inclusive por falta de recursos. Mas foi justamente a localização central e a proximidade de outros serviços oferecidos pela denominação que fizeram com que a Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), do missionário David Martins Miranda, escolhesse a baixada do Glicério, região próxima ao centro de São Paulo, para levantar um dos maiores templos do país. “Próximo daqui temos uma creche, um asilo e áreas públicas que são mantidas e cuidadas pela igreja. Além disso, na realização de eventos públicos de interesse social, o estacionamento é disponibilizado para os participantes”, conta o pastor Luiz Andreu Rubio, da Deus é Amor.

Chamado de Templo da Glória de Deus, a sede mundial da IPDA tem 70 mil metros quadrados de área construída, estacionamento com capacidade para 700 veículos e nada menos que quatrocentos banheiros. O templo, com jeitão de shopping-center, pode acomodar 18 mil pessoas sentadas, mas é difícil calcular quantas cabem em suas dependências. O site da denominação informa que consegue realizar ali reuniões com até 60 mil pessoas sentadas e em pé. Mas, no dia de sua inauguração, em 2004, 200 mil fiéis participaram dos cultos e festejos. Nessas ocasiões especiais, um pequeno exército de 450 obreiros são destacados para organizar e atender à multidão.

Mas não apenas o eixo Rio-São Paulo abriga megaconstruções evangélicas. Na cidade de Cuiabá (MT), funciona desde 1996 outro desses gigantes pentecostais. Algum desavisado que passar rapidamente à sua frente pode pensar que trata-se de um ginásio de esportes ou de um estádio de futebol. Isso porque o Grande Templo da Igreja Assembleia de Deus tem um formato arredondado, que lembra uma praça esportiva, mas na verdade é um espaço de cultos e evangelismo capaz de receber 25 mil pessoas sentadas. “Levantamos esse centro de evangelismo para não depender mais de estádios para realizar nossos encontros”, explica o pastor Rubens Siro de Souza, vice-presidente da Assembleia Deus local. “Com isso, aumentamos a visibilidade da igreja e de sua mensagem”. Em seus 31 mil metros quadrados, funcionam escolas de todos os níveis, do ensino básico ao superior, serviços administrativos – como a sede da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus do Mato Grosso (Comademat) –, rádio, jornal, alojamentos, cozinhas industriais, refeitórios, fundações sociais e uma sociedade beneficente evangélica, com ambulatórios clínicos e dentários.

O Grande Templo de Cuiabá, dizem os assembleianos, não é fruto apenas do empreendedorismo humano. A ideia da construção surgiu em 1956 através de uma humilde crente chamada Umbelina, integrante do círculo de oração. Até as dimensões da obra teriam sido profetizadas por ela em um culto. Na época, suas paalvras atraíram certo ceticismo – afinal, para quê um templo tão grande em uma cidade que tinha, na época, apenas 56 mil habitantes? “Mesmo sem saber disso, o pastor Sebastião Rodrigues de Souza começou o projeto de construção do Grande Templo em 1985, quando assumiu a presidência da Comademat”, conta o pastor Souza. “Ainda houve quem criticasse e descressem. Porém, quando ele soube da profecia, teve as forças necessárias para terminar a obra. Afinal, era coisa de Deus”, destaca.

“Novos tempos” – Se é nas igrejas neopentecostais como Universal, Internacional da Graça e Renascer que a construção de grandes espaços parece ser uma obsessão dos líderes, nas denominações de outras linhas teológicas o desejo de fazer algo grande, em termos materiais, também existe. A tradicional Primeira Igreja Batista de São José dos Campos (SP) atrai todos os domingos mais de 5 mil pessoas a seus cultos. Já a avivada Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte (MG) – berço do Ministério Diante do Trono –, lota seu templo com 6 mil fiéis em todas as suas reuniões de fim de semana. Pudera: a membresia é calculada em 34 mil pessoas.

O crescimento da igreja é um princípio necessário e bíblico. Ponto. E com a estrutura atual das igrejas, formar grandes rebanhos é quase inevitável. Mas será correto investir tanto em megaconstruções que, como gostavam de dizer os crentes mais antigos, ficarão por aí depois do Arrebatamento da Igreja? E esse crescimento é meramente quantitativo, deixando-se de lado a boa qualidade dos relacionamentos e do discipulado? Por ser um fenômeno recente, talvez existam mais perguntas do que respostas para as grandes igrejas e seus megatemplos. Mas a questão merece cuidado, pois, se é inevitável que eles surjam, não podem ser vistos como característica fundamental da Igreja Evangélica brasileira. Segundo uma pesquisa realizada pela organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal), em 2002, a média de frequência num domingo comum em uma igreja era de 70 pessoas. Ainda segundo o estudo, apenas 15% das congregações brasileiras recebiam mais de 150 participantes em um culto normal.

Por mais que o crescimento do segmento tenha sido explosivo, esse quadro não se alterou radicalmente. Ainda mais quando se leva em conta que o país tem mais de 200 mil locais destinados aos cultos evangélicos, número que cresce sem parar. “Os templos grandes têm seu espaço e papel no movimento evangélico, mas penso que deveríamos rever alguns investimentos. Gastar só o necessário, repensar prioridades”, pondera o pastor Leonardo Gonçalves, missionário brasileiro no Peru e idealizador do blog Púlpito Cristão. “Os 350 milhões de reais a serem gastos no Templo de Salomão permitiram a construção de 9 mil pequenos templos para 200 pessoas em qualquer país da América Latina. O que isso representaria para a obra missionária?”, compara. O missionário não esconde a opinião de que esse tipo de construção destina-se a fortalecer o poder das instituições religiosas e o ego dos líderes.

O problema é encontrar o tão buscado equilíbrio. No passado, as igrejas floresciam com o conceito de paróquia, e as cidades cresciam em torno delas. Os fiéis congregavam na região em que moravam. Hoje, com o crescimento urbano e a melhoria do transporte nas metrópoles, esse conceito arrefeceu. Os pontos de oração foram substituídos por construções enormes, às quais acorrem fiéis vindos até de outras regiões ou estados. No caso das grandes igrejas, some-se a isso o carisma dos grandes líderes e o aspecto do show que toma conta dos cultos. Gedeon Alencar, sociólogo e diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos (Icec), prefere relativizar a questão. Para ele, antes de investir num grande templo, as comunidades evangélicas deveriam priorizar a expansão de trabalhos evangelísticos e missionários, montando uma estrutura que faça a diferença para seus membros. “Já no caso de haver uma multidão, a igreja deve se preocupar em como trabalhar com as pessoas, seja em pequenos grupos ou células”, sugere.

Mas ele também leva em conta aspectos positivos dessa tendência: “Templos, no Brasil, desfrutam de benefícios e as instituições da igreja podem também se beneficiar se funcionarem neles. Ainda há questões bem práticas, como a melhor estrutura, tanto de escolas quanto de serviços sociais e de discipulado. Até ter um grande estacionamento é fator determinante, hoje.”

E os brasileiros podem se preparar para verem surgir no cenário urbano novas construções religiosas de grande porte. Comenta-se que o Missionário R.R. Soares, da Igreja da Graça, está se preparando para levantar uma nova sede também na capital paulista, onde funciona hoje sua Tenda dos Milagres, na zona norte. Antes, porém, a centenária Assembleia de Deus deve inaugurar dois enormes espaços de culto. Um deles será no interior, em Ribeirão Preto, cidade que fica a 319 quilômetros de São Paulo. Ali, a denominação ergue, desde 2001, um templo com 19 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 12 mil pessoas sentadas. A obra deve estar pronta em 2012. Já o outro é um dos destaques das comemorações dos 100 anos da denominação e será inaugurado em outubro do ano que vem. Com mais de 18 mil metros quadrados, a nova sede da Assembleia de Deus Ministério Belém ocupará um quarteirão inteiro na Avenida Alcântara Machado, a Radial Leste, na região do Belém, Zona Leste da cidade. Contará com estacionamento para 600 veículos, heliporto, área administrativa e capacidade para 10 mil pessoas sentadas. “A Igreja no Brasil cresceu. Os novos templos são reflexo dos novos tempos.

Mas não podemos nos esquecer do motivo pelo qual foram construídos: espalhar a verdade e edificar o corpo de Cristo”, alerta o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

Atrair grandes multidões para ouvir a pregação da Palavra e adorar a Deus não é privilégio dos tempos modernos. A Bíblia já registrava, há quase dois mil anos, que o apóstolo Pedro conseguiu uma audiência de milhares de pessoas durante uma pregação numa Festa de Pentecostes e que umas três mil creram e foram batizadas. Em meados do século 19, o inglês Charles Haddon Spurgeon, conhecido como o “Príncipe dos Pregadores”, atraía até 12 mil interessados, que lotavam cada um de seus cultos no Tabernáculo Metropolitano, em Londres, no Reino Unido, para ouvir os sermões.

Mas, durante muito tempo, essas iniciativas eram exceções, e não a regra. A coisa mudou durante a década de 1990, quando as megaigrejas ganharam ares de fenômeno contemporâneo, sobretudo nos Estados Unidos. Lá, cerca de 900 igrejas já contam com o status de “mega” e têm entre 2 mil e 25 mil membros. “Com o passar dos anos, as igrejas evangélicas começaram a privilegiar o formato de anfiteatro, em detrimento da arquitetura sacra tradicional. Primeiro, porque a organização em auditório permite que os fiéis vejam melhor o pastor. Segundo, porque se amplifica a atmosfera de comoção e envolvimento quando os hinos são entoados”, escreve a historiadora americana Jeanne Halgren Kilde no livro When Church Became Theatre (“Quando a Igreja se transformou em teatro”, obra ainda não publicada no Brasil).

Desde o começo, as razões principais para se investir em um templo enorme eram as de atrair os perdidos de maneiras variadas e alcançar pessoas que normalmente não viriam a uma igreja pequena. Cientes de que massa atrai massa – e não apenas na física newtoniana ­–, os líderes começaram a projetar comunidades capazes de receber e absorver multidões de crentes. Foi assim que surgiram as pioneiras e grandes expoentes desse movimento: a Willow Creek Community, liderada pelo pregador Bill Haybels, e a Saddleback Valley, do pastor Rick Warren. “Começamos fazendo uma pesquisa entre as pessoas da comunidade que não frequentavam nenhuma igreja, para saber o porquê de elas não virem aos cultos. A partir disso, desenvolvemos uma série de programas para atrair os desigrejados, trabalhando com pequenos grupos e programas de voluntariado”, conta Haybels em seu livro Redescobrindo a Igreja (Editora Hagnos).

“McIgrejas” – Hoje, mais importante do que reunir 20 mil pessoas a cada domingo é a influência que a Willow Creek conquistou. Sua associação conta com mais de 9,5 mil igrejas e todo ano seus seminários atraem mais de 100 mil líderes no mundo todo, dispostos a conhecer seus segredos. Com Warren, não é diferente. Estima-se que mais de 250 mil pastores já tenham participado das suas conferências Uma Igreja com propósitos, em 125 diferentes países. Direta ou indiretamente, quando se assiste a um culto na Igreja Lakewood, em Houston, no Texas, com mais 16 mil presentes, e ouve-se a pregação do pastor Joel Osteen, um dos expoentes da pregação sobre prosperidade naquele país, sabe-se que se está diante de uma tendência. Detalhe: o megatemplo da Lakewood era antes o ginásio do time de basquete Houston Rockets, tendo sido comprado e convertido em igreja pela bagatela de 95 milhões de dólares (cerca de R$ 160 milhões). Só no teto – que conta com um sistema de iluminação que muda de cor conforme o ritmo do culto, ficando azul durante os sermões e amarelo nos louvores –, foi gasto o equivalente a 6,5 milhões de reais.

Números tão expressivos costumam ser celebrados como indício claro do crescimento do Reino de Deus no mundo. Mas as megaigrejas também costumam ser vistas com desconfiança, sobretudo por gente que acha que o gigantismo, ao invés de aproximar, afasta as pessoas da essência do Evangelho. “Falam em crescimento espiritual e que incentivam isso. Mas, quando aos domingos as mensagens são rasas e feitas para atrair pessoas, e o discipulado fica restrito às quartas-feiras, cultos que poucos assistem, temos a receita para um desastre no futuro”, critica o teólogo T.A. McMahon. “Hoje, existe demanda para tudo. Em algumas igrejas há até franquias do McDonald’s. Estamos nos transformando em McIgrejas”, critica.


Marcos Stefano
Jornalista da revista Eclésia
http://www.eclesia.com.br/revistadet2.asp?cod_artigos=1258







Sinopse - Era uma vez um homem de Arafat - a história real de como um atirador de elite da OLP encontrou uma nova vida - Tass Saada, Dean Merrill
Tass Saada, autor deste livro, foi um dos árabes a quem ensinaram a odiar e exterminar com os judeus, a fazer parte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), movimento encabeçado por Yasser Arafat. Foi, até conhecer Jesus Cristo e experimentar uma verdadeira transformação em sua vida. De sua provável morte se fez vida, da indiferença se fez amizade, e da desilusão se fez esperança; esperança de um mundo de paz, de união e de fraternidade entre as nações. Esta obra é muito mais do que a história de um dos muitos palestinos que se refugiam na América, mas sobre o triunfo do amor sobre o ódio, de maneira a despertar o mesmo sentimento em cada um, sentimento este que só é possível por meio da mensagem que o Senhor deixou: "Ame o próximo como a si mesmo."

Era uma vez um homem de Arafat - a história real de como um atirador de elite da OLP encontrou uma nova vida - Tass Saada, Dean Merrill


Descrição
Todos os homens são iguais perante Deus, independente de confissão religiosa ou ideologia política, divergências que, ao longo das décadas, têm feito milhares e milhares de vítimas ao redor do mundo, especialmente no Oriente Médio, onde árabes e judeus travam uma batalha infinita que nada de significativo acrescenta às suas vidas. Pelo contrário, somente os fazem caminhar a passos largos para a destruição de suas próprias raças. Tass Saada, autor de Era Uma Vez Um Homem de Arafat, foi um dos árabes a quem ensinaram a odiar e exterminar com os judeus, a fazer parte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), movimento encabeçado por Yasser Arafat. Foi, até conhecer Jesus Cristo e experimentar uma verdadeira transformação em sua vida. De sua provável morte se fez vida, da indiferença se fez amizade, e da desilusão se fez esperança; esperança de um mundo de paz, de união e de fraternidade entre as nações.



Este livro é muito mais do que a história de um dos muitos palestinos que se refugiam na América, mas sobre o triunfo do amor sobre o ódio, de maneira a despertar o mesmo sentimento em cada um, sentimento este que só é possível por meio da mensagem que o Senhor deixou: "Ame o próximo como a si mesmo."


Distribuição: Holy Bible
Código: 93286
Estilo: Vida Cristã / Biografia
Número de Páginas: 224
ISBN: 978-85-7557-087-6

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