CAROLYN GOODMAN PLAMPIN: PASTORAS NO NOVO TESTAMENTO COM CITAÇÕES DA HISTORIA DA IGREJA

CAROLYN GOODMAN PLAMPIN:
PASTORAS NO NOVO TESTAMENTO COM CITAÇÕES DA HISTORIA DA IGREJA

Dedicado a Pastora Sílvia da Silva Nogueira
Primeira Igreja Batista em Campo Limpo, São Paulo

“Pois aquelas [pastoras (anciãs) chamadas viúvas] que têm ministrado bem, serão louvadas pelos arcanjos.”

Revisado 23 de fevereiro de 2007

Revisora do português: Ana Maria Suman Gomes

I – Introdução

II – Lucas 2:36-38 –
Ana, Pregadora e Viúva

III – Atos 6:1-6 –
Os Oficiais da Igreja Eram Apóstolos e Viúvas, Então Servos (Diáconos) Foram Eleitos Para Fazer Justiça na Distribuição Diária às Viúvas

IV – Atos 9:36-42 –
Tabita (Dorcas), Viúva

V – 1 Corintios 7:8-9, 34-35, 39-40 –
Viúvas Não Devem Casar uma Segunda Vez, Devem Ser Santas no Corpo e no Espírito e Devem Dedicar-se ao Senhor sem Distração Alguma

VI – 1 Timoteo 4:12,14; 5:1-22, 24-25 –
Pastoras (Presbuteras=Anciãs) Chamadas Viúvas: Disciplina, Salário, Viúvas que Têm Família, Deveres, Qualificações, Viúvas Mais Novas

VII – Tito 1:5 e 2:2-5 –
Pastoras (Presbutidas=Anciãs): Classificação, Qualificações, e Deveres

VIII – 2 João 1-13 –
A Senhora Eleita

IX – Resumo –
Ensino do Novo Testamento sobre Pastoras (Presbuteras/Presbutidas=Anciãs) Chamadas Viúvas

X – Bibliografia sobre Pastoras

I – Introdução

Meu marido, Ricardo, e eu estávamos em pé no meio da sala da frente da residência missionária, no campus do Seminário Teológico Batista do Portão Dourado (Golden Gate Baptist Theological Seminary) em Mill Valley, California. Era o ano de 1978 e estávamos desfrutando nossas férias do campo missionário no Brasil. Eu disse desafiadoramente: Não vou estudar mais o que o Antigo Testamento diz a respeito das mulheres porque nunca diz qualquer coisa boa e além disso não vou estudar a respeito daquelas viúvas! Na minha opinião, viúvas eram pessoas sem dinheiro e poder que não tiveram muito a oferecer.
Ricardo ficou muito sentido porque ele é professor do Antigo Testamento e Hebraico e os ama muito. O resultado do meu desabafo foi que ele se transformou no começo do estudo que me levou até a religião da deusa da mitologia onde Deus era conceituado como mulher, ao Antigo Testamento que disse muita coisa boa a respeito das mulheres, à literatura pseudepígrafa do Antigo Testamento, à Bíblioteca de Nag Hamaddi, às mulheres da antiqúidade: do oriente médio, egípícia, judia, grega e romana. Lidei também com o Novo Testamento, com a literatura a apócrifa do Novo Testamento, com ognosticismo, o Talmude Judaico e com muitas fontes primárias da História da Igreja Cristã. Ninguém ficou mais surpresa do que eu, ao descobrir que viúvas era o nome da ordem de pastoras — a ordem das viúvas — e a razão porque os bispos e pastores as rebaixaram para a condição de diaconisas, até o sexto século, foi justamente porque elas tinham dinheiro e poder.

Ser ordenada significa ser colocada, inserida, aceita em uma ordem. Mulheres no Novo Testamento e na Igreja Primitiva serviram em ordens paralelas às ordens de homens: pastores e diáconos. Hoje nós estudamos no seminário as ordens de homens e procuramos em vão pela orientação a respeito de mulheres. E porque não achamos mulheres lá, temos a impressão de que mulheres nunca serviam à igreja e nos descuidamos do estudo dos muitos documentos que dão instruções a respeito das mulheres.

A declaração, repetida vez após vez, de que o Novo Testamento não mostra mulheres como pastoras não é a verdade. De fato especialmente as passagens de 1 Timóteo 5 e Tito 2 que dão as suas qualificações e deveres são muitas vezes usadas contra elas. Isto é porque não estudamos o grande acervo de matéria a respeito do serviço da mulher, não conhecemos a História da Igreja, e não compreendemos o Novo Testamento quanto ao ministério, qualificações e deveres das pastoras na igreja.

Todas as mulheres que serviam na Igreja Primitiva haviam de ser não casadas. Porque a Igreja Primitiva não podia resolver a situação da mulher casada que se desenvolveu sob o paganismo e o judaísmo no oriente médio. A igreja não podia conceber uma mulher casada como livre para obedecer a Deus. É esta a questão teológica que nos deixaram para resolver: casamento é um empecilho para uma mulher servir a Deus em posições de liderança na igreja?

No manual da Igreja Primitiva, O Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), escrito por Bispo Clemente de Roma durante os 400 d.C., há um hino noturno de louvor para a viúva, em que ela deverá dar graças pela liberdade da servidão do casamento.

Tu que tens me livrado da servidão, para que eu possa servir a Deus, o Poderoso que [é] para todo sempre, que tudo vê, que eu possa louvar a Ti e não ser condenada.
[Testament of Our Lord. James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburghh: T. & T. Clark, 1902) 110.]
Hoje em dia é reconhecido que as viúvas são as autoras de uma série de seis escritos interessantes chamados “Atos dos Apóstolos”. São datados entre 100 e 250 d.C. Nestes escritos dos cristãos primitivos, a primeira coisa que a mulher faz depois de convertida é não casar ou não ter mais relações conjugais com seu marido. Numa das obras atríbuidas às viúvas, “Os Atos de Xantipe e Polixena” (“The Acts of Xhantippe and Polyxena,” escrito na última parte nos anos 100 d.C., Polixena e Rebeca falam sobre onde elas poderão fugir de modo que não sejam forçadas a casar:
Rebeca disse, É deveras melhor, para nós, viver com feras selvagens e morrer de fome do que ser forçadas pelos gregos e idólatras a cair na imundície do casamento.
[“The Acts of Xanthippe and Polyxena,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950) Vol. X, p. 214.]
As quatro passagens do Novo Testamento que recomendam que a esposa se submeta ao seu próprio marido (Efe. 5:21-33, 6:5-9; Col. 3:18, 22-25; 1 Ped. 2:18-25–3:1-7, e Tito 2:2-5, 9-10) estão em contextos que também falam dos escravos. Hoje nós não consideramos que o conselho dado ao escravo seja uma justificativa para a escravidão, mas nós consideramos sim que o conselho dado à esposa seja uma justificativa para a submissão que, na Igreja Primitiva foi compreendida como servidão. Isto quer dizer que interpretamos uma parte da passagem de uma maneira e outra parte de outra maneira.
Quando falarmos de liderança na igreja, precisamos reconciliar aquelas quatro passagens com as em que Jesus ensina seus discípulos a respeito de liderança.

Marcos 10:
42 – Então Jesus chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade.
43 – Mas entre vós não será assim: antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva (diakonos);
44 – e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo (doulos=escravo) de todos.
45 – Pois também o Filho do homem não veio para ser servido (diakonehthehnai), mas para servir (diakonehsai), e para dar a sua vida em resgate de muitos.
(Ver também: Mateus 20:25-28)
Pastoras (presbuteras/presbutidas=anciãs) eram chamadas viúvas no Novo Testamento e na Igreja Primitiva. Nós podemos formar um quadro mental de pastoras, a partir do estudo das passagens sobre viúvas e pastoras.
Bem, você provavelmente verá que é a verdade que nunca nos ensinaram nada disso no seminário. Mas sabemos sim sobre os Bereanos:

Atos 17:
11 – Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda a avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.
12 – De sorte que muitos deles creram, bem como bom número de mulheres gregas de alta posição e não poucos homens.

E o seminário nos ensinou como estudar, não somente o Novo Testamento mas a História da Igreja.

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II – Lucas 2:36-38 – Ana, Pregadora e Viúva

Lucas 2:
36 – Havia também uma profetisa (profehtis), Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;
37 – e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 – Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
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Lucas 2:36a
36a – Havia também uma profetisa (profehtis), Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.

Profetisa. Falar diante, abertamente.
Uma intérprete fêmea falando pela deidade; ou a esposa de um profeta (ver. “duque” e “duquesa”.
No AT o termo está aplicado a Miriã, a irmã de Moisés (Êxodo 15:20); Débora (Juizes 4:4) – em ambas as instâncias visto por muito estudiosos como uma atribuição relativamente tardia; a Hulda, uma contemporânia de Jeremias e uma profetisa atuante (II Reis 11:14) (Nota CGP – também II Crônicas 34:22); a Noadia, uma adversária de Neemias e presumivelmente também uma profissional (Neemias 6:14); e por Isaías à sua esposa (Isaías 8:3).
No NT o termo está usado para Ana (Lucas 2:36) e a propósito de uma Jezabel (Apocalipse 2:20); [Nota CGP – e das quatro filhas de Felipe (Atos 21:9].
[The Interpreter’s Dictionary of the Bible George Arthur Buttrick and others, dictionary editor. (New York, Nashville: Abingdon Press, 1962) Vol. K-Q.]
Nos Estatutos dos Apóstolos (Statutes of the Apostles), escritos no Egito (Oriente) na primeira parte de 300 d.C., é dito que os pregadores (profetas) não têm se magnificado acima dos Apóstolos. É dito que as pregadoras (profetisas) não têm se magnificado acima dos homens. É significativo que somente dois pregadores são nominados, enquanto onze pregadoras são mencionadas.
Com certeza não desmerecemos os verdadeiros profetas; sabemos que o trabalho neles e nos santos é do Espírito de Deus. Mas queremos ajudar a cessar a dureza de coração dos cobiçosos e ao mesmo tempo informando, que Deus interrompe Seu dom em tais como estes, porque Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes. Silas e Gaio foram dois antes de nós, mas eles não se magnificaram acima dos Apóstolos, nem excederam os seus limites, porque eles amavam a Deus. E mulheres também profetizavam no Antigo (Testamento): Miriã a irmã de Moisés e Arão, e depois dela Deborah, e depois delas Hulda e Judite, uma no (tempo de) Artaxerxes e a outra no tempo de Dário. Em o Novo (Testamento) a Mãe do Senhor e Isabel, sua prima e Ana, e também as filhas de Filipe, e estas não se engrandeceram diante dos homens, mas ficaram dentro dos seus limites. Mulheres e homens, quando compartilham destas graças, sejam humildes.
[The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London: Oxford, 1915) 272-273, also 192, 339, also found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book VIII, Section I, Paragraph II, 481.]

Lucas 2:36b-37a
36b – Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;
37a – e era viúva, de quase oitenta e quatro anos.

Pseudo-Clemente escreveu “Reconhecimentos” (“Recognitions”) cerca de 175-225 d.C. que é uma história sobre Pedro, e testifica a existência cedo da ordem de viúvas.

Ele (Pedro) indicou, como bispo sobre eles, Maro, que o tinha hospedado na sua casa e que estava agora perfeito em todas as coisas, e, com ele, ordenou doze presbíteros e diáconos ao mesmo tempo. Ele também estabeleceu a ordem de viúvas e organizou todos os serviços da Igreja.
[Pseudo-Clement, “Recognitions,” in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VIII, 156.]
Na “Homilia XI” (“Homily XI”), de Pseudo-Clemente, entre outras coisas relacionadas à ordem da igreja, Pedro organiza os assuntos que se relacionam com as viúvas:
Pedro … tendo os batizado nas fontes que ficam perto do mar, e tendo celebrado a Eucaristia, e tendo indicado Marones … como o bispo deles, e tendo separado doze anciãos, e tendo designado diáconos, e arranjado os assuntos relacionados às viúvas, e tendo discursado sobre o bem comum que foi proveitoso para a ordem da igreja, e tendo lhes aconselhado a obedecerem o bispo Marones … deu até logo para aqueles em Trípolis de Fenícia.
[Pseudo-Clement, “The Clementine Homilies,” Homily XI, in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans) 1950, Vol. VIII, 292.]
Ambrósio, “Concernente às Viúvas,” Milão, Itália (Ocidente), 339-397 A.D. escreveu um grande tratado no qual ele fala da liberdade da viúva e do ofício dela.
21. As Escrituras nos ensinam que a unidade é geradora de graça, e quão grande é o dom da bênção divina na vidas das viúvas. E desde que tal honra foi-lhes dada por Deus, nós precisamos observar que modo de vida que tinham; pois Ana mostra o que as viúvas deverão ser, que, deixadas destituidas pela morte precoce de seus maridos, obtiveram o prêmio do pleno louvor, sendo diligentes não menos nos deveres da religião do que na procura da castidade. Uma viúva, é dito, de oitenta e quatro anos, uma viúva que não saiu do templo, uma viúva que serviu a Deus noite e dia com jejuns e orações.
22. Veja que sorte de pessoa a viúva é reconhecida ser, a esposa de um homem, provada também pelo progresso da idade, vigorosa na religião, gasta no corpo, cujo lugar de repouso é o templo, cuja conversa é a oração, cuja vida é de tempos em tempos jejuar de dia e noite, pelo serviço de devoção incansável, embora o corpo reconheça a velhice, no entanto não conhece idade na sua piedade. Assim é uma viúva treinada desde a sua juventude, assim é ela falada na sua idade, que tem mantida sua viuvez não por causa do acaso do tempo, nem através da fraqueza do corpo, mas na grandeza de coração da virtude. Pois quando é dito que ela estava durante sete anos da sua virgindade com seu marido, está destacando que as coisas que são o sustentáculo da sua velhice começaram nos alvos plantados na sua mocidade.
[Ambrose, “Concerning Widows,” in A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1955) Second Series, Vol. X, Chap. IV, 394-395.]

Lucas 2:37b
37b – Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.

No manual da igreja primitiva, Tradição Apostólica de Hipólito (Apostolic Tradition of Hippolytus), Roma, Itália, cerca de 215 d.C., um dos deveres importantes das viúvas foi oração. Somente viúvas e virgens eram convocadas a jejuar freqüentemente, e isto pode ter contribuído a crença da Igreja Primitiva de que a oração delas era tão poderosa.
Viúvas e virgens jejuarão freqüentemente e orarão pela igreja; presbíteros, se quiserem, e leigos poderão jejuar de igual modo. Mas o bispo só poderá jejuar quando todo povo jejuar.
[Apostolic Tradition of Hippolytus, Burton Scott Easton, translator. (Ann Arbor: Archon, 1962) 50.]
Quatro séculos depois da época do Novo Testamento, O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), um dos manuais da Igreja Primitiva, cerca de 400 d.C., mostra que as viúvas e diaconisas residiram na igreja e que as viúvas se assentaram na frente com o clero.
Eu lhe digo portanto como o santuário deve ser: …
Que a casa do bispo esteja ao lado daquele lugar que é chamado a corte da frente.
Também aquela daquelas viúvas que são chamadas “aquelas que se assentam na frente.”
Também que aquela (casa) dos presbíteros e diáconos esteja atrás do batistério.
Que as diaconisas residam ao lado da porta da casa do Senhor.
Que a Igreja tenha uma casa de hospedagem perto, onde o chefe dos diáconos possa receber estrangeiros.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburghh: T. & T. Clark, 1902) 62-64.]
O manual da igreja primitiva, Didascalia Apostolorum, Palestina ou Síria (Oriente), 200-249 A.D., e “Constituições dos Apóstolos Sagrados” (“Constitutions of the Holy Apostles”) provavelmente compilado por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 A.D. ambos falam da viúva que ora e logo recebe o seu pedido.
Mas uma viúva que deseja agradar a Deus assenta-se em casa e medita sobre o Senhor dia e noite, e sem cessar em todo tempo oferece intercessão e ora com pureza diante do Senhor. E ela recebe qualquer coisa que pede, porque a sua mente inteira está focalizada nisto. Pois a sua mente não é gananciosa, nem tem ela desejo de fazer grandes despesas; nem vagueia o seu olho para ver alguma coisa e desejá-la e ter sua mente destraida, nem dá atenção a palavras malvadas, porque ela não sai e corre por aí. Porque sua oração não sofre impedimento de coisa alguma, e assim a sua quietude … e tranqüilidade e modéstia são aceitáveis diante de Deus, e qualquer coisas que ela peça a Deus, ela logo recebe. Pois tal viúva, não amando dinheiro ou lucro imundo, não avarenta nem cobiçosa mas constante em oração, meiga e não perturbada, modesta e reverente, assenta-se em casa e trabalha na (sua) lã, de modo que ela pode providenciar alguma coisa para aqueles que estão em aflição, ou pode retribuir aos outros, de modo que ela não receba nada deles.
[Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford: Clarendon, 1929) Chap. XV, 136, 138, also found in “Constitutions of the Holy Apostles”, in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph VII, 428.]
O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), cerca de 400 d.C., mostra que a igreja sustentava a viúva de modo que ela pudesse levar uma vida de oração e louvor.
Depois que ela esteja [indicada] [katastasis] assim, não tenha ansiedade a respeito de qualquer coisa, mas fique na solidão e tenha folga para súplicas piedosas. Pois o alicerce de santidade e vida de uma viúva tal como esta é a solidão. Pois ela não tem amado nenhum outro a não ser o Deus dos deuses, o Pai que está nos céus. Mas em horas marcadas que ela louve a sós, durante a noite [e] na madrugada.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburghh: T. & T. Clark, 1902) 109.]
A palavra siríaca por “indicar” não tem referência à imposição das mãos. É muitas vezes usada sobre a ordenação do clero, mas também de qualquer indicação ou eleição, como por exemplo de um imperador. Parece se referir à ação inteira da eleição à ordenação inclusive. A palavra correspondente em grego, que está provavelmente subjacente à siríaca, a saber katastasis, é a palavra mais comum para a ordenação como ato completo.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburghh: T. & T. Clark, 1902) 153.]

Lucas 2:38
38 – Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.

As quatro filhas de Filipe que foram pregadoras servem de exemplo de mulheres pregadoras.

Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam. (Atos 21:8-9)
Eusébio cita um escritor de Hierápolis, que por sua vez cita Miltiades, um historiador antes dele, em que ele critica a prática de Môntano e das mulheres pregadoras Priscila e Maximila, de pregar em êxtase. Este historiador de Hierápolis dá nove nomes de pregadores do Novo Testamento, cinco deles mulheres (as quatro filhas de Filipe e Amias de Filadélfia) e quatro homens. Estes são citados como autoridades do Novo Testamento sobre a maneira certa de pregar. Ele, entre os ortodoxos, repreende aqueles considerados hereges por não ter mulheres pregadoras.
“Mas o profeta falso”, ele diz, “está arrebatado por uma êxtase veemente, acompanhado de toda falta de vergonha e medo. Começando, de fato, com uma ignorância proposital, e terminando, como já disse, em loucura involuntária. Eles jamais serão capazes de mostrar que alguém do Antigo ou alguém do Novo Testamento eram assim agitados violentamente e arrebatados no espírito. Nem serão capazes de se jactar de que Ágabo, ou Judas, ou Silas, ou as filhas de Filipe, ou Amias em Filadelfia, ou Quadrato, ou outros que não pertencem a eles, jamais agiram desta maneira. Outra vez, depois de um pouco, ele diz: “Se depois de Quadrato e Amias em Filadelfia, as mulheres que seguiram Môntano sucederam no dom da profecia, que eles nos mostrem quais as mulheres entre eles sucederam Môntano e suas mulheres. Pois o apóstolo mostra que o dom da profecia deve estar em toda igreja até a vinda do Senhor, mas eles não podem mostrar de maneira alguma qualquer uma nesta época, o ano décimo quatorze desde a morte de Maximila.”
[Eusebius Pamphilus, The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus (Grand Rapids: Baker Book House, 1981) Book V, Chapter XVII, 199-200.]
Já temos conhecido Judas e Silas em Atos onde temos um quadro verbal do ministério de profetas.
Depois Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram os irmãos com muitas palavras e os fortaleceram. E, tendo-se demorado ali por algum tempo, foram pelos irmãos despedidos em paz, de volta aos que os haviam mandado. (Atos 15:32-33)
Toda cristão, incluindo mulheres, deve procurar com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de pregar o que é falar às pessoas para edificação, exortação, e consolação.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor. Segui o amor; e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. … Mas o que profetiza fala aos homens (anthrohpois) para edificação, exortação, e consolação. … quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas. (1 Cor. 13:13, 14:1-5)

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III – Atos 6:1-6 –
Os Oficiais da Igreja Eram Apóstolos e Viúvas,
Então Servos (Diáconos) Foram Eleitos
Para Fazer Justiça na Distribuição Diária às Viúvas

Atos 6:1 – A Primitiva Ordem de Viúvas e seu Sustento

Texto Bíblico

Atos 6:
1 – Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.
2 – E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus e sirvamos às mesas.
3 – Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.
4 – Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
5 – O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia,
6 – e os apresentaram perante os apóstolos; estes, tendo orado, lhes impuseram as mãos.

Atos 6:1 – A Primitiva Ordem de Viúvas e seu Sustento
1 – Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.

Temos sido ensinados a entender esta passagem somente a respeito da eleição de diáconos e não a respeito do problema que as viúvas dos helenistas estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Havia dois grupos de obreiros já atuantes na igreja – apóstolos e viúvas, o que mostra que a ordem de viúvas já existia, antes da eleição de diáconos e que a tarefa primordial dos diáconos era auxiliar os apóstolos a fazer justiça no sustento das viúvas.
Vamos ver adiante em 1 Timoteo 5:2 que as viúvas eram presbuteras – anciãs – pastoras.

A razão para que o lindo símbolo, altar de Deus, tenha sido usado para se referir às viúvas foi que as ofertas do povo eram colocadas para elas. É isto que Policarpo, Smirna, Ásia Menor (Turquia), 65-100/155 d.C., que teve conversas com o apóstolo João e com outros que viram o Senhor, disse:

Ensine as viúvas a serem discretas quando se trata da fé do Senhor, orando continuamente por todos, permanecendo longe de toda calúnia, maledicência, falso testemunho, amor ao dinheiro e todo tipo de maldade; sabendo que elas são o altar de Deus, e que Ele percebe claramente todas as coisas, e que nada está escondido dEle, nem raciocínios ou reflexões ou qualquer das coisas secretas do coração.
[Polycarp, “Epistle to the Philippians,” The Ante-Nicene Fathers Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. 1, 34.]
McKenna afirma a respeito do símbolo de altar de Deus:
Esta imagem é singularmente apropriada para captar o espírito da vocação das viúvas. As viúvas, que viviam das ofertas dos fieis, eram semelhantes ao altar em que estas ofertas eram apresentadas a Deus. Foi através delas que a oração ininterrupta da Igreja (ver 1 Tm. 5:5), elevou-se para Deus.
[Mary Lawrence McKenna, Women of the Church. (New York: P. J. Kenedy, 1967) 51.]
Há seis escritos diferentes, chamados “Os Atos dos Apóstolos”, que se — se acredita — terem sido escritos pelas próprias viúvas. Sobre estes Atos, Schneemelcher e Schaferdiek escrevem:
Podemos considerar estes Atos apócrifos como obras cujo propósito principal foi suplementar o Novo Testamento, especialmente o Livro de Atos de São Lucas, e cujos autores fizeram uso de formas literárias bem definidas, que eram bem conhecidas e usadas largamente no mundo cultural do Cristianismo Primitivo.
Os autores destes Atos aceitaram a castidade sexual como um aspecto, ou até como o conteúdo autêntico da mensagem cristã. Podemos pensar o que quisermos sobre os fundamentos de tal atitude no Novo Testamento, mas não se pode negar que, naquela época, os propósitos revelados nos Atos apócrifos têm sido alterados definitivamente, quando comparados com os livros canônicos.

Os Atos apócrifos são o testemunho mais importante sobre os ideais religiosas de uma grande parte da raça cristã, ideais que nem sempre seguiram os caminhos que mais tarde seriam considerados aceitáveis à Igreja Cristã. Um conhecimento destes ideais religiosos, entretanto, é, sem dúvida, de suma importância para a compreensão histórica das condições da Igreja dos segundo e terceiro séculos.
[New Testament Apocrypha, Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. (Philadelphia: Westminster, 1964) Vol. 2, 168, 172, 178.]

Os Atos dos Apóstolos mostram os apóstolos preocupados em suprir as necessidades das viúvas. Possivelmente as viúvas compreendiam a sua autoridade como vindo dos apóstolos e não dos bispos e presbíteros. Vamos tomar um exemplo d”Os Atos de Tomás” Mespotâmia (Oriente), 200-250 d.C.
Então todo povo creu e entregou as suas almas, obedientes ao Deus vivo e a Jesus Cristo, regozijando-se nas obras abençoadas do Altíssimo e no Seu serviço santo. E eles trouxeram muito dinheiro para o serviço da viúvas; pois ele [Nota CGP: o apóstolo Tomás] as tinha ajuntado nas cidades, e para todas elas ele mandou, pelos seus diáconos o que fosse necessário, tanto vestuário e provisão para a alimentação delas.
[“The Acts of Thomas,” in New Testament Apocrypha, Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. English trans. R. McL. Wilson (Philadelphia: Westminster, 1964) Vol. II, 475.]
Este problema da distribuição continuou na História da Igreja, porque o povo deu ofertas e jantares diretamente para as viúvas. Em um outro escrito dos Atos dos Apóstolos, “Os Atos de Paulo” (“The Acts of Paul”), as viúvas recebem dinheiro e são mencionadas antes de Paulo.
Mas Hermocrates (vendeu … ) e trouxe o preço às (viúvas), e o tomou e o dividiu … As seguintes linhas são de novo muito danificadas … E quando Hermipo recuperou a sua vista, ele se virou à sua mãe Nimfa, dizendo a ela: “Paulo veio e deitou sua mão sobre mim enquanto eu chorava. E naquela hora eu vi todas as coisas claramente”. E ela tomou sua mão e (o) trouxe às viúvas e a Paulo.
[“The Acts of Paul [and Thecla],” in New Testament Apocrypha, Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. (Philadelphia: Westminster, 1964) Vol. II, 367.]
As refeições dadas pelos cristãos para as viúvas constituíram parte do sustento delas.
Se alguém quiser dar uma refeição para viúvas mais idosas, que as despeça antes de anoitecer. Mas, se por causa de determinadas condições, ele não possa [dar comida para elas na sua casa], que as despeça, e elas poderão comer a sua comida da maneira que quiserem.
[Hippolytus, The Apostolic Tradition of Hippolytus, Burton Scott Easton, translator. (Ann Arbor: Archon, 1962) 51-52.]
O manual da Igreja Primitiva, Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., explicou que a escala de pagamento de todos os obreiros estava baseada na porção dada para as viúvas. Este manual mostra como o bispo ficou tentando obter o controle das ofertas e jantares. Em uma outra obra, eu conto a triste história de como o bispo conseguiu o controle do poder e do dinheiro e assim rebaixou as viúvas para diaconisas, até o sexto século.
É impressionante a quantidade de escritos que existem na Didascalia Apostolorum sobre o bispo, o poder, o dinheiro e as viúvas. Claro que nenhuma linha destes escritos fazia parte da leitura exigida de nós, no seminário. Na citação seguinte, o bispo se refere a si mesmo como bispo, pastor e líder e se compara ao Deus Onipotente. Cada grupo que tem direito de receber foi dito a fazer parte de uma ordem.

Apresentem, portanto, suas ofertas ao bispo, ou a vocês mesmos, ou através dos diáconos; e, quando ele as tiver recebido ele as distribuirá com justiça. … E para aqueles que convidam viúvas a jantares, que ele [o bispo] mande freqüentemente aquela que ele sabe estar com mais necessidade. (E outra vez, se qualquer um dá doações às viúvas, que ele mande preferivelmente àquela que têm necessidade.) Que a porção do pastor seja separada e colocada à parte para ele segundo a regra dos jantares ou das doações, embora ele nào esteja presente, em honra de Deus Onipotente. Mas qualquer que seja a porção dada a uma das viúvas, que o dobro seja dado a cada um dos diáconos em honra a Cristo, (e) duas vezes o dobro ao líder, pela glória do Onipotente. Se alguém quiser honrar os presbíteros também, que lhes dê uma (porção) dupla, como aos diáconos; pois eles devem ser honrados como os Apóstolos, e como os conselheiros do bispo, e como a coroa da Igreja; pois eles são os moderadores e membros do Conselho da Igreja. Mas, se houver também um leitor, que ele também receba como os presbíteros. À cada ordem, portanto, que cada um dos leigos pague a honra que lhe é condizente, com doações e presentes e com o respeito devido à sua condição neste mundo.
[The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. IX, 88, 90, also found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book II, Section IV, Paragraphs XXVII and XXVIII, 410-411.]
O manual da igreja primitiva, O Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C., fala da maneira como a Páscoa deveria ser celebrada. O que as viúvas, também chamadas de pastoras (anciãs) ou presbíteras e virgens devem fazer está explicado. O bispo e os diáconos devem ministrar às viúvas e virgens.
Que as viúvas fiquem até o amanhecer no Templo, tendo lá comida. Que as virgens fiquem juntas no Templo e que o bispo as ajude e providencie o necessário para elas, e que os diáconos ministrem a elas. Que as presbíteras fiquem com o bispo até o amanhecer, orando e repousando.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 134.]

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IV – Atos 9:36-42 – Tabita (Dorcas), Viúva

Lucas, o autor de Atos, queria que conhecêssemos plenamente a verdade das coisas em que fossemos instruídos.
Tabita, amada por causa do seu ministério.
Atos 9:36 – Tabita, uma discípula, tendo um ministério social cristão estava cheia de boas obras e esmolas que fazia
Atos 9:37-38 – Ela adoecendo, morreu. Os discípulos estavam tão preocupados que eles, tendo-a lavado, não a enterraram, mas a colocaram no cenáculo. Sabendo que o Apóstolo Pedro estava numa cidade pertinho eles mandaram dois homens para trazé-lo para eles.
Atos 9:39 – O Apóstolo Pedro chegando imediatamente, foi levado para o cenáculo onde foi cercado por viúvas, chorando e mostrando-lhes as túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas.
Atos 9:40 – O Apóstolo Pedro orou e Deus restaurou a vida da Tabita.
Atos 9:41 – O Apóstolo Pedro chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva. Em assim fazer, ele a restaura ao seu ministério.
Ministérios adicionais das viúvas na igreja primitiva eram oração, ficar com as mulheres doentes, e confortar o coração dos tristes.

Fabíola, uma viúva aristocrata de Roma, no quarto século, fundou o primeiro hospital.

Texto Bíblico

Atos 9:36-42
36 – Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
37 – Ora, aconteceu naqueles dias que ela, adoecendo, morreu; e, tendo-a lavado, a colocaram no cenáculo.
38 – Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: Não te demores em vir ter conosco.
39 – Pedro levantou-se e foi com eles; quando chegou, levaram-no ao cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe as túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas.
40 – Mas Pedro, tendo feito sair a todos, pôs-se de joelhos e orou; e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. Ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, sentou-se.
41 – Ele, dando-lhe a mão, levantou-a e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-lha viva.
42 – Tornou-se isto notório por toda Jope, e muitos creram no Senhor.

Lucas, o autor de Atos, queria que conhecessemos plenamente a verdade das coisas e que fôssemos instruídos quando incluiu esta passagem na sua história. Ele nos conta no seu primeiro tratado que é o nosso Evangelho Segundo Lucas:
Lucas 1:1-4
1 – Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram,
2 – segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra,
3 – também a mim, depois de haver investigado tudo cuidadosamente, desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem,
4 – para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído.
Lucas nos conta que havia muitas narrativas das testemunhas oculares e ministros da Palavra. Que ele fez uma investigação cuidadosa desde o começo. E que o motivo de escrever é para que o Teófilo pudesse conhecer plenamente a verdade das coisas que a ele tinha sido ensinado. Nós somos também beneficiados por esta narrativa.
Tem sido a prática dos teólogos, que escrevem comentários bíblicos, focalizar naquilo que os homens fizeram. De fato, o aspecto miraculoso deste trecho, onde os discípulos chamaram Pedro e ele de fato orou a Deus, que restaurou a vida da Tabita, é de muita importância e levou muitos a crer no Senhor. No entanto, estes teólogos não explicam o que esta passagem diz a respeito de Tabita, das viúvas e do ministério delas.

Tabita, amada por causa de seu ministério.

As estórias obedecem regras. Há uma subida até o clímax, então uma queda rápida que é o desfecho. Esta estória também é história.
A estória começa com Tabita, uma discípula. Ela teve um ministério social cristão entre os discípulos: distribuía esmolas e praticava muitas boas obras.

Ela adoeceu e morreu. Os discípulos cuidaram do seu corpo, entretanto, não o enterraram, mas o colocaram no cenáculo.

Sabendo que o Apóstolo Pedro estava numa cidade próxima, mandaram dois homens para trazê-lo.

O Apóstolo Pedro veio prontamente e foi levado ao cenáculo. Lá ele fica comovido com a angústia das viúvas que o cercavam, chorando e mostrando-lhe as túnicas e vestidos que Dorcas fizera, enquanto estava com elas.

A estória chega ao seu clímax quando o Apóstolo Pedro faz exatamente o que esperavam. Ele ora e Deus restaura a vida da Tabita.

O desfecho é que Pedro chamou os santos e as viúvas e apresentou-lha viva. Muitas pessoas sabendo do milagre creram no Senhor.

Embora o climax da estória seja o milagre da ressuscitação, esta estória nos dá entendimento sobre vários aspectos do ministério das mulheres.

As viúvas formaram um grupo reconhecido entre os discípulos e elas tiveram um ministério social cristão. Os discípulos tiveram Tabita em grande estima e brotou neles uma grande esperança que algo pudesse ser feito mesmo em face da morte. Dois homens foram mandados depressa a buscar o Apóstolo Pedro. O Apóstolo Pedro veio prontamente. O desfecho de que Pedro apresentou Tabita viva para os santos e a viúvas, nos diz que ele a devolveu para o seu ministério. Os homens nesta estória são muito preocupados sobre o ministério das mulheres, são colegas sinceros. Esta estória desmente a idéia de que o ministério de mulheres na Igreja do Novo Testamento era marginalizado, aqui é uma parte integral daquilo que todos estão fazendo.

Ministérios adicionais das viúvas na igreja primitiva.

Viúvas tiveram um ministério de oração, ficavam com as mulheres doentes, e confortavam o coração dos tristes. Nos Estatutos dos Apóstolos (The Statutes of the Apostles), um manual da igreja primitiva, que foi provavelmente escrito por Pseudo-Ignácio, Antioquia, Síria (Oriente), no início de 300 d.C. vemos que a Igreja Primitiva em localizações geográficas diferentes e épocas diferentes, tiveram práticas diferentes. Este documento existe em três versões: etiópica, arábica e saídica. Do texto etiópe tiramos a ordenação das viúvas e seus deveres.
Estatuto 17. Concernente a Viúva. Disse Kefas: Três viúvas serão ordenadas. Duas delas se dedicarão à oração por todos aqueles que estão em aflição; e sustento diário suficiente será dado. Mas uma delas ficará com as mulheres que estão sofrendo de doença, porque ela pode ajudar na recuperação da doente. Deve ser zelosa em mandar notícias aos presbíteros. E ela não será gananciosa, nem será voltada a bebida, a não ser que ela pare o seu trabalho de zelar e orar durante a noite. E se uma (delas) quer fazer uma boa obra, que ela a faça segundo o mandamento, que ela possa confortar o coração dos tristes, porque a bondade de Deus tornou-se conhecida primeiramente a (ela).
[The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London: Oxford, 1915) 136, também 242, 304.]
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Fabíola, uma viúva aristocrata de Roma, no quarto século, fundou o primeiro hospital.

Conhecer a história da Fabíola é ser grandemente enriquecido. Devemos o nosso conhecimento a respeito da Fabíola, Roma, Itália, ?-399 d.C., à Carta LXXVII (77) de Jerônimo ao Oceano. A grande dedicação, generosidade e inteligência dela são revelados nesta história interessante. Fabíola teve suas raízes em uma família nobre romana e seu único pecado foi ter se divorciado e casado de novo. Depois da morte do seu segundo marido, ela fez penitência, vendeu suas vastas propriedades, fundou o primeiro hospital, deu não somente aos pobres mas aos monges e virgens, e foi de ilha em ilha para distribuir a sua riqueza. Ela fez uma viagem para Jerusalém que foi abreviada pela invasão dos hunos. Forçada a voltar para Roma, ela e Pamânchio estabeleceram um abrigo em Porto. Milhares afluíram ao seu enterro. Dentro da igreja estas mulheres não são consideradas dignas de ensinar ou servir, fora da igreja a sua aprendizagem e serviço são empolgantes.
Hoje você me dá como meu tema, Fabíola, o louvor dos cristãos, a maravilha dos gentios, o lamento dos pobres e o consolo dos monges. Qualquer aspecto do seu caracter que eu escolher para tratar primeiro, empalidece em insignificância, comparado com aqueles que se seguem. Louvarei os seus jejuns? Suas esmolas são maiores ainda. Elogiarei sua humildade? O brilho da sua fé é ainda mais resplandecente. Mencionarei sua planejada simplicidade de roupa, sua escolha voluntária de vestuário plebeu e o traje de uma escrava quando ela podia vestir túnicas de seda? Mudar a disposição de uma pessoa é uma realização maior do que mudar o vestuário. … Um outro escritor, com a escola em mente, talvez traria para a frente Quinto Máximo, “o homem que por se atrasar salvou a Roma” e a família inteira Fabiana; ele descreveria suas lutas e batalhas e exultaria que Fabíola tinha chegada a nós através de uma linha tão nobre.
E porque no próprio começo há uma pedra no caminha e ela está acabrunhada por uma tempestade de censura, por ter abandonado seu primeiro marido e tomado um segundo, eu não a louvarei por sua conversão até que a tenha primeiramente a absolvido desta acusação. Tão terríveis então foram as falhas imputadas ao seu ex-marido que nem mesmo uma prostituta ou uma escrava comum poderia tê-las agüentado. Se eu as fosse relatar, eu desfaria o heroísmo da esposa que escolheu suportar a culpa de uma separação do que enegrecer o caracter e expor as manchas daquele que foi um só corpo com ela. … Leis na terra dão rédeas a não castidade de homens, condenando meramente sedução e adultério; é permitido a ele dar livre curso à lascívia sem restrição entre bordéis e escravas … Mas para nós, os cristãos, o que é contra a lei para mulheres é igualmente contra a lei para homens e como ambos servem ao mesmo Deus, ambos são sujeitos às mesmas obrigações. Fabíola foi divorciada — eles têm razão — um marido que foi pecador, culpado deste e daquele crime, pecados — quase que mencionei os seus nomes — sobre os quais a vizinhança inteira comentava, mas que somente a esposa se recusou a divulgar.

Se entretanto for feita a acusação que depois de repudiar o seu marido ela não continuou solteira, eu admito prontamente que isso foi uma falha, mas ao mesmo tempo declaro que pode ter sido um caso de necessidade. “Porque é melhor”, diz o apóstolo, casar do que abrasar-se”. Ela era muito jovem, ela não foi capaz de continuar em viuvez. Mas por que eu me demoro sobre casos velhos e esquecidos, procurando desculpar uma falha pela qual Fabíola mesma confessou sua penitência? Quem acreditaria que, depois da morte do seu segundo marido numa época quando a maior parte das viúvas tendo sacudido o jugo da servidão, ficam desleixadas e permitem se a si mesmas mais liberdade do que nunca, freqüentando os banhos, esvoaçando através das ruas, mostrando seus rostos de meritrizes em todo lugar; que nesta época Fabíola caiu em si? No entanto foi naquela época que ela vestiu aniagem para fazer confissão pública de seu erro. Foi então na presença de toda Roma (na basílica que antigamente pertencia àquele Laterano que pereceu pela espada de Cesar) que ela ficou nas fileiras dos penitentes e expôs diante do bispo, presbíteros, e povo — todos dos quais prantearam quando a viram prantear — seu cabelo despenteado, feição pálida, mãos sujas e pescoço imundo. Quais são os pecados que tal penitência falharia em expiar? Quais são as manchas arraigadas que tais lágrimas seriam incapazes de lavar? … De fato ela lamentou o pecado que tinha cometido tão amargamente como se tivesse sido adultério, e gastou muito dinheiro com remédios, na sua ânsia de curar a sua única ferida. Tendo-me achado encalhado no raso do pecado de Fabíola, tenho-me alongado assim sobre a sua penitência para que eu pudesse abrir um espaço maior e desimpedido para a descrição dos louvores dela.

Restaurada à comunhão diante dos olhos da igreja inteira, o que é que ela fez? … Em vez de embarcar de novo na sua velha vida, ela dividiu e vendeu tudo que poderia se apoderar da sua propriedade (foi grande e apropriada à sua posição social elevada), e convertendo-a em dinheiro ela deu isto em benefício dos pobres. Ela foi a primeira pessoa a fundar um hospital, em que ela poderia reunir os sofredores das ruas e onde ela poderia ser enfermeira das infortunadas vítimas de doença e carência. Será preciso eu recontar as várias enfermidades dos seres humanos? Será preciso eu falar de narizes fendidos, olhos cegadas, pés meio queimados, mãos cobertas de feridas? Ou de membros do corpo hidrópicos e atrofiados? Ou da carne infestada de gusano? Muitas vezes ela carregou nos próprios ombros pessoas infeccionadas com ictérico ou com imundície. Muitas vezes também ela lavou o pus supurado das feridas que outros, embora homens, não podiam agüentar nem olhar. Ela deu comida aos seus pacientes com as próprias mãos, umedeceu os lábios dos moribundos com goles de líquido. … Entretanto ela mostrou a mesma liberalidade para com o clero e monges e virgens. Será que havia um mosteiro que não fosse sustentado pela riqueza da Fabíola? Será que havia uma pessoa nua ou acamada que não fosse vestida com roupas fornecidas por ela? Havia qualquer carente para o qual ela falhou em dar um suprimento rápido e sem hesitação? Até Roma não foi bastante grande para a sua piedade. Em pessoa ou através da agência de homens reverenciados e fidedignos, ela foi de ilha em ilha e levou as suas doações não somente em volta do Mar Etrusco, mas em todo o distrito dos Volscianos, como fica ao longo daquelas praias isoladas e sinuosas onde comunidades de monges se encontram.

De repente ela tomou uma decisão, contra o conselho de todos os seus amigos, de embarcar num navio e ir a Jerusalém. Aqui ela recebeu as boas vindas de uma grande multidão de pessoas e durante um curto período aproveitou a minha hospitalidade. Deveras, quando eu me lembro do nosso encontro, parece que eu a vejo aqui agora em vez de no passado. Jesus abençoado, que zelo, que ânsia ela aplicou sobre os volumes sagrados! Em sua ância para satisfazer o que foi um verdadeiro e ardente desejo ela lia os Profetas, Evangelhos, e Salmos: ela formulava perguntas e entesourava as respostas na escrivaninha do seu próprio peito. No entanto, esta ânsia para ouvir não trouxe consigo nenhum sentimento de saciedade: aumentando o seu conhecimento ela também aumentou sua tristeza, e por derramar óleo no fogo ela somente forneceu combustível para um zelo ainda mais ardente.

Subitamente mensageiros voaram para cá e para lá e o Oriente inteiro ficou apavorado. Pois as notícias que chegaram eram que as multidões dos hunos romperam desde a Maeotis … e que, indo à grande velocidade aqui e acolá nos seus cavalos de pés ágeis, eles estavam enchendo o mundo inteiro com pânico e derramamento de sangue. … Foi geralmente aceito que o alvo dos invasores era Jerusalém e que foi seu desejo excessivo por ouro que os fez se apressar a esta cidade em particular. … Nós também fomos forçados a arranjar tripulação para os nossos navios e ficar à distância do cais como precaução contra a chegada dos nossos inimigos. Não importava como sopravam forte os ventos, nós só podíamos ter mais pavor dos bárbaros do que do naufrágio. Não foi, entretanto, tanto pela nossa segurança que estávamos ansiosos mas pela castidade das virgens que estavam conosco. …

Fabíola, acostumada como estava de mudar de cidade em cidade e não tendo nenhuma outra propriedade a não ser o que estava na sua bagagem, voltou para a sua terra nativa, para viver em pobreza onde ela havia sido rica, para se hospedar na casa de outrem, ela que nos dias idos tinha recebido muitos hóspedes na sua casa, e — para não prolongar indevidamente meu relato — tinha doado aos pobres diante dos olhos de Roma o dinheiro apurado daquela propriedade que Roma sabia que ela tinha vendido.

À medida que escrevo os louvores dela, meu caro Pamânchio, parece de repente surgir diante de min. … A esposa dele, Paulina, dorme de modo que ele possa vigiar. … Embora ele tenha sido o herdeiro da sua esposa, outros — quero dizer, os pobres – agora estão de posse da sua herança. Ele e Fabíola, competiram pelo privilégio de montar uma tenda como aquela de Abrão em Porto. … Uma casa foi comprada para servir de abrigo e uma multidão para lá afluiu. … Os mares carregaram viajantes para achar um bem-vindo aqui, quando desembarcaram. Viajantes saíram de Roma apressadamente para aproveitar a costa de temperatura branda antes de embarcar. O que Públio uma vez fez na ilha de Malta para um apóstolo e — para não deixar oportunidade para contradição — para a tripulação de um só navio, Fabíola e Pamânchio têm feito repetidas vezes para grandes números, e não somente eles têm suprido às necessidades dos destituídos, mas tão universal tem sido a munificência deles que eles têm provido meios adicionais para aqueles que já possuem algo. O mundo inteiro sabe que uma casa para estrangeiros tem sido estabelecida em Porto. …

Na morte desta senhora nobre temos visto a realização das palavras do apóstolo: – “Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.” [Rm. 8:28] Tendo um pressentimento daquilo que iria acontecer, ela tinha escrito a vários monges para vir e se livrar do fardo sobre a qual ela labutava, … ela caiu em sono da maneira que ela queria, e tendo até em fim deixado de lado seu fardo, ela assomou mais levemente ao céu. … Parece que eu ouço ainda agora os esquadrões que lideravam a frente do cortejo, e o som dos pés da multidão que se amontoou aos milhares para comparecer ao seu enterro. As ruas, varandas, e telhados dos quais se podia conseguir uma vista foram insuficientes para acomodar os espectadores. Naquele dia, Roma viu todos os seus povos reunidos como um e cada pessoa presente se lisonjeava que teve alguma parte na glória da penitência dela.
[Jerome, “Letter LXXVII (77) To Oceanus, On the Death of Fabiola” in A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VI, 157-163.]

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V – 1 Coríntios 7:8-9, 34-35, 39-40 –
Viúvas Não Devem Casar uma Segunda Vez,
Devem Ser Santas no Corpo e no Espírito,
e Devem Dedicar-se ao Senhor sem Distração Alguma

Texto Bíblico

1 Coríntios 7:
8 – Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é
9 – bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.
34 – A mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor para serem santas, tanto no corpo como no espírito; a casada, porém, cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido.
35 – E digo isto para proveito vosso; não para vos enredar, mas para o que é decente, e a fim de poderdes dedicar-vos ao Senhor sem distração alguma.

39 – A mulher está ligada enquanto o marido vive; mas se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.
40 – Será, porém, mais feliz se permanecer como está, segundo o meu parecer, e eu penso que também tenho o Espírito de Deus.

Certamente faz séculos que não ligamos para o conselho do Apóstolo Paulo quanto às viúvas e às virgens, nas igrejas protestantes e evangélicas. O conselho do Apóstolo Paulo era para as viúvas e as virgens não se casarem, mas se não pudessem conter-se, que poderiam casar, pois a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor para serem santas, tanto no corpo como no espírito; e o Apóstolo Paulo diz que o proveito disso é para “poderdes dedicar-vos ao Senhor sem distração alguma”.
Onde está o pastor de hoje que se apressa para o lado de uma solteira ou de uma mulher recém enviuvada para encorajá-la a não se casar uma segunda vez de modo que ela possa ser santa em corpo e em espírito e se dedicar ao Senhor sem distração alguma? Homens da Igreja Primitiva fizeram isso. A Igreja Primitiva sustentou finaceiramente tais mulheres.

1. Ficar não casadas

Já mencionei na introdução um dos trabalhos atribuídos às viúvas, escrito no final dos anos 100 d.C., Polixena e Rebeca falam sobre para onde podem fugir para que nào sejam forçadas a se casarem. Mas devemos saber que o restante dos trabalhos atribuídos às viúvas, datados no segundo e terceiros séculos, se encontram em cinco outros documentos chamados, como um grupo, “Os Atos dos Apóstolos”. Nestes Atos, as mulheres recebem a sua autoridade dos apóstolos e não dos presbuteros – anciãos – pastores. Imediatamente depois de sua conversão, a mulher casada se recusa a ter relações sexuais com seu marido. As estórias são dramáticas e movimentadas. Os maridos suplicantes. As esposas intransigentes.
[“The Acts of John,” “The Acts of Peter,” “The Acts of Paul [e Thecla],” “The Acts of Andrew,” and “The Acts of Thomas” in New Testament Apocrypha. Edgar Hennecke e Wilhelm Schneemelcher, editors. Vol. II. (Philadelphia: The Westminster Press, 1965) 167-531.]
Clemente de Alexandria, Egito, 153-193/217 d.C. no seu tratado “Sobre Casamento” (“On Marriage”) mostra que casais se abstinham das relações sexuais depois da conversão, o que nós verificamos ser uma parte tão integrante dos escritos atribuídos às viúvas. Foi também praticado pelos apóstolos. Estas esposas, casadas mas celibatárias, são chamadas co-ministras. Segundo Clemente, os casais do clero eram apostólicos e as mulheres diáconos bíblicos.

Até Paulo, em uma carta, não hesitou em saudar a sua consorte. A única razão porque ele não a levou consigo foi que teria sido uma inconveniência ao seu ministério. De acordo com o que ele diz em uma carta, “Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos [Nota CGP: “… e os irmãos do Senhor, e Cefas?” 1 Cor 9:5] Mas estes últimos, de acordo com o seu ministério em particular, se dedicaram à pregação sem qualquer distração, e levaram as suas esposas consigo não como mulheres com que eles tinham relações conjugais, mas como irmãs, que elas pudesse ser suas co-ministras em lidar com as donas de casa. Foi através delas que o ensino do Senhor penetrou também nos aposentos das mulheres sem levantar qualquer escândalo. Nós também sabemos as instruções sobre mulheres diáconos que são dadas pelo nobre Paulo na sua segunda carta ao Timóteo.
[Clement of Alexandria, “On Marriage,” in Alexandrian Christianity, The Library of Christian Classics Series, John Ernest Leonard Oulton and Henry Chadwick, translators. (Philadelphia: Westminster, 1954) Vol. II, Book III, Chap. VI, Miscellanies, 64-65.]
Tertuliano, Cartago, Norte da África, A.D. 145-220, fala muito bem das viúvas e as coloca acima das virgens. Sacerdócio é tido como uma função da viuvez. Mais tarde na História da Igreja, as virgens são consideradas mais santas do que as viúvas.
Para cumprir estes seus conselhos, aplique os exemplos das nossas irmãs cujos nomes estão com o Senhor, — que quando seus maridos as têm precedidos(à glória), não permitam que beleza ou idade tenham a precedência sobre santidade. Elas preferem ser casadas com Deus. Para Deus sua beleza, para Deus sua mocidade (está dedicada). Com Ele elas residem, com Ele elas conversam; Ele elas “manuseijam” dia e noite; ao Senhor elas consignam suas orações como dotes; dEle tão freqüente como desejam, elas recebem Sua aprovação como presentes dotais. Assim elas têm agarrado por si um dom eterno do Senhor; e enquanto na terra, por se absterem do casamento, já estão contadas como pertencendo à família angelical.
Portanto quando, através da vontade de Deus, o marido falece, o casamento da mesma maneira, pela vontade de Deus, é terminado. Por que você deverá restaurar o que Deus tem posto ao fim? Por que você, por repetir a servidão do matrimônio, rejeita desdenhosamente a liberdade que lhe é oferecida? … Quão nocivo à fé, que empecilho à santidade são os segundos casamentos, a disciplina da Igreja e a prescrição do apóstolo declaram, quando ele não permite homens casados duas vezes presiderem (sobre a Igreja), quando ele não outorgará a uma viúva admissão à ordem, a não ser que ela tivesse sido “a esposa de um só homem”, pois ao altar de Deus cumpre ser apresentado puro. Aquela auréola toda que cerca a Igreja é representada (como consistindo) de santidade. Sacerdócio é (uma função) da viuvez e de celibatários entre as nações. Claro que (isto é) em conformidade com o princípio diabólico de rivalidade. Para o rei dos povos pagãos, o pontifício chefe, casar uma segunda vez é contra a lei. Quão agradável deve ser a santidade para Deus, quando até Seu inimigo a imita!

Concernente as honras que a viuvez goza à vista de Deus, há um breve resumo em um ditado dEle através do profeta: “fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor” [Nota CGP: Isaías 1:17-18] … Não à virgens, eu entendo, é dado um tão grande dom. Embora no caso delas a integridade e a santidade permitarão a visão mais próxima da face de Deus, no entanto cabe a viúva a tarefa mais árdua, porque é fácil não anelar por aquilo que não se conhece, e rejeitar aquilo que nunca precisava lamentar. Mais gloriosa é a continência que está ciente do seu próprio direito, que sabe o que tem experimentado. A virgem pode ser considerada a mais feliz, a viúva, a que labuta com mais dificuldade; a anterior porque ela tem sempre guardado “o bem”, a última porque ela tem achado “o bem para si mesma”. Na anterior é a graça, na última a virtude, que está coroada.
[Tertulliano, “To His Wife”, The Ante-Nicene Fathers. Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950) Vol. IV, Chapters IV and VII, 41, 43.]

A Lei Romana estava muito preocupada a respeito da castidade de virgens e viúvas, como mostra o mandato de Jovião em “Propostas às Mulheres Religiosas” (“Proposals to Religious Women”), 364 d.C.
Se alguém tiver ousado, eu não direi estuprar, mas apenas solicitar virgens sacras ou viúvas com vistas ao matrimônio, ele será ferido com uma sentença capital.
[Roman State & Christian Church, P. R. Coleman-Norton, compiler. (London: SPCK, 1966) Vol. 1, No. 126, 299-300.]
Na sua Carta CXCIX (199) para Anfilócio, bispo de Icônio, Basílio o Grande, bispo da Cesaréia, na Ásia Menor (Turquia), 330-379 d.C. escreve sobre vários assuntos, um sendo a respeito de virgens caídas. Neste encontramos a famosa declaração “viuvez é inferior à virgindade”. Enquanto as viúvas foram suplantadas pelos diaconisas, estas foram ultrapassadas pelas virgens e foram as virgens que venceram na história e ficaram no serviço da Igreja Católica Romana e de outras igrejas até hoje.
Enquanto avança, a Igreja cresce mais poderosa, pela graça de Deus e a ordem de virgens se torna mais numerosa. … Viuvez é inferior à virgindade; consequentemente o pecado da viúva é menos importante do que o da virgem … se, portanto, uma viúva é fortemente acusada, como, por exemplo, de fazer pouco caso da sua fé em Cristo, o que é que devemos pensar da virgem, que é a noiva de Cristo, e um vaso escolhido dedicado ao Senhor? … A viúva, como sendo uma escrava corrompida, é deveras condenada, mas a virgem fica sob a acusação de adultério … Um ponto, entretanto, precisa ser determinado de antemão, que o nome de virgem é dado a uma mulher que voluntariamente se dedica ao Senhor, renuncia ao casamento e abraça uma vida de santidade. E admitimos votos feitos quando a idade já pressupor pleno entendimento. Pois não seria certo em tais casos admitir as palavras de meras crianças. No entanto, uma moça de dezesseis ou dezessete anos de idade, em plena posse da sua capacidade, que tem sido submetida a um exame pormenorizado, é reconhecida como sendo constante, e persiste no seu pedido de admissão à Ordem, pode então ser colocada entre as virgens, sua profissão ratificada e sua violação rigorosamente punida.
[Basil, “Letter CXCIX (199), To Amphilochius, Concerning the Canons,” in A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VIII, 237, 238.]
Em vários lugares nos seus escritos, tais como a sua Carta 123 para Ageruchia, Jerônimo, Roma e Belém, 345-420 d.C., usa o critério de quantificar como sendo de um a cem, sessenta por um e trinta por um para explicar o galardão da virgem, da viúva e da mulher casada.
Na parábola do Evangelho, a semente semeada em boa terra dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um (Mateus 13:8). O cem que vem em primeiro lugar significa a coroa da virgindade; o sessenta que vem em seguida se refere ao trabalho de viúvas, enquanto o trinta … denota o laço de casamento.
[Jerome, “Letter CXXIII (123), To Ageruchia, Against Second Marriages.” in A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VI, 233.]
O II Concílio de Orleão, Gália (França) (Ocidente), 533 d.C. votou que se diaconisas, que eram realmente viúvas, se casassem de novo, seriam excluídas da comunhão. O próprio cânon seguinte decidiu que nenhuma mulher pudesse mais receber a benção diaconal devido à fraqueza de seu sexo.
Cânon 17 – Mulheres que, apesar da proibição pelos cânones, tinham antes deste tempo recebido a bênção do diaconato, se fosse provado que se entregaram outra vez ao casamento, precisariam ser excluídas da comunhão. Mas, se tendo sido admoestadas pelo bispo, elas admitissem a sua falha e pusessem fim a este tipo de concubinato, depois de cumprir penitência, elas poderiam reaver a graça da comunhão.
Cânon 18 – Além disto, foi decidido que, de agora em diante, nenhuma mulher pode mais receber a benção diaconal devido à fraqueza de seu sexo.
[Roger Gryson, Ministry of Women (Collegeville: Liturgical, 1976) 107, also found in A History of the Councils of the Church from the Original Documents. Karl Joseph von Hefele, editor. (Edinburgh: T & T Clark, 1883-1896. 5 Vols. New York: AMS Press, 1972) pp. 185-188.]

Gryson dá esta explicação:
Mais uma vez, o assunto envolveu viúvas, como uma palavra do texto indica: “Se entregaram outra vez (iterum) ao casamento”. Apesar da proibição dos cânones — os únicos conhecidos sobre este assunto são aqueles de Orange e de Epão mencionados acima — havia de novo viúvas que tinham recebido a “bênção do diaconato” (benedictionem diaconatua). Os termos benedictio e consecratio e seus verbos correspondentes, aparecem freqüentemente como sinônimos de ordinatio e ordinare em textos deste período.
[Roger Gryson, Ministry of Women (Collegeville: Liturgical, 1976) 107.]
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2. Para serem santas, tanto no corpo como no espírito

A declaração do Apóstolo Paulo que “a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor para serem santas, tanto no corpo como no espírito” é difícil de aceitar hoje pois não acreditamos que o sexo e o casamento sujem a mulher ou sejam um empecilho para a esposa servir a Deus. No tempo de Jesus tanto a mulher casada como a mulher solteira andavam com Jesus. Mas na Igreja Primitiva somente a mulher não casada podia fazer parte do clero como viúva, diaconisa, ou virgem. Eles estavam lutando ferozmente contra a religião antiga da Deusa em que as sacerdotisas e os sacerdotes tiveram regras fortes quanto ao sexo e casamento. E os cristãos admiraram muito o celebato dos pagãos e não queriam dar a impressão de que a sua religião fosse mais libertina do que o paganismo.
Na Igreja Católica Romana tanto homens como mulheres fazem voto de celibato. Mas é notório que não conseguem cumpri-lo. É que em nossa época nós não temos os motivos fortíssimos para restringir o sexo e o casamento que os da Igreja Primitiva tiveram.

No escrito atribuído às viúvas, intitulado “Os Atos de Pedro” (“The Acts of Peter”), datado antes de 190 d.C., uma esposa com o nome de Xantipe, se recusa a ter relações conjugais com seu marido e aprendemos que muitas outras mulheres também se apaixonaram pela doutrina de pureza e homens também desejaram adorar Deus na sobriedade e pureza.

Mas uma mulher que foi especialmente linda, a esposa de Albino o amigo de Cesar, que se chamava Xantipe veio com as outras mulheres a Pedro e ela também se separou de Albino. Ele, portanto, cheio de fúria e amor apaixonado por Xantipe, e perplexo porque ela nem sequer dormiria na mesma cama com ele, ficou enraivecido como um animal selvagem e queria acabar com Pedro; pois ele (Albino) sabia que ele (Pedro) era o responsavel por ela deixar a sua cama. E muitas outras mulheres também se apaixonaram pela doutrina de pureza e se separaram dos seus maridos assim como homens também pararam de dormir com suas próprias esposas, desde que eles desejassem adorar Deus na sobriedade e pureza. Isto provocou a maior perturbação em Roma.
[“The Acts of Peter,” in New Testament Apocrypha, Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. (Philadelphia: Westminster, 1964) Vol. 2, 317.]
Tertulliano, Cartago, Norte da África, 145-200 d.C., explica a virgindade e viuvez nos grupos pagãos ou gentios.
Uma coisa muita dura e árdua, de fato, é a continência de uma mulher santa, por amor a Deus, depois do falecimento de seu marido. Quantos gentios, para honrar seu próprio Satanás, agüentam ofícios sacerdotais que envolvem ambas virgindade e viuvez! Em Roma, por exemplo, aquelas que têm a ver com o tipo daquele “fogo inextinguível”, vigiando sobre os augúrios da sua própria penalidade (futura), na companhia com o (velho) dragão mesmo, estão indicadas na base da virgindade. Para a Juno Acaica, na cidade de Aegium, uma virgem é alotada; e as (sacerdotisas) que deliram em Delfos não conhecem o casamento. Além disso, sabemos que viúvas ministram à Ceres Africana, seduzidas a abandonar, deveras, o matrimônio por um oblívio muito rígido: pois não somente elas se retiram dos seus maridos ainda vivos, mas elas até introduzem outras esposas para eles nos seus próprios quartos — os maridos, claro, sorrindo disto — sendo-lhes proibido todo contato (com machos) até o extremo do beijo dos seus filhos. No entanto, com prática duradoura, elas perseveram em tal disciplina de viuvez, que exclui o consolo até da afeição santa. Estes preceitos o diabo tem dado aos seus servos, e ele está atendido! Ele desafia, certamente, os servos de Deus, pela continência dos seus próprios, como se fosse em termos iguais! Casto são até os sacerdotes do inferno! Pois ele tem achado uma maneira de arruinar homens até em atividades boas, e para ele não faz qualquer diferença matar alguns por voluptuosidade, alguns por continência.
[Tertullian, “To His Wife,” in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. IV, Chap. IV, 42.]
“Os Atos de Tomas” (“The Acts of Thomas”), Mesopotâmia, 200-250 d.C. Nesta novela religiosa o Senhor Jesus na semelhança do apóstolo Judas Tomas vem falar com o noivo e a noiva e os convence a abandonar as “relações sexuais imundas”. Naquela época muitos rejeitaram as relações sexuais e o casamento logo que se converteram.
Precisamos levar em mente que estes são documentos muito antigos que nós precisamos conhecer a fim de compreender a sua maneira de pensar. Pois vigoraram durante os séculos e os resquícios ainda ficam em nossos dias, especialmente na Igreja Apostólica Romana Católica. Estas atitudes para com o sexo da IARC influenciam as Igrejas Evangélicas.

“Lembrem-se, meus filhos, o que o meu irmão disse para vocês, e para quem ele lhes confiou; e saibam disso, que se vocês abandonaram estas relações sexuais imundas vocês se tornam templos santos, puros e livre das aflições e dores tanto manifestas como escondidas, e vocês não serão cercados de cuidados pela vida e pelos filhos, o fim do qual é a destruição. Mas se tiver muitos filhos, então por causa deles vocês se tornam ladrões e avarentos, (pessoas que) esbulham órfãos e defraudam viúvas, e por assim fazer vocês se sujeitam às punições mais dolorosas. Pois a maior parte dos filhos se torna improfícua, possuída por demônios, alguns abertamente e alguns em segredo, pois ou se torna lunática ou meio atrofiada (consumptiva) ou aleijada ou surda ou muda ou paralítica ou boba. Mesmo se têm saúde, mesmo assim serão imprestáveis, fazendo atos inúteis e abomináveis; pois eles são apanhados ou em adultério ou em assassinato ou em roubo ou em lascívia, e por todos estes vocês ficarão aflitos. Mas se vocês obedecerem e mantiverem as suas almas puras diante de Deus, vocês terão filhos viventes que estes males não tocam, e serão sem preocupação, levando uma vida imperturbada sem desgosto ou ânsia, esperando receber aquele casamento incorruptível e verdadeiro (que lhe convém), e nele vocês serão noivos entrando na câmera nupcial (que está cheia de) imortalidade e luz”. Mas quando os jovens ouviram isto, eles acreditaram no Senhor e se deram inteiramente a Ele, e se abstiveram da paixão imunda, e assim ficaram durante a noite naquele lugar. E o Senhor os deixou, dizendo: “A graça do Senhor estará convosco!”
Quando a manhã raiou, o rei veio encontra-los e depois de por a mesa diante do noivo e da noiva e ele os encontrou assentados frente um ao outro, a noiva com a sua face sem véu e o noivo muito alegre. Mas a sua mãe entrou e disse para a noiva: “Porque tu assentas assim, filha, e não tens vergonha, mas te comportas como se tivesses vivido por muito tempo com teu próprio marido?” E seu pai disse: “Por causa do teu grande amor por teu marido tu nem pões o teu véu?” A noiva em resposta disse: “Verdadeiramente, pai, eu estou grandemente apaixonada, e eu oro ao meu Senhor que o amor … que experimentei esta noite possa ficar comigo, e eu pedirei o marido do qual eu aprendi hoje [Nota CGP: ela refere ao marido Jesus Cristo]. (Mas que eu não uso o véu) (é) porque o espelho (véu) de vergonha foi tirado de mim e eu não mais tenho vergonha ou embaraço, porque o trabalho da vergonha e embaraço tem sido removido para longe de mim. E que eu não estou alarmada, (é) porque não fiquei com temor. E que eu estou alegre e jubilosa (é) porque o dia de júbilo não foi perturbado. E que eu tenho desprezado este homem, e este casamento que esvanece diante dos meus olhos (é) porque estou ligada em outro casamento. E que eu não tenho tido relações sexuais com o marido com que casei agora, o fim de que é (remorso e amargura) de alma, (é) porque estou emparelhado com (o) homem verdadeiro”.

E enquanto a noiva estava dizendo ainda mais do que isso, o noivo respondeu e disse: “Te agradeço, Senhor, porque através do … estrangeiro fostes proclamado e achado em nós; que tens me removido da corrupção e semeado em mim a vida, que me livrastes desta doença, difícil de sarar e difícil de curar e permanecendo para sempre, e implantaste em mim a saúde sóbria, que te mostraste a mim e me revelaste toda a condição em que eu estou, que me redimiste da queda e me levaste ao melhor, e me livraste das coisas transitórias mas me contaste digno daqueles que são imortais e eternos, que te humilhaste a mim na minha pequenez, que me colocando ao lado da tua grandeza tu pudeste me unir contigo mesmo, que não retiraste a tua misericórdia de mim que estava prestes a perecer, mas me mostraste como me procurar e reconhecer como eu estava e que e como eu estou agora, que eu posso me tornar de novo o que eu fui; quem eu não conhecia, mas tu mesmo me procuraste, de que eu não tive consciência, mas tu mesmo me levaste a ti, quem eu percebi, e agora não posso … me esquecer, cujo amor fermenta dentro de mim, e de que eu não posso falar como devo, mas o que eu posso falar a respeito dele [Nota CGP: do Senhor] é curto e muito pouco e não corresponde à sua glória, mas ele não me culpa quando eu digo a ele atrevidamente até aquilo que eu não entendo; pois é por amor dele que eu digo isto.
[“The Acts of Thomas,” in New Testament Apocrypha, Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. English trans. R. McL. Wilson. (Philadelphia: Westminster, 1964) Vol. II, 448-450.]

Que a grande preocupação da igreja e da lei romana com a castidade das viúvas, diaconisas, e virgens era baseada na imitação dos pagãos é claramente explicada n”A Constituição Nova No. 6″ (Novellae), de Justiniano com a data de 16 de março de 535. Como esta citação vem do sexto século, podemos notar que as viúvas já foram rebaixadas para diaconisas e as diaconisas, que podem ser ou virgens ou viúvas uma só vez casadas, estão assumindo deveres pastorais no batismo e na celebração da Ceia do Senhor.
O Imperador Justiniano para Epifânio, Arcebispo e Patriarca de Constantinopla. Título VI. Capítulo VI. Desejamos que tudo que Nós temos decretado concernente aos eclesiásticos seja observado com referência às diaconisas e que elas não violem estes dispositivos. Para que elas sejam ordenadas, elas não devem ser nem velhas e nem jovens demais, e não sujeitas à tentação, mas elas deverão ser de meia idade, e, de acordo com o cânones sagrados, cerca de cinqüenta anos de idade, e, tendo chegado àquela idade, elas serão elegíveis à ordenação, se elas são virgens, ou têm previamente sido casadas com um só homem; pois Nós não permitimos que sejam ordenadas mulheres que tenham contratado um segundo casamento, ou que (como Nós já declaramos), tenham levado uma vida viciada, mas elas devem ser livres de toda suspeita de modo a ser admitida ao serviço sagrado da Igreja, a estar presente ao batismo, e a auxiliar com a celebração dos mistérios e os ritos sagrados que formam parte dos seus deveres.
Todas as mulheres que são ordenadas diaconisas devem, na ocasião da sua ordenação, ser instruídas nos deveres de seu ofício, e ter os preceitos dos cânones sagrados comunicados a elas na presença das outras diaconisas, de modo que elas possam temer a Deus e ter confiança na sua ordem sagrada. Elas são pelo presente notificadas de que se elas se arrependerem de ter recebido ordenação, ou, tendo abandonado o seu ofício sagrado, elas se casarem ou escolherem qualquer outro tipo de vida, elas se sujeitarão à punição capital e ao confisco de sua propriedade pelas igrejas sagradas ou mosteiros aos quais elas sejam afiliadas. Qualquer um que tiver o atrevimento de se casar com elas ou corrompê-las será ele mesmo sujeito à punição da morte, e sua propriedade será confiscada pela Tesouraria. Pois se, pelas leis antigas, a punição capital foi infligida sobre virgens que se permitiram ser corrompidas, quanto mais razão há para Nós impormos a mesma penalidade sobre aquelas que são dedicadas a Deus; e por que Nós não deveremos desejar que a modéstia, que é o ornamento maior do sexo, seja preservada e praticada diligentemente pelas diaconisas, de acordo com aquilo que é decoroso à Natureza e devido ao sacerdócio.
[S. P. Scott. The Civil Law. (Cincinnati: Central Trust Company) Vol. XVI, Title VI, Chapter VI, 36-37.]

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3. A fim de poderdes dedicar-vos ao Senhor sem distração alguma

Segundo o Manual da Igreja Primitiva, O Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C. as viúvas não tinham permissão para fazer trabalho secular. Estmos há cerca de 500 anos da História da Igreja e as pastoras (anciãs) chamadas viúvas ainda são grandemente estimadas e sustentadas.
Que ela não faça trabalho secular. … Pois aquelas [Nota CGP: pastoras (anciãs) chamadas viúvas] que têm ministrado bem serão louvadas pelos arcanjos.
[“The Testament of Our Lord,” James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 107.]
O Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord) também diz que a razão porque a viúva deverá ser sustentada de modo a não ficar ansiosa sobre qualquer coisa e sentir solidão, foi que ela deverá orar nas horas marcadas.
Depois de ela ser [indicada] assim, que ela não esteja ansiosa sobre qualquer coisa, mas que ela fique solitária e tenha lazer para estar em condições de interceder com piedade. Pois o alicerce da santidade e vida para uma viúva tal como esta é a solidão. Pois ela não tem amado nenhum outro a não ser ao Deus dos deuses, o Pai que está nos céus. Mas em horas marcadas que ela dê louvor sozinha, na noite [e] ao amanhecer.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 109.]
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4. A Mulher Está Ligada Enquanto o Marido Viver

Ambrósio, Bispo de Milão, Itália, 339-397 d.C., a pedido de sua irmã Marcelina, uma virgem professa, escreve três livros sobre virgindade. Depois ele escreve um tratado sobre viúvas. Ele fala da liberdade da viúva.
Desde que eu tenho tratado da honra de virgens em três livros, é apropriado agora, meus irmãos, que um tratado concernente às viúvas deva ser o próximo, pois eu não devo deixá-las sem honra, nem separá-las do elogio próprio das virgens, desde que a voz do Apóstolo as tenha juntado às virgens, segundo àquilo que está escrito: “A mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor para serem santas, tanto no corpo como no espírito” (1 Cor. 7:34). … E é quase uma prova de não menor virtude se abster do casamento, que uma vez foi um deleite, do que ficar ignorante dos prazeres do matrimônio … Mas nesta virtude em particular estão contidos também os prêmios da liberdade. Pois “A mulher está ligada enquanto o marido vive; mas se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. Será, porém, mais feliz se permanecer como está, segundo o meu parecer, e eu penso que também tenho o Espírito de Deus” (1 Cor. 7:39-40). Evidentemente, então, o Apóstolo tem estabelecido a diferença, tendo dito que uma está ligada, e declarado que a outra é mais feliz, e que ele assevera não tanto como resultado do próprio juízo dele, como da infusão do Espírito de Deus, que a decisão deve ser vista como celestial, não humana.
[Ambrose, “Concerning Widows,” in A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. X, Chapter I, 391.]
Ambrósio então apresenta a diferença entre a mulher casada, a viúva e a virgem. A Igreja Primitiva compreendeu claramente que foi o casamento e não o fato de ser mulher que disqualificou a mulher de posições de liderança na igreja. Se o casamento cristão é considerado um fardo terrível e não uma benção apoiadora em que duas pessoas contribuem para o bem estar uma da outra e dos seus filhos, então precisamos de uma nova teologia do casamento cristão.
O laço matrimonial não deve ser evitado como se fosse um pecado, mas ao contrário rejeitado como sendo um fardo irritante. Pois a lei condena a mulher a dar à luz filhos em labor e em tristeza, e a estar em sujeição ao seu marido, pois que ele é senhor sobre ela. De modo que, a mulher casada, mas não a viúva, é sujeita ao labor e dor em dar à luz filhos, e somente aquela que está casada está sujeita a seu marido e não aquela que é virgem. A virgem está livre de todas estas coisas, porque tem feito voto da sua afeição à Palavra de Deus, que espera o Cônjuge de benção com a sua lâmpada acesa com a luz de uma boa vontade. E assim ela está movida por conselhos, não ligada com cadeias.
[Ambrose, “Concerning Widows,” in A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. X, Chapter XIII, 405.]

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VI – 1 Timóteo 4:12,14; 5:1-22, 24-25 –
Pastoras (Presbuteras=Anciãs) Chamadas Viúvas:
Disciplina, Salário, Viúvas que Têm Família,
Deveres, Qualifícaçòes, Viúvas Mais Novas

1 Timóteo 4:12 – Mocidade de um bispo
1 Timóteo 4:14 – Imposição das mãos (epitheseohs tohn cheirohn) do presbitério (presbuteriou)
A Forma da Oração para a Ordenação da Diaconisa
1 Timóteo 5:1-2 – Velho (presbuteroh) e mulheres idosas (presbuteras)
1 Timóteo 5:3 – Honra (tima) as viúvas
1 Timóteo 5:5 – Oração da viúva
1 Timóteo 5:9a – Seja inscrita como viúva
1 Timóteo 5:9b – Só a que tenha sido mulher (gune) de um só marido (andros)
1 Timóteo 5:10 – Se praticou toda sorte de boas obras
1 Timóteo 5:11-15 – Rejeita as viúvas mais novas
1 Timóteo 5:16 – Não se sobrecarregue a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas
1 Timóteo 5:17-18 – Os anciãos (presbuteroi) que governam (proestohtes de proistehmi) bem sejam tidos por dignos de duplicada honra (timehs)
1 Timóteo 5:19-22 – Acusação contra um um ancião

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Texto Bíblico

1 Timóteo 4:
12 – Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.
14 – Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos (epitheseohs tohn cheirohn) do presbitério (presbuteriou).
1 Timóteo 5:
1 – Não repreendas asperamente a um velho (presbuteroh), mas admoesta-o como a um pai; aos moços, como a irmãos;
2 – às mulheres idosas (presbuteras), como a mães; às moças como a irmãs, com toda a pureza.
3 – Honra (tima) as viúvas que são verdadeiramente viúvas.
4 – Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam eles primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus progenitores; porque isto é agradável a Deus.
5 – Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em súplicas e orações;
6 – mas a que vive em prazeres, embora viva, está morta.
7 – Manda, pois, estas coisas, para que elas sejam irrepreensíveis.
8 – Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo.
9 – Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher (gune) de um só marido (andros),
10 – aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os atribulados, se praticou toda sorte de boas obras.
11 – Mas rejeita as viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se;
12 – tendo já a sua condenação por haverem violado a primeira fé;
13 – e, além disto, aprendem também a ser ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosa, mas também faladeiras e intrigantes, falando o que não convém.
14 – Quero pois que as mais novas se casem, tenham filhos, dirijam a sua casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer;
15 – porque já algumas se desviaram, indo após Satanás.
16 – Se alguma mulher crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas.
17 – Os anciãos (presbuteroi) que governam (proestohtes de proistehmi) bem sejam tidos por dignos de duplicada honra (timehs), especialmente os que labutam na pregação e no ensino.
18 – Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário.
19 – Não aceites acusação contra um ancião, senão com duas ou três testemunhas.
20 – Aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.
21 – Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade.
22 – A ninguém imponhas precipitadamente as mãos (cheiras tacheohs mehdeni epitithei), nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.

24 – Os pecados de alguns homens (anthrohpohn) são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros descobrem-se depois.
25 – Da mesma forma também as boas obras são manifestas antecipadamente; e as que não o são não podem ficar ocultas.

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1 Timóteo 4:12
12 – Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.

Esta passagem trata do conselho de Paulo a Timóteo a respeito de seu trabalho de pastor (ancião) e diretor (bispo) em Éfeso, ainda jovem.
No Manual da Igreja Primitiva, Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., são dadas instruções para escolher um bispo jovem.

Mas se a igreja for pequena e não for achado um homem avançado em anos, do qual eles testemunham que ele seja sábio e adequado para ficar no bispado; mas for achado lá um que seja jovem, do qual eles que estão junto com ele dão testemunho de que ele é digno de ficar no bispado, e que, apesar de ser jovem, por mansidão e tranqüilidade de conduta demonstra maturidade; que ele seja provado. Se todos derem testemunho favorável a respeito dele, que ele assente em paz. Pois Solomão também com doze anos de idade reinou sobre Israel; Josias com oito anos de idade reinou com justiça, e Joás de igual modo reinou, quando tinha sete anos de idade.
[The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. IV, 30.]
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1 Timóteo 4:14
14 – Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos (epitheseohs tohn cheirohn) do presbitério (presbuteriou).

Timóteo foi ordenado para sua tarefa pela imposição das mãos do concílio de anciãos (presbitério). O verbo aqui usado é epithesis. É também usado em 2 Timóteo 1:6 e Hebreus 6:1-2. Presbuteriou para o concílio de anciãos e é também usado em Lucas 22:66 e Atos 22:5.
Um aspecto da imposição das mãos é que anciãos devem orar sobre os doentes e os ungir com óleo.

Tiago 5:
14 – Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor;
15 – e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.
No Manual da Igreja Primitiva, Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., pastoras (anciãs) chamadas viúvas impõem as mãos e oram por pessoas. Embora o violento rebaixamento das viúvas para diaconisas já estivesse em andamento neste documento, ele nos proporciona um quadro muito bom daquilo que as viúvas estavam fazendo.
Viúvas devem então ser modestas, obedientes aos bispos e diáconos, a reverenciar, respeitar e temer o bispo como a Deus. E que elas não ajam segundo a sua própria vontade, nem desejem fazer algo além daquilo que lhes está ordenado, ou sem conselho falar com qualquer um para responder uma dúvida, ir a qualquer lugar para comer ou beber, jejuar com qualquer um, receber alguma coisa de qualquer um, ou impor a mão em e orar sobre qualquer um sem a ordem do bispo ou do diácono. Se ela fizer alguma coisa que não lhe foi mandada, que ela seja repreendida por ter agido sem disciplina. Pois de onde tu sabes, ó mulher, de quem tu recebes, de que ministério tu estás sendo alimentada, por quem tu jejuas ou sobre quem tu impões as mãos? Pois tu não sabes que concernente a cada uma destas, tu renderás conta ao Senhor no dia do juízo, vendo que tu participaste nas obras deles?
[Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford: Clarendon, 1929) 138, 140, also found in “Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph VII, 429.]
Na citação seguinte d”A Tradição Apostólica de Hipólito,” Roma, Itália, cerca de 215 d.C., veremos que os bispos estão mantendo as viúvas nos seus devidos lugares, até usando o dever delas de orar para as rebaixar. É necessário ficar alerta para ver a maneira como os tradutores lidam com certas palavras. Cheirotoneitai que geralmente seria traduzido como ordenar, é traduzida por indicar, provavelmente porque diz: “mãos não serão impostas nela.” Este é um exemplo de como num mundo patriarcal os homens, que estão fazendo as regras, podem fazê-las como quiserem. Eles usam uma palavra que tem cheir= mão nela e então dizem que “mãos não serão impostas nela”.
Quando a viúva é indicada (cheirotoneitai), ela não será ordenada mas ela será indicada pelo nome. … A viúva será indicada pela palavra somente, e [então] ela será associada com as outras viúvas; não serão impostas mãos nela porque ela não oferece a oblação nem tem um ministério sagrado. Ordenação é para o clero por causa do seu ministério, mas a viúva será indicada para oração, e oração é o dever de todos.
[Hippolytus, “The Apostolic Tradition of Hippolytus,” Burton Scott Easton, translator. (Ann Arbor: Archon, 1962) 40.]
Uma vez que as pastoras (anciãs) chamadas viúvas foram rebaixadas para diaconisas, mãos lhe são impostas na ordenação.
O Primeiro Concílio de Niceia, Ásia Menor (Turquia), 325 d.C., o primeiro dos sete concílios ecumênicos, num cânon sobre os Paulianistanos explica que as suas diaconisas não têm tido a imposição das mãos e não podem, portanto, ser contadas entre o clero dos ortodoxos. Isto implica que as diaconisas dos ortodoxos têm a imposição das mãos, que significa ordenação, e são contadas entre o clero. O termo católico significa universal e é transliterado e não traduzido. Isto não se refere à Igreja Católica Romana. As leis deste Concílio se tornaram leis romanas.

Cânon XIX (19) – Concernente aos Paulianistanos que têm procurado refúgio na Igreja Católica, foi decretado que eles precisam, sem dúvida, ser rebatizados; e se quaisquer deles que no passado tenham sido contados entre o clero forem achados irrepreensíveis, que sejam rebatizados e ordenados pelo Bispo da Igreja Católica, mas se o exame os achar inaptos, eles deverão ser destituídos. Que a mesma forma seja observada no caso das suas diaconisas e geralmente no caso daqueles que tenham sido arrolados entre seu clero, que a mesma forma seja observada. E queremos dizer por diaconisas as que tenham tomado o hábito, mas que, desde que não receberam a imposição das mãos, devem ser contadas somente entre o laicato.
[The First Council of Nice, 325 C.E., A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. XIV, 40.]
No Manual da Igreja Primitiva, “As Constituições dos Apóstolos Sagrados”, (“The Constitutions of the Holy Apostles”), provavelmente compiladas por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C., há uma oração pela ordenação da diaconisa com a imposição das mãos:
XIX (19) – Concernente à diaconisa, eu, Bartolomeu, faço esta constituição: Ó bispo, tu imporás as tuas mãos sobre ela na presença do presbitério, dos diáconos e das diaconisas, e dirás:
A Forma da Oração para a Ordenação da Diaconisa

XX (20) – Ó Eterno Deus, o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o Criador do homen e da mulher, que ungias com o Espírito a Miriã, Déborah, Ana e Hulda; que não desprezaste o fato de que Teu Unigênito Filho nasceu de uma mulher; e também no Tabernáculo do Testemunho, no Templo ordenastes mulheres para serem as guardas dos Seus portões sagrados, — agora faz baixar os olhos sobre esta Tua serva, que será ordenada ao ofício de diaconisa e concede-lhe o Teu Espírito Santo, e “purifica-a de toda a imundícia da carne e do espírito” (2 Cor. 7:1) para que ela possa condignamente desempenhar o trabalho que lhe é confiado para a Sua glória, e o lovour de Teu Cristo, a quem glória e adoração sejam para Ti e para o Espírito Santo para todo sempre. Amém
[“The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book VIII, Section III, Paragraph XIX, 492.]

O Concílio de Calcedônia, Ásia Menor (Turquia), 451 d.C., foi o quarto dos sete concílios ecumênicos. As diaconisas tiveram mãos impostas sobre elas, foram bem preparadas, foram convocadas a ter um ministério e se elas se casarem serão consideradas anátemas. As leis deste Concílio se tornaram leis romanas.
Cânon XV (15) – A mulher não receberá a imposição de mãos como diaconisa se tiver menos de quarenta anos e somente depois de um exame rigoroso. E, se depois de terem tido mãos impostas sobre ela e houver continuado por um tempo a ministrar, ela desprezar a graça de Deus e se der em casamento, ela será anatematizada assim como o homen unido com ela.
[The Council of Chalcedon, 451 d.C., A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. XIV, 279-280.]
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1 Timóteo 5:1-2
1 – Não repreendas asperamente a um velho (presbuteroh), mas admoesta-o como a um pai; aos moços, como a irmãos;
2 – às mulheres idosas (presbuteras), como a mães; às moças como a irmãs, com toda a pureza.

A passagem de 1 Timóteo 5 é a respeito do conselho de Paulo para Timóteo como ele, sendo ancião e bispo, deve lidar com os outros anciãos, tanto homens como mulheres. Timóteo não deve repreender asperamente … às mulheres idosas (presbuteras) mas tratá-las como mães, as moças como a irmãs. Paulo volta ao assunto de disciplina em versículos 19-22 o que vamos ver abaixo.
Tem sido ensinado que 1 Timóteo 5:1-2 fala de um velho e de mulheres idosas e não que fala de homens e mulheres pastores (anciãos). Entretanto, está no contexto de homens e mulheres pastores (anciãos). Em nossa época, não sabemos nada de uma Ordem de Pastoras que foi chamada a Ordem de Viúvas. Entretanto, existiu na igreja por mais ou menos 500 anos, um quarto da nossa História da Igreja.

“Reconhecimentos” de Pseudo-Clemente, 175-225 d.C., é uma história a respeito de Pedro, e testifica da existência muito cedo da Ordem de Viúvas:

Ele (Pedro) indicou, como bispo sobre eles, Maro, que tinha sido seu anfitrião e que foi agora perfeito em todas as coisas. Com Maro ele (Pedro) ordenou doze presbíteros e diáconos ao mesmo tempo. Ele também instituiu a Ordem de Viúvas e arranjou todos os serviços da Igreja.
[Pseudo-Clement, “Recognitions,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VIII, 156.]
Em “Sobre o Véu das Virgens” (“On the Veiling of Virgins”) Tertuliano, Cartago, Norte da África, 145-220 d.C., ficou irado a respeito do caso de uma virgem com menos de vinte anos de idade que foi colocada na Ordem de Viúvas.
Sei claramente que num certo lugar uma virgem com menos de que vinte anos de idade foi colocada na Ordem de Viúvas! enquanto que se o bispo tivesse sido obrigado a lhe dar qualquer alívio, ele poderia, de certo, tê-lo feito de alguma outra maneira, sem detrimento ao respeito da disciplina; que tal milagre, para não dizer monstruosidade, não seja apontado na igreja, uma virgem-viúva! O mais auspicioso do fato é que nem como viúva é que colocou véu na cabeça; negando-se de qualquer maneira: tanto como virgem, já que ela está contada entre as viúvas, e como viúva, visto que ela usa o estílo de virgens.
[Tertullian, “On the Veiling of Virgins,” The Ante-­Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. IV, Chap. IX, 33.]
No primeiro estatuto do Manual da Igreja Primitiva, Os Estatutos dos Apóstolos (The Statutes of the Apostles), escrito provavelmente por Pseudo-Ignácio, Antioquia, Síria (Oriente), nos primórdios dos anos 300 d.C. o texto saídico manda estabelecer a fundação da Igreja como segue:
Estatuto 1. Segundo o mandamento do Nosso Senhor Jesus o Cristo Nosso Salvador, depois de nós nos termos reunido, Ele nos ordenou, dizendo: Vós não tendes ainda dividido os países entre vós: antes de vós os dividires de modo que cada um possa tomar seu lugar segundo o seu numero, define a dignidade … dos Bispos, os concílios … dos Presbíteros, os freqüentes serviços … aos Diáconos, a sabedoria … dos Leitores … e a falta de pecado … das Viúvas, e todas as outras … obras, pelos quais está certo estabelecer a fundação da Igreja; que eles podem conhecer por intermédio deles o tipo … das coisas que estão nos céus, e se guardar de toda profanação.
[The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London: Oxford, 1915) 295-296, see also 127-128, 233-234.]
Ancião (Presbuteros)
Lembrar que durante este estudo todas as palavras são usadas para significar a mesma coisa:

Presbuteroh/presbutas e presbuteras/presbutidas são grego.
Presbítero e presbítera são transliterações.
Ancião e anciã são as traduções em português.
Sacerdote e sacerdotisa, embora não sejam traduções corretas destas palavras, são termos Católicos Romanos.
Pastor e pastora, igualmente traduções incorretas destas palavras, são termos evangélicos.
Transliteração é o processo de escrever uma palavra em uma língua com letras de uma outra língua, sendo neste caso, grego com letras em português. É então trabalhada um pouco, para soar melhor em português. Entretanto, fica uma palavra não traduzida do grego.
Nas dezenove passagens do Novo Testamento onde os anciãos da igreja são mencionados, somente nas duas passagens onde mulheres (presbuteras/presbutidas)estão em paralelo com homens (presbuteroh/presbutas) é que os tradutores bíblicos traduzem as mesmas palavras como velhos e mulheres idosas em vez de anciãos e anciãs. Se estas duas passagens tivessem sido traduzidas da mesma maneira como as outras dezessete, nós há tempo teríamos compreendido o significado para justificar o ministério das mulheres.

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O Papa Gelásio I, Roma, Itália, Carta 14, 11 de março de 494, mandou uma longa carta aos bispos em Lucânia, Brutium e Sicília que é significativa a respeito o ministério das mulheres. É importante acompanhar o raciocínio e compreender que mulheres eram condenadas por oficiar nos altares e participar dos assuntos “imputados aos ofícios do sexo masculino, ao qual elas não pertencem”. Este motivo não tem base bíblica.

Para todos os episcopados estabelecidos em Lucânia (moderna Basilicata), Brutium (moderna Calábria) — tornozelo e dedo do pé da Itália — e Sicília (moderna Sicília). Esta epístola continha vinte e sete decretos … Quatro dos decretos se preocupavam com a presença de mulheres no contexto das comunidades cristãs. O de número 12 é concernente à consagração de virgens; 13 e 21 falam sobre a proibição contra o véu das viúvas; e 26, aquele que mais interessa para nós, confronta explicitamente o problema do sacerdócio de mulheres: … “Não obstante, temos ouvido — para nosso aborrecimento — que assuntos divinos têm decaído a tal estado que mulheres são encorajadas a oficiar nos altares sagrados e a tomar parte em todos os assuntos referentes aos ofícios do sexo masculino, aos quais elas não pertencem”.
A intervenção preemptiva de Gelásio, envolvendo vários bispos, certamente prova que a situação tinha se desenvolvido até o ponto de deixar Roma seriamente preocupada. Por outro lado, se tivesse sido um caso isolado, não teria sido prudente o papa tratar numa espístola que deveria ser enviada não somente para Lucânia, Brutium, e Sicília, mas para outras regiões interessadas nas questões tratadas no documento … Gelásio havia enviado a mesma epístola a outras igrejas preocupadas com os mesmos problemas.

Em suma, podemos inferir de uma análise da epístola de Gelásio que, no final do século quinto, algumas mulheres, tendo sido ordenadas pelos bispos, estavam exercendo um sacerdócio ministerial verdadeiro e apropriado na vasta área do Sul da Itália, bem como talvez em outras regiões da Itália não mencionadas.
[Mary Ann Rossi, “Priesthood, Precedent, and Prejudice, On Recovering the Women Priests of Early Christianity.” Containing a translation from the Italian of “Notes on the Female Priesthood in Antiquity,” by Giorgio Otranto. Journal of Feminist Studies in Religion 7/1 (Spring 1991): 80-81, 84.]

Há uma inscrição num túmulo da catacumba de Tropea, Itália, produzida nos meados de 400 d.C.:
Sagrado à sua boa memória. Leta, a Presbítera, viveu 40 anos, 8 meses, 9 dias, para quem seu marido edificou este túmulo. Ela a precedeu em paz no dia antes dos idos de maio.
Mary Ann Rossi diz a respeito desta inscrição:
Estes dois testemunhos, então, a referência de Gelásio e o epitáfio tropeano, atestam a existência de um sacerdócio feminino em Brutium entre meados e final do século quinto.
Além da paralela do epitáfio de Leta com a espístola de Gelásio, mais uma razão me leva a ver em Leta uma presbítera verdadeira e autêntica. Se Leta tivesse sido a esposa de um presbítero, nós teríamos de inferir que o marido, que tinha edificado o túmulo, tinha declinado de se designar como um presbítero de modo a conferir esta designação para sua esposa. Não há razão válida para tal ação, até onde eu saiba, e certamente não há paralelo epigráfico. Segundo as evidências que tenho colecionado, cada vez que um presbítero prepara um túmulo para a sua esposa, ele sempre se refere a ela pelo termo coniux (“esposa”), e às vezes amantíssima (“muito amada”). Ainda mais, também no nível literária há a recorrência da união das palavras presbítero – presbítera para identificar presbítera como a esposa do presbítero.
[Mary Ann Rossi, “Priesthood, Precedent, and Prejudice, On Recovering the Women Priests of Early Christianity.” Containing a translation from the Italian of “Notes on the Female Priesthood in Antiquity,” by Giorgio Otranto. Journal of Feminist Studies in Religion 7/1 (Spring 1991): 86-87.]

Numa oração para os/as líderes da igreja no Manual da Igreja Primitiva, O Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C., os pastores (anciãos) pertencem ao presbitério e as viúvas são chamadas pastoras (anciãs) ou presbíteras.
Pelo bispo que roguemos … Pelo presbiteriado que roguemos … Pelos diáconos que roguemos … Pelas presbíteras que roguemos, que o Senhor possa ouvir as suas súplicas e guardar perfeitamente seus corações na graça do Espírito e auxiliar o seu trabalho. Pelos subdiáconos, leitores, diaconisas que roguemos …
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 100-101.]
A maneira como a Páscoa deveria ser celebrada foi determinada para todo o povo. É detalhado com minúcias o que as viúvas (também chamadas pastoras ou presbíteras) e virgens deveriam fazer.
Que as viúvas fiquem até ao amanhecer no templo, ali fazendo as refeições. Que as virgens permaneçam juntas no templo, que o bispo ajude e providencie por elas, e que os diáconos ministrem a elas. Que as presbíteras fiquem com o bispo até ao amanhecer, orando e repousando.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) Book II, Chap. 19, 134.]
Os tradutores afirmam que estas presbíteras e as viúvas que assentam na frente são as mesmas.
PRESBÍTERAS … E AS VIÚVAS QUE SE ASSENTAM NA FRENTE. São estas as mesmas? Nós podemos asseverar quase com certeza na afirmativa no Test[amento].
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 199.]
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1 Timóteo 5:3
3 – Honra (tima) as viúvas que são verdadeiramente viúvas

Muito cedo na História da Igreja o lindo símbolo, altar de Deus, foi usado para as viúvas porque as ofertas do povo estavam depositadas sobre elas. Isto é o que Policarpo, Esmirna, Ásia Menor (Turquia), 65-100/155 d.C., que teve conversas com João e com outros que haviam visto o Senhor, disse.
Ensine as viúvas a serem discretas ao respeito da fé no Senhor, orando continuamente por todos, mantendo-se longe de toda calúnia, maledicência, falso testemunho, amor ao dinheiro, e de todo tipo de maldade; sabendo que elas são o altar de Deus, que percebe claramente todas as coisas, e de quem nada é escondido: nem raciocínio, nem reflexões, nem qualquer uma das coisas secretas do coração.
[Polycarp, “Epistle to the Philippians,” The Ante-­Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. I, 34.]
McKenna diz sobre o símbolo de altar de Deus:
Esta imagem é singularmente apropriada para capturar o espírito da vocação da viúva. As viúvas, que eram sustentadas pelas ofertas dos fieis, eram semelhantes aos altares em que estas ofertas eram apresentadas a Deus. Foi através delas que foi elevada a Deus a oração ininterrupta da Igreja (ver I Tm. 5:5).
[Mary Lawrence McKenna, Women of the Church (New York: P. J. Kenedy, 1967) 51.]
No Manual da Igreja Primitiva Tradição Apostólica de Hipólito (Apostolic Tradition of Hippolytus), Roma, Itália, cerca de 215 d.C. uma da exigências para aqueles que iriam ser batizados era ter honrado as viúvas. Isto quer dizer que eles deveriam tê-las sustentado com comida e bens.
Aqueles que deverão ser separados para o batismo serão escolhidos depois das suas vidas terem sido examinadas: se eles têm vivido sobriamente, se eles têm honrado as viúvas, se eles têm visitado os doentes, se eles têm sido praticantes de boas obras. Quando seus patrocinadores tiverem testemunhado que eles tivessem feito estas coisas, então que eles ouçam o Evangelho.
[Apostolic Tradition of Hippolytus, Burton Scott Easton, translator. (Ann Arbor: Archon, 1962) 44.]
Honra significa salário. João de Antioquia, chamado “Crisóstomo” (Boca Dourada) depois da sua morte, Constantinopla, Grécia, 347-408 d.C., compreendeu o significado de honra, embora não tenha seguido o ensino do Novo Testamento a respeito de pastoras (anciãs) chamadas viúvas. Na área dele havia muitas diaconisas famosas, mas ele falava a respeito de viúvas que receberam caridade.
(1 Tm. 5:17-18) Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente aqueles que labutam na palavra e na doutrina … A “honra” da qual ele aqui fala é atenção para com eles, e o suprimento das suas necessidades, como é demonstrado quando ele acrescenta, “Não atarás a boca ao boi, quando estiver debulhando.” (Dt. 25:4); e, “Digno é o trabalhador do seu salário” (Lucas 10:7). Então quando ele diz, “Honra as viúvas,” ele quer dizer, “sustentá-las” em tudo que for necessário.
[John Chrysostom, “Homilies on Timothy,” Homily XV, A Select Library of Nicene and Post-­Nicene Fathers, Philip Schaff, editor. (New York: Scribner’s, 1905) First Series, Vol. XIII, 460.]
Jerônimo, Roma e Belém, 345-420 d.C., escreve na sua Carta CXXIII (123) “Para Ageruchia” sobre a passagem “Honra viúvas que são verdadeiramente viúvas” (I Tm. 5:3):
A palavra “honra” nesta passagem implica em caridade ou em uma dádiva, como também no versículo que segue imediátamente: “Os anciãos … sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino.”
[Jerome, Letter CXXIII (123), “To Ageruchia,” A Select Library of Nicene and Post-­Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VI, 231.]
Dra. Bonnie Bowman Thurston nAs Viúvas, Um Ministério Feminino na Igreja Primitiva (The Widows, A Women’s Ministry in the Early Church), também chega a esta conclusão:
O significado geral de tima é “honra,” “respeito,” ou “valor,” mas também pode significar “salário” ou “compensação”. Nas Ordens da igreja mais tarde, timan é um termo técnico para pagamento … Siraco (escrito cerca de 180 a.C. e traduzido para o grego cerca de 132 a.C.) usa o termo (tima) no sentido de “pagamento”: “Honra [tima] o médico com a honra [timais] que lhe é devida” (38:1) … Vários fragmentos do texto hebraico de Siraco datados próximo ao tempo de Jesus foram achados nos documentos de Qumrã. … O ponto principal para o nosso assunto é que o termo tima foi usado na literatura religiosa estudada na época dos Pastorais com um sentido técnico . (Certamente Siraco foi incluído nos “escritos sagrados” mencionados em 2 Tm. 3:15.) Este fato me leva a aceitar leituras que favorecem a tradução mais técnica de tima em 1 Tm. 5:3.
[Bonnie Bowman Thurston, The Widows, A Women’s Ministry in the Early Church. (Minneapolis: Fortress, 1989) 44-45.]
O Manual da Igreja Primitiva, “As Constituições dos Apóstolos Sagrados” (“The Constitutions of the Holy Apostles”), provavelmente compilado por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C., fez distinção entre viúvas verdadeiras e os necessitados que incluíram viúvas.
As viúvas verdadeiras são aquelas que tiveram um só marido, tendo, por prática de boas obras, um boa reputação entre o generalato; viúvas que são verdadeiramente viúvas, sóbrias, castas, fiéis, piedosas, que tenham criado bem seus filhos e tenham irrepreensivelmente hospedado os estrangeiros, que devem ser sustentadas como tendo sido dedicadas a Deus. Além disso, ó bispo, tenha em mente os necessitados, tanto estendendo a sua mão ajudadpra e fazendo provisão para eles como mordomo de Deus, distribuindo adequadamente as oblatas a cada um deles: às viúvas, aos órfãos, aos desamparados, e àqueles provados pela aflição.
[“The Constitutions of the Holy Apostles,” in The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph III, 426-427, also found in The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XIV, 131.]
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1 Timóteo 5:5
5 – Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em súplicas e orações;

A oração foi uma função apostólica:
Atos 6:
4 – Mas nós [os apóstolos] perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
O Manual da Igreja Primitiva, Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., ensina que a oração foi considerada igual ao sacrifício no Antigo Testamento, que foi uma tarefa sacerdotal. Esta passagem continua a trabalhar na hierarquia (hiero, sagrado + archy, regra) comparando os líderes da igreja ao sacerdócio do Antigo Testamento, ao Deus Onipotente, a Cristo, ao Espírito Santo e ao altar.
Em vez dos sacrifícios que então faziam, ofereça agora orações e petições e ações de graças. Naquela época havia as primícias, dízimos, ofertas alçadas e doações; mas hoje em dia temos as oblações que são oferecidas através do bispo ao Senhor Deus. Pois eles são os seus sumo sacerdotes; mas os sacerdotes e levitas agora são os presbíteros e diáconos, os órfãos e viúvas; mas o levita e sumo sacerdote é o bispo. Ele é ministro da palavra e mediador; mas, para vocês, um professor e seu pai depois de Deus, que os gerou pela água. Este é seu chefe e seu líder, e ele é seu rei poderoso. Ele rege no lugar do Onipotente; mas deixe que ele seja honrado por vocês como Deus, pois o bispo se assenta para vocês no lugar de Deus Onipotente. Mas o diácono fica no lugar de Cristo; ame-o. E a diaconisa seja honrada por vocês no lugar do Espírito Santo; e os presbíteros serão para vocês semelhantes aos Apóstolos; e os órfãos e viúvas serão considerados por vocês à semelhça ao altar. [ii.27] E como não era lícito para um estrangeiro, quer dizer para um que não era levita, chegar perto do altar para oferecer qualquer coisa sem a intermediação do sumo sacerdote, assim vocês também não farão nada sem o bispo. Se alguém fizer alguma coisa sem o bispo, ele o faz em vão, pois isso não será considerado para ele como uma obra; pois não fica bem qualquer um fazer coisa alguma à parte do sumo sacerdote.
[Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford: Clarendon, 1929) Chap. IX, 86, 88, also found in “Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book II, Section IV, Paragraph XV, 410.]
Ninguém iria imaginar que uma referência tão pequena sobre viúvas orando resultaria em uma história tão feia, mas no Manual da Igreja Primitiva, Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., a crença de que a oração da viúva era poderosa e imediatamente respondida por Deus está aqui entrelaçada com exortações sobre não ser avarenta, não desejar fazer grandes despesas, não ficar olhando as coisas para cobiça-las, não ouvir palavras maldosas, não andar de casa em casa, tudo isso é dito porque o bispo está lutando violentamente para tirar o dinheiro e o poder das viúvas.
Uma viúva que deseja agradar a Deus mantém-se em casa e medita sobre o Senhor dia e noite, e sem cessar em todo tempo oferece intercessão e ora com pureza diante do Senhor. Ela receberá qualquer coisa que pedir, porque a sua mente inteira está concentrada nisto. Pois sua mente não é avarenta para receber, nem tem ela desejo de fazer grandes despesas; nem fica olhando as coisas para cobiçá-las, nem age sem raciocínio; nem ouve palavras maldosas para lhes dar atenção, porque ela não fica andando de casa em casa. Portanto, sua oração não sofre impedimento de qualquer coisa; e assim sua quietude … e tranqüilidade e modéstia são aceitáveis diante de Deus, e qualquer coisa que ela pedir a Deus, ela de imediato recebe seu pedido. Tal viúva, não amando ao dinheiro ou lucro imundo, não sendo gananciosa nem avarenta mas constante em oração, meiga e não pertubada, modesta e reverente, acomoda-se em casa e trabalha na (sua) lã, para que ela possa prover um pouco para aqueles que estão em aflição ou para que ela possa dar em retorno para outros, de modo que ela não receba nada deles.
[The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XV, 136, 138, also found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph VII, 428.]
Capítulo Dezoito do Manual da Igreja Primitiva, dA Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., é um tratado detalhado do tema recorrente do sustento das viúvas, do qual podemos citar somente uma pequena parte. Se uma viúva for sustentada por meio do labor de justiça, suas orações serão respondidas imediatamente. Este é mais um longo argumento que supõem que as viúvas não sejam bastante astutas para discernir o carácter das pessoas que contribuem, mas que os bispos e diáconos o são. A repetida ameaça é que as orações da viúva não serão respondidas ou até que elas chamarão à lembrança de Deus as transgressões do não arrependido! Há também uma ameaça aos bispos que se as viúvas, através da cegueira do bispo, orarem por fornicadores e transgressores, que o bispo trará blasfêmia sobre a Palavra. No entanto, nós podemos suspeitar, desde que foram os bispos que escrevem estas obras, que esta ameaça de fato reforça o poder do bispo para trazer as viúvas sob seu controle.
Sejais vós os bispos e diáconos constantes no ministério do altar de Cristo, — queremos dizer as viúvas e os órfãos, — de modo que com todo cuidado e com toda diligência façais o seu trabalho de investigar concernente às coisas que são doadas, (e a aprenderdes) de que modo é a conversa daquele, ou daquela, que dá para a alimentação — dizemos de novo – do “altar.” Pois quando viúvas são alimentadas dos (frutos do) justo labor, elas ofereçerão um ministério santo e aceitável diante de Deus Todo Poderoso, através de Seu amado Filho e Seu Espírito Santo: para quem sejam glória e honra para todo sempre.
Façais, portanto, com cuidado o trabalho para poderdes ministrar às viúvas do ministério com uma consciência limpa, para que aquilo que elas pedem e solicitam possa lhes ser concedido imediatamente após elas orarem. Mas, se houver bispos que sejam discuidados e não dediquem atenção para estes casos através do respeito às pessoas, pelo amor ao lucro imundo ou porque eles negligenciaram em investigar; eles inesperadamente prestarão contas.

Pois se uma viúva for alimentada com pão proveniente do justo labor será até abundente para ela; mas se muito seja dado para ela (procedente) da iniquidade, será insuficiente para ela. Mas de novo, se ela for alimentada com o procedente da iniquidade, ela não poderá oferecer seu ministério e sua intercessão com pureza diante de Deus; e embora ela seja justa e ore pelos malvados, sua intercessão por eles não será ouvida, mas aquela que fizer por ela somente. … Mas se elas orarem por aqueles que têm pecado e se arrependeram, suas orações serão ouvidas. Mas aqueles que estão em pecado, e não se arrependem, não somente não serão ouvidos quando orarem, mas elas até chamam à lembrança suas transgressões diante do Senhor. … Portanto, ó bispos, apressai-vos e eviteis tal ministração. … Pois se viúvas orarem por fornicadores e transgressores através da sua cegueira (do bispo), e não forem ouvidas, não recebendo seus pedidos, vós forçosamente trareis blasfêmia sobre a Palavra através da sua péssima administração, como se Deus não fosse bom e pronto para dar.
[The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XVIII, 156, 158, 159, also found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book IV, Section II, Paragraph VI, 434.]

As viúvas tiveram muito poder através das doações que lhe foram oferecidas e pelas suas opiniões. Eles acreditaram que a oração da viúva era muito poderosa de modo que, incrível como pareça, a viúva foi advertida por orar pelos malvados. O bispo queria ganhar o controle não somente do dinheiro, mas da obediência absoluta das viúvas quanto às decisões dele.
Que as viúvas também estejam prontas para obedecer aos mandamentos que lhes são dados pelos seus superiores e que os façam segundo a indicação do bispo, sendo obedientes a ele como a Deus. Pois aquele que recebe de um que for digno de culpa ou de um excomungado, e ora por ele enquanto ele continua com o propósito de continuar num curso pecaminoso, e enquanto ele não estiver disposto a se arrepender em qualquer tempo, mantem comunhão com ele em oração e entristece a Cristo, que rejeita os injustos e os confirma por meio da doação indigna, está profanada com eles, não permitindo que eles cheguem ao arrependimento, de modo a prostrar-se diante de Deus com lamentação, e orar a Ele.
[“The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph VIII, 429, also found in The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XV, 138-140.]
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1 Timóteo 5:9a
9a – Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos,

A inscrição das viúvas na lista significava ser inscrita na Ordem das Viúvas e portanto ser inscrita na folha de pagamento dos clérigos. Isto implica em ordenação. São cuidadosamente dadas as qualificações para a viúva ser inscrita. As viúvas mais novas não deveriam ser inscritas por causa da possibilidade delas querem se casar de novo e portanto quebrar o seu voto.
Viúvas são ainda identificadas como sendo aquelas que se incluem na lista pelo termo “canônicas” usado no Manual da Igreja Primitiva O Testamento de Nosso Senhor[The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C. Viúvas são mostradas como pastoras pelo lugar que ocupam para a celebração da Ceia do Senhor: depois dos presbíteros e antes dos diáconos.

Porque o povo antigo errou, quando ele (o Bispo) oferecer sacrifícios, que o véu na frente da porta esteja fechado. Dentro que ele ofereça com os presbíteros, diáconos, as viúvas canônicas, subdiáconos, diaconisas, leitores (e) aqueles que têm dons. Que o bispo fique em pé no meio, os presbíteros imediatamente atrás dele em ambos os lados, as viúvas imediatamente atrás dos presbíteros no lado esquerdo,os diáconos também atrás dos presbíteros no lado direito; os leitores atras deles, os subdiáconos atrás dos leitores e as diaconisas atrás dos subdiáconos.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 70.]
< O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord) também dá as qualificações para a viúva. Que a viúva seja indicada (katastasis), sendo escolhida, se tem passado um longo tempo que ela esteja sem marido, se embora freqüentemente convidada por homens a se casar, por causa da fé ela não tenha se casado. Mas se não, ainda não está certo que seja escolhida, mas que ela seja experimentada por um tempo: se ela for piedosa, se tendo filhos ela os tenha criado em santidade, se ela não os tenha ensinado sabedoria mundana, se ela fez deles examplos da lei santa e da Igreja, se ela demonstrou amor e honrou os estrangeiros, se ela tem-se mantido constante em orações, se ela tenha vivido meigamente, se ela tem auxiliado alegremente aqueles que estão aflitos, se aos santos tem sido revelado a respeito dela, se ela não tem descuidado dos santos, se ela tem ministrado com todo seu poder, se ela estiver apta a suportar e aturar o fardo e ser uma pessoa que ore sem cessar, perfeita em tudo, ardente em espírito, com os olhos do seu coração abertos em tudo, agindo sempre com bondosa, amando a inocência, não possuindo nada neste mundo, mas sempre tomando e carregando a cruz, crucificando toda maldade de noite e de dia ficando ao lado do altar, trabalhando alegre e secretamente. Se uma, duas ou três concordem em meu Nome, eu estou entre elas. Mas que ela seja perfeita no Senhor, como uma que for visitada pelo Espírito. [The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 105-106.] Basílio o Grande, Bispo de Cesareia, Ásia Menor (Turquia), 330-379 d.C., na sua Carta CXCIX (199), "Para Amfilóchio, Concernente os Cânones" que foi Bispo de Icônio, fala da lista de viúvas e daaquelas com idade de sessenta. Uma viúva cujo nome esteja na lista de viúvas, quer dizer, que seja sustentada pela Igreja, é impedida pelo Apóstolo de ser sustentada quando ela casar. ... Se uma viúva que tem sessenta anos de idade escolher outra vez viver com um marido, ela será tida indigna da boa dádiva da comunhão [Nota CGP: da Ceia do Senhor] até que ela não mais seja movida pelo seu desejo impuro. [Basil, Letter CXCIX (199), "To Amphilochius, Concerning the Canons," A Select Library of Nicene and Post-­Nicene Fathers, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VIII, 238.] Voltar ao Conteúdo button 1 Timóteo 5:9b 9b - e só a que tenha sido mulher (gune) de um só marido (andros). Um só versículo é freqüentemente apontado como irrefutável como justificativa por que a mulher não pode ser pastora: É necessário, pois, que o bispo (episkopos) seja irrepreensível, marido (andra) de uma só mulher (gunaikos). (1 Tm. 3:2) Então com uma boa gargalhada é geralmente dito que a mulher não pode ser o marido de uma só mulher. Mas espere! Esta ordem estende-se também aos pastores (anciãos), às pastoras (anciãs) chamadas viúvas, e aos servos (diáconos). Por esta causa [Paulo] te [Tito] deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos (presbuterous), como já te mandei; alguém que seja irrepreensível marido (aner) de uma só mulher (gunaikos). (Tito 1:5-6a) Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher (gume) de um só marido (andros). (I Tm. 5:9) Os diáconos (diakonoi) sejam maridos (andres) de uma só mulher (gunaikos). (1 Tm. 3:12) Nós devemos estar cientes de que isto se diz do diretor (bispo), do pastor (ancião), da pastora (anciã) chamada viúva, e do servo (diácono) tão somente uma vez cada no Novo Testamento inteiro. Estas quatro passagens estão na sua frente. Vamos! Demos aquela boa gargalhada para bispos, pastores e diáconos que não podem ser a esposa de um só marido! Que a pastora (anciã) chamada viúva deve ser a esposa de um só marido foi obedecido rigorosamente durante a História da Igreja. Isto é confirmado vez após vez nos escritos da Igreja Primitiva, nos Manuais da Igreja Primitiva, na lei da igreja chamada lei canônica, e na lei romana. Tertuliano, Cartago, Norte da África, 145-220 d.C., em "Para sua Esposa" ("To His Wife") o explica claramente. Ele também explica claramente que esta crença teve origem nas nações pagãs. Quão prejudiciais à fé, quão impeditivos da santidade são os segundos casamentos, a disciplina da Igreja e a prescrição do apóstolo declaram, quando ele não permite homens duas vezes casados a presidirem sobre a Igreja, quando ele não concedem à viúva acesso à Ordem a não ser que ela tenha sido "a esposa de um só homem;" pois é mister se apresentar puro ao altar de Deus. Aquela auréola que circunda a Igreja é representada (como constituída) de santidade. Sacerdócio é (uma função) da viuvez e do celibato entre as nações. [Tertullian, "To His Wife," The Ante-­Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. IV, Book I, Chap. VII, 43.] Orígenes, Alexandria, Egito, 185-254 d.C.., no seu "Comentário sobre Mateus" ("Commentary on Matthew") (Livro XIV, No. 22) diz que talvez nós sejamos capazes de compreender uma questão de difícil compreensão a respeito da legislação de Paulo concernente aos assuntos eclesiásticos. Paulo não quer que nenhum daqueles que atingiram qualquer eminência na igreja como ocorre na administração dos sacramentos, a provar de um segundo casamento. Por isso ele relaciona bispos, diáconos, viúvas, e anciãos com as passagens relevantes. Evidentemente esta questão é tão difícil que os teólogos cristãos de hoje não têm sido capazes de compreendê-la. Eles declaram o que eles entendem a ser um argumento irrefutável por que mulheres não podem ser pastoras: o bispo precisa ser o marido de uma esposa. Nossa falta de conhecimento a respeito do ministério de mulheres na Igreja Primitiva nos impede de compreender o Novo Testamento. Quando é que vamos compreendê-lo? Mas, ao lidar com a passagem eu diria que agora talvez sejamos capazes de compreender e expor claramente uma questão que é difícil de compreender e examinar: a respeito da legislação do Apóstolo concernente a assuntos eclesiásticos; pois Paulo não quer que nenhum daqueles da igreja, que tenham atingido qualquer lugar de destaque dentre muitos, como, é atingido na administração dos sacramentos, a provar de um segundo casamento. Pois quando apresenta a Lei a respeito de bispos na primeira Epístola a Timóteo, ele diz, "Se alguém aspirar ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio," etc.; e, a respeito de diáconos, "Os diáconos," diz ele, "sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas." etc. "Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido;" e depois disto ele diz as coisas acrescentadas acima, como sendo de importância secundária ou terciária frente a isto. E, na Epístola a Tito, "Por esta causa," ele disse, "te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei; alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, tendo filhos crentes" -- claro -- e assim adiante. [Origen, "Commentary on Matthew." The Ante-Nicene Fathers, Vol. X, Book XIV, No. 22, last modified August 21, 1998, downloaded 08/24/98, http://www.ccel.org/fathers2/ANF-10/anf10-50.htm#P8763_1942365] Em "Homilias sobre Lucas 17" ("Homilies on Luke 17") Orígenes relaciona bispos, presbíteros, diáconos, e viúvas como aqueles que não podem se casar uma segunda vez. Não somente a fornicação mas também segundos casamentos impedem acesso às dignidades eclesiásticas: nem o bispo, nem o presbítero, nem o diácono, nem a viúva podem ser casados duas vezes. [Origen, "Homiles on Luke 17" (GCS 49, 110,3-5) cited in Roger Gryson, The Ministry of Women (Collegeville: Liturgical, 1976) 26.] Jerônimo, Roma e Jerusalém, 345-420 d.C., numa carta a Ageruchia "Contra Segundas Núpcias" ("Against Second Marriages"), confirma os escritos atribuídos às viúvas, quando ele diz que muitas esposas se fazem de eunuco. Ele recomenda que as viúvas estejam jubilosas por ocasião da morte do marido porque elas podem ter poder sobre seus próprios corpos em vez de outra vez o tornar serva de um homem. Ele diz que virgindade é mais fácil do que viuvez. Mais tarde, na História da Igreja a situação se inverte.. Pois se muitas esposas, enquanto seus maridos são vivos, chegam a reconhecer a verdade das palavras do apóstolo, "Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convém" [Nota CGP: 1 Cor. 10:23], e fizerem de si mesmas eunucos por causa do reino dos céus ou pelo próprio consentimento, depois da sua regeneração através da água do batismo, ou então no ardor da sua fé imediatamente após o casamento, por que é que uma viúva, que pelo decreto de Deus ficou privada de ter um marido, não deve exclamar jubilosamente vez após vez com Jó: "O Senhor deu, e o Senhor tirou" [Nota CGP: Jó 1:21], e agarrar a oportunidade que lhe foi oferecida de ter poder sobre seu próprio corpo em vez de o tornar de novo servo de um homem. Seguramente é mais difícil abster-se de gozar o que se tem do que é lamentar o que se perdeu. Virgindade é mais fácil porque virgens não sabem nada dos impulsos da carne, e viuvez é o mais difícil porque viúvas não podem deixar de pensar sobre a licença que elas desfrutaram no passado. [Jerome, "Letter CXXIII (123), To Ageruchia, Against Second Marriages." A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VI,. 234.] Joviniano tinha escrito um tratado, em Roma, em latim dizendo o que nós todos iríamos concordar desde a época de Lutero, que uma virgem não é melhor do que uma esposa aos olhos de Deus. Jerônimo, Roma e Belém, 345-420 d.C., escreveu dois livros, "Contra Joviniano," refutando esta opinião. Joviniano foi pronunciado herege e Jerônimo ortodoxo. Jerônimo começa com sarcasmo: O que a santidade de segundos casamentos é, fica claro disso -- que uma pessoa duas vezes casada não pode ser arrolada nas Ordens do clero, e então o Apóstolo diz para Timóteo, "não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido." A Ordem inteira é a respeito daquelas viúvas que são sustendadas pelas esmolas da Igreja. A idade é então limitada, de modo que somente aquelas que não podem mais trabalhar podem receber a comida destinada aos pobres. E ao mesmo tempo, considere que aquela que teve dois maridos, embora ela seja viúva, decrépita, necessitada, não é um receptáculo digno dos recursos da Igreja. Mas se ela for privada do pão da caridade, quanto mais o será daquele pão que desce dos céus, e do qual se um homem comer indignamente, será culpado de ultrage oferecido ao corpo e sangue de Cristo? [Jerome, "Against Jovinianus," A Select Library of Nicene and Post-­Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Second Series, Vol. VI, Book I, 358-359.] Voltar ao Conteúdo button 1 Timóteo 5:10 10 - aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os atribulados, se praticou toda sorte de boas obras. Em "Sobre o Véu das Virgens" ("On the Veiling of Virgins"), Tertuliano, Cartago, Norte da África, 145-220 d.C., confirma que viúvas ocupavam assento junto com o clero, e nos relaciona algumas das qualificações e dos deveres das viúvas. A autoridade que lhe dá a licença para ocupar aquele assento sem o véu é a mesma que lhe permite assenta-lá como virgem: um assento ao qual (além de "sessenta anos") não meramente "com um só marido" (mulheres) -- quer dizer, mulheres casadas -- são enfim eleitas, mas ainda por cima "mães," sim, e "educadoras de filhos;" de modo que, certamente, seu treinamento em todas as afeições pode, por um lado, lhes ter capacitado para auxiliar prontamente a todas as outras com conselho e comforto, e, por outro lado, elas podem, não obstante ter percorrido o curso inteiro de provação pelo qual uma mulher pode ser testada. [Tertullian, "On the Veiling of Virgins," The Ante-­Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. IV, Chap. IX, 33.] Orígenes, Alexandria, Egito, 185-254 d.C., no seu "Comentário sobre João" ("Commentary on John") interpreta simbolicamente a expressão "se lavou os pés aos santos," como algo exigido das pastoras (anciãs) chamadas viúvas em 1 Tm. 5:10. Na minha opinião, seria ridículo sustentar ao pé da letra o texto e -- se eu posso tomar a liberdade de dizer -- insistir que uma mulher que demonstra todas as marcas de uma viúva santa, a não ser esta, não seja admitida nesta dignidade eclesiástica, mesmo se muitaz vezes, através da intervenção de servos e domésticos, ela provou sua generosidade e, quando estava bem suprida, cuidou de estrangeiros e daqueles que, por qualquer razão, precisavam receber uma prova da sua humanidade. Não hesite em interpretar simbolicamente a expressão, "se lavou os pés aos santos", desde que mulheres anciãs, assim como homens anciãos, são ordenadas a ser "mestras do bem." [Origen, "Commentary on John" 32, 12 (7) (GCS 10), 144, 18-26 cited in Roger Gryson, The Ministry of Women (Collegeville: Liturgical, 1976) 26.] No seu tratado "Concernente às Viúvas" ("Concerning Widows"), Ambrósio, Bispo de Milão, Itália, 339-397 d.C., diz que grande respeito é devido às viúvas, por causa das suas obras virtuosas de modo que elas são honradas até por bispos. Não sem razão ele mostra que estas não devem ter falha. Para quem obras virtuosas são mandadas, assim, também, grande respeito será prestado, de modo que elas sejam honradas até por bispos. ... Nem ainda é a castidade corporal o principal propósito da viúva, mas o grande e abundante exercício de virtude. "Aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés dos santos, se socorreu os atribulados, se praticou toda sorte de boas obras" (1 Tm. 5:10). Veja quantas práticas de virtude ele incluiu. Ele exige, em primeiro lugar, o dever da piedade; em segundo lugar, a prática da hospitalidade e serviço humilde; em terceiro lugar, o ministério da misericórdia e liberalidade em ajudar, e em último lugar, o exercício de toda boa obra. [Ambrose, "Concerning Widows," A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. X, Chapter IV, 392]. Voltar ao Conteúdo button 1 Timóteo 5:11-15 11 - Mas rejeita as viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se; 12 - tendo já a sua condenação por haverem violado a primeira fé; 13 - e, além disto, aprendem também a ser ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas também faladeiras e intrigantes, falando o que não convém. 14 - Quero pois que as mais novas se casem, tenham filhos, dirijam a sua casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; 15 - porque já algumas se desviaram, indo após Satanás. Segundo Paulo, viúvas jovens não podem ser colocadas na lista, pois se elas quiserem casar elas incorrem em condenação porque têm quebrado a primeira fé ou o voto. Se esta lista fosse de mulheres que recebiam caridade, elas não incorreriam em condenação por sair da lista, porque há uma grande preocupação de não sobrecarregar a igreja com o sustento de outras que não sejam viúvas verdadeiras. O conselho de Paulo foi para que as viúvas jovens se casassem. Entretanto, a Igreja Primitiva mudou o seu pensamento e sustentou as viúvas jovens de modo para que elas se mantivessem castas. O Manual da Igreja Primitiva, Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C. mostra que naquela época eles queriam sustentar as viúvas mais novas para que elas não se cassassem uma segunda vez. "Estabeleçam (kathistate) como viúva uma que não tenha menos de cinquenta anos, que ... seja remota a possibilidade de tomar um segundo marido. Mas, se estabelecerem uma que seja inscrita jovem na Ordem de Viúvas e ela não agüentar a viuvez por causa da sua mocidade e se casar, ela trará vergonha sobre a glória da viuvez; e prestará contas a Deus, primeiramente, porque ela se casou com um segundo marido; e em segundo lugar, porque ela prometeu a Deus ser uma viúva e estava recebendo (esmolas) como viúva, mas não permaneceu na viuvez. Mas se houver uma que seja jovem, que tenha ficado um curto tempo com seu marido e seu marido morrer ou por qualquer outra causa tiver havido separação, e ela permanecer sozinha tendo a honra da viuvez, será abençoada por Deus, porque ela é semelhante à viúva de Sarepta de Sidão com quem ficou hospedado o santo anjo, o profeta de Deus [Nota CGP: 1 Reis 17: 8-24]. Ou será semelhante a Ana, que saudou a vinda de Cristo e recebeu um (bom) testemunho [Nota CGP: Lucas 2:36-38], e será honrada por sua virtude, ganhando honra na terra dos homens, e louvor de Deus no céu. [The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XIV, 130, also found in "The Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph I, 426.] Kathistemi é uma das palavras em grego que significam ordenação. É esta palavra que é usada para a ordenação dos sete diáconos em Atos 6:3 e dos pastores (anciãos) em toda cidade de Creta em Tito 1:5. Que as viúvas jovens não sejam indicadas à Ordem de Viúvas; mas que sejam cuidadas e amparadas, a não ser que, por estarem em necessidade tenham a idéia de se casar uma segunda vez e algum caso nocívo acontecer. Pois isto sabem, que aquela que casa com um marido pode legalmente casar com um segundo, mas a que vai além disto é meretriz. .... Portanto, auxiliar aquelas que são jovens, para que elas possam perseverar na castidade para Deus. E consequentemente, ó bispo, dispensa cuidado sobre estas. E esteja atento também para com os pobres, auxiliar e sustentá-los, ... embora haja entre eles aqueles que não sendo viúvos ou viúvas, estejam necessitados de auxílio por causa de doença ou para criar filhos e estejam em aflição. [The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XIV, 130-131, also found in "The Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph II, 426.] Cerca de cento e trinta anos mais tarde "As Constituições dos Apóstolos Sagrados," provavelmente compiladas por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C., ainda insistiam que viúvas jovens não fossem colocadas na Ordem de Viúvas e que elas fossem auxiliadas e sustentadas de modo que não se casassem uma segunda vez e quebrassem seu voto de viuvez. Embora pareça ambivalente, eles tinham retornado à ideia do Apóstolo Paulo que às viúvas mais novas devem ser permitidos casar de novo. As viúvas verdadeiras seriam sustentadas como dedicadas a Deus. Que as viúvas mais jovens não devem ser colocadas na Ordem de Viúvas, a não ser que, sob o pretexto da falta de habilidade para se conter na flor da idade, elas chegem a um segundo casamento e se tornem sujeitas de culpa. Que sejam auxiliadas e sustentadas, de modo que não possam, sob o pretexto de terem sido abandonadas contrair um segundo casamento e então serem apanhadas em improriedade. Pois deve se saber que casar uma vez de acordo com a lei é justo, como sendo de acordo com a vontade de Deus; mas segundos casamentos, depois do voto, são iníquos, não por causa do próprio casamento em si, mas por causa da falsidade. Terceiros casamentos são indicação de incontinência. Tais casamentos, como são além do terceiro, são fornicação e imundícia inquestionável. Pois Deus, na criação, deu uma mulher para um homem; pois "eles dois serão uma só carne." Para as mulheres mais jovens seja permitido um segundo casamento depois da morte do seu primeiro marido, a não ser que caiam na condenação do diabo e em muitas ciladas e tolos desejos ardentes que são danosos para a alma e que trazem sobre elas punição e não repouso. ["The Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph II, 426-427, also found in The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XIV, 130-131.] Viúvas verdadeiras, que preencham as qualificações, devem ser sustentadas como dedicadas a Deus. Viúvas necessitadas devem ser ajudadas. Viúvas verdadeiras são aquelas que tiveram um só marido, tendo um boa reputação por boas obras entre o generalato; viúvas que sejam verdadeiramente viúvas, sóbrias, castas, fiéis, piedosas, que tenham criado bem seus filhos, e tenham hospedado irrepreensivelmente os estrangeiros, estas devem ser sustentadas como dedicadas a Deus. Além disso, ó bispo, tenha em mente os necessitados, tanto estendendo a sua mão de ajuda e fazendo provisão para eles como mordomo de Deus, distribuindo adequadamente os donativos a cada um deles, às viúvas, aos órfãos, aos desamparados, e àqueles provados pela aflição. [“Constitutions of the Holy Apostles”, The Ante-Nicene Fathers Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph III, 426, not found in Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) chap. XIV, 131.] A teologia da religião antiga da deusa, muitas vezes chamada de religião da fertilidade, é aqui em 1 Timóteo 5:15 comparada a seguir a Satanás. É também chamada de "as profundezas de Satanás" (Apocalipse 2:24) onde Jezabel, uma pregadora, havia trazido as suas práticas pagãs para o seu ministério cristão e o Filho de Deus a estava tentando corrigir. Apocalipse 2: 24 - Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Voltar ao Conteúdo button 1 Timóteo 5:16 16 - Se alguma mulher crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas. 1 Timóteo 5 está muito preocupado em não sobrecarregar a igreja com o sustento de qualquer outra a não ser as verdadeiramente viúvas, vs. 4,8,16. Há uma diferença em colocar pessoas na folha de pagamento e fazer caridade. Professores de seminário e comentários bíblicos do meu tempo não distinguiram bem entre as que são verdadeiramente viúvas, as viúvas que têm alguém, as viúvas jovens e as viúvas que necessitam de caridade. Capítulo dezessete dA Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., e também "As Constituições dos Apóstolos Sagrados," provavelmente compilados por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C., falam sobre a criação de crianças órfãs e nos esclarecem sobre a idéia da Igreja Primitiva a respeito daqueles que recebem caridade e portanto retiram do órfão, viúva e estrangeiro. É verdadeiramente abençoado o que seja capaz de se ajudar a si mesmo, e não torne menor o lugar do órfão, da viúva e do estrangeiro. Pois o "ai" de Deus para aqueles que têm e recebem por agirem com falsidade, (ou são capazes de se ajudar a si mesmo e {ainda} recebem;) pois cada um daqueles que recebe prestará contas ao Senhor Deus no dia do juízo sobre em que situação recebeu. Se um homem recebeu por causa de uma infância sem pai, ou por causa da indigência na velhice, ou por causa da enfermidade e doença, ou para poder criar filhos, ele será até louvado: pois ele está considerado como o altar de Deus, portanto será honrado por Deus. Pois ele não recebeu à toa; porque ele estava orando diligentemente (e) sem cessar em todo tempo por aqueles que deram; pois sua oração (que é a sua força) ele ofereceu como pagamento. Aqueles que são tais serão declarados por Deus abençoados na vida eterna. [The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap XVII, 154, also found in "The Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book IV, Section I, Paragraph III, 433.] Voltar ao Conteúdo button 1 Timóteo 5:17-18 17 - Os anciãos (presbuteroi) que governam (proestohtes de proistehmi) bem sejam tidos por dignos de duplicada honra (timehs), especialmente os que labutam na pregação e no ensino. 18 - Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi quando debulha. E: digno é o trabalhador do seu salário. 1 Timóteo 5 que lida com viúvas está preocupado com sustento: 3 - Honra (tima) as viúvas que são verdadeiramente viúvas. 4 - Mas, se alguma viúva tiver filhos ou netos, aprendam eles, primeiro, a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus progenitores; porque isto é agradável a Deus. 8 - Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo. 16 - Se alguma mulher crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas. 17 - Os anciãos (presbuteroi) que governam (proestohtes de proistehmi) bem sejam tidos por dignos de duplicada honra (timehs), especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Os versículos 1 Timóteo 5:17-18 há muito têm sido usados contra o ministério de mulheres, sendo interpretados como significando, "os homens pastores (anciãos) que governam bem." Gramaticalmente, nós dizemos que o termo masculino inclui o feminino, quer dizer, quando os teólogos masculinos gostarem. Somente por não levar em consideração o contexto pode esta passagem ser aplicada unicamente para os homens. O contexto desta passagem, I Timóteo 5:1-16, 17-22, 24-25, contém um versículo sobre os pastores (anciãos), quinze versículos sobre pastoras (anciãs) chamadas viúvas, e oito versículos sobre ambos. Pastoras (anciãs) (vs. 2) chamadas viúvas (vs. 3-16) que governam bem devem ser consideradas dignas de dupla honra também. 1 Timóteo 5:3 diz honra (pagar) viúvas que são verdadeiramente viúvas e 5:17-18 diz que pastores e pastoras (presbuteroi) são dignos de seu salário. Os componentes da Junta de Missões Domésticas da Convenção Batista do Sul dos EUA votaram em outubro de 1986 [Baptist Standard, October 15, 1986, 3.] e ratificaram em agosto de 1990 [The California Southern Baptist, August 16, 1990, 1.] que igrejas que tenham pastoras não poderão receber auxílio financeiro. Isto é uma decisão contrária ao ensino de 1 Timóteo 5, cujo propósito é determinar quais pastoras (anciãs) chamadas viúvas devem ser colocadas na lista para receber o seu sustento. É também uma deliberação contra Atos 6:1-6 que mostrou a igreja aumentando os seus oficiais de modo a fazer justiça na distribuição às viúvas. NA Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., e mais tarde "nAs Constituições dos Apóstolos Sagrados," provavelmente compilado por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C., o bispo estava tentando assumir o controle dos jantares, das doações e dos presentes dados para as viúvas. Em vez de respeitar o direito dos leigos de dar como eles consideram certo, o bispo arvora para si o direito de escolher as viúvas que deve mandar para os jantares e estabelece uma regra que, para cada porção dada para as viúvas, duas porções sejam dadas para diáconos, presbíteros, leitores e quatro porções para o bispo, que se disfarça como pastor e líder. De fato, o bispo menciona a porção dele duas vezes quando ele diz: "Mas a porção do pastor seja dividida e separada para ele segundo a regra em jantares ou doações, embora ele não esteja presente, em honra de Deus Todo Poderoso" e "duas vezes o dobro para o líder para a glória do Todo Poderoso", evitando cuidadosamente seu título de bispo. A citação seguinte já foi usada quando nós estudamos Atos 6 e a distribuição às viúvas, mas é muito útil aqui para compreender como a Igreja Primitiva lidou com a distribuição face ao ensino bíblico "Os anciãos (presbuteroi) que governam (proestohtes de proistehmi) bem sejam considerados dignos de duplicada honra (timehs), especialmente os que labutam na pregação e no ensino" (1 Tm. 5:17) o que inclui as viúvas. As viúvas de maneira alguma receberam a honra que lhes competia. Apresentem portanto as suas ofertas ao bispo por si mesmos ou através dos diáconos, e quando ele as tiver recebido ele as distribuirá justamente ... E para aqueles que convidam viúvas para jantares ele [Nota CGP: o bispo] deve mandar freqüentemente aquela que ele sabe estar em mais aflição. [E outra vez, se alguém fizer doações para viúvas, ele mande preferivelmente aquela que estiver necessitada.] Mas que a porção do pastor seja dividida e separada para ele segundo a regra de jantares ou doações, embora ele não esteja presente, em honra de Deus Onipotente. Mas a quantidade (qualquer que for) que for dada para uma das viúvas, o dobro seja dado para cada um dos diáconos em honra a Cristo, (mas) duas vezes o dobro para o líder para a glória do Onipotente. Mas se alguém quiser honrar também os presbíteros, dê-lhes uma (porção) dobrada, em relação aos diáconos; pois eles devem ser honrados como os Apóstolos, como conselheiros do bispo e como a coroa da Igreja; pois eles são os moderadores e conselheiros da Igreja. Se houver também um leitor, que também receba com os presbíteros. Para cada Ordem, portanto, que cada um do laicato pague a honra que lhe compete, com doações e presentes e com o respeito devido a sua condição no mundo. [The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. IX, 88, 90, also found in "The Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book II, Section IV, Paragraphs XXVII and XXVIII, 410-411.] De novo ao bispo só é atribuído ter o poder de ligar e desligar, de modo que os primeiros frutos, dízimos, votos e ofertas parciais devem ser dados a ele. O bispo não precisa prestar contas pelo uso das ofertas. Pois o rei que usa o diadema reina somente sobre o corpo, e o liga e desliga somente na terra, mas o bispo reina sobre alma e corpo, para ligar e desligar na terra com poder celestial. Pois grande poder, celestial, onipotente é dado ... a ele. Portanto ame ao bispo como um pai, e teme-o como um rei, e honra-o como a Deus. Teus frutos e as obras das tuas mãos apresenta a ele, que tu podes ser abençoado; teus primeiros frutos e teus dízimos e teus votos e tuas ofertas parciais da para ele, pois ele tem necessidade deles para que ele possa ser sustentado, e para que ele possa dispensar também àqueles que estão necessitados, para cada um como parece justo a ele. Portanto, assim faças e guardes o mandamento através (daquele que é) o bispo e sacerdote e teu mediador com o Senhor ... Deus. Pois a ti é mandado dar, mas a ele, dispensar. E tu não exigirás uma prestação de contas do bispo, nem observarás como ele dispensa e desempenha sua mordomia, ou quando ele dá, ou para quem, ou onde, ou se bem ou mal, ou se ele dá imparcialmente; pois ele tem Um que exigirá, o Senhor Deus, que entregou esta mordomia nas mãos dele e o considerou digno do sacerdócio de tão grande ofício. Portanto, que tu não observes o bispo, nem exijas dele uma prestação de contas, nem fales mal dele e te oponhas a Deus e nem ofendas ao Senhor. [Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford: Clarendon, 1929) Chap. IX, 96, 98, 100, also found in "Constitutions of the Holy Apostles, The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book II, Section V, Paragraphs XXXIV and XXXV, 412-413.] A luta do bispo pelo controle do dinheiro é tratada repetidas vezes na Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., e mais tarde nas "Constituições dos Apóstolos Sagrados", provavelmente compilado por Pseudo Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C. Cumpre a ti ser cuidadoso com todos e vigilante de todos. Aqueles que fazem doações não eles mesmos com as próprias mãos as dão para as viúvas, mas as trazem a ti, que tu, que estás bem ciente daqueles que estão em aflição, podes, como um bom mordomo, fazer a distribuição para elas daquelas coisas que são dadas a ti, pois Deus sabe quem é que dá, embora aconteça que o doador não esteja presente. E quando tu fizeres a distribuição, diga para elas o nome daquele que deu, para que elas possam orar por ele pelo nome. [Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford: Clarendon, 1929) Chap. XIV, 131, also found in "Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraphs I, II, and IV, 427.] O Manual da Igreja Primitiva, Os Estatutos dos Apóstolos (The Statutes of the Apostles), provavelmente escrito por Pseudo-Ignácio, Antioquia, Síria (Oriente), nos primórdios de 300 d.C., regulamenta as doações de comida que eram dadas às viúvas, para ambas, as da lista e as viúvas idosas. Vamos olhar duas das citações concernentes às refeições dadas às viúvas. O texto etiópico, embora o título do parágrafo seja "concernente à refeição das viúvas", explica que pode não ser possível para as viúvas comerem na casa da pessoa que as convidou, em função do clero que foi convidado. Esta é uma atitude muito diferente de Atos 6, onde as viúvas receberam o seu sustento das mãos dos apóstolos, mas quando a tarefa ficou grande demais, a igreja elegeu diáconos para servir às viúvas. Agora os bispos, pastores e diáconos se assentam à mesa enquanto as viúvas recebem um lanche na mão e são mandadas embora. Estatuto 39. Concernente à refeição das viúvas. E se houver qualquer um que deseja em qualquer tempo convidar as viúvas e aquelas que são idosas, ele deve saciá-las (com comida) e mandá-las embora antes do anoitecer. E se não for possível em função do clero que foi convidado, ele lhes dará comida e vinho, e então as mandará imediatamente embora, e cada uma delas fará como quiser (com a comida e o vinho) nas respectivas casas. [The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London: Oxford, 1915) 161.] O texto arábico diz que pode não ser possível às viúvas virem em função da posição que obtiveram no sorteio e acrescenta que os primeiros frutos devem ser dados ao bispo. Capítulo trigésimo oitavo. Concernente à festa da viúvas. Se alguém desejar em qualquer tempo convidar as viúvas, então deixa-o convidar todas aquelas que sejam idosas: deixa-o saciá-las (com comida) e as despedir antes do anoitecer, e se não for possível (para elas virem) em função da posição que obtiveram no sorteio, deixa-o lhes dar vinho e comida para que elas possam comer nas respectivas casas, como quiserem. Trigésimo nono: Concernente aos primeiros frutos e os frutos que eles trazem ao bispo, e ele dará os nomes dos que doaram. Todos se apressarão em trazer ao bispo o primeiro dos frutos da sua ceifa, e o bispo também os tomará e os abençoará, e ele mencionará o nome daquele que os trouxe. [The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London: Oxford, 1915) 259.] Segundo este mesmo Manual, Os Estatutos dos Apóstolos (The Statutes of the Apostles), os primeiros frutos eram dados aos bispos, presbíteros e diáconos e suas famílias, porque nesta época o clero ainda podia se casar. Os dízimos foram dados ao clero, virgens, viúvas, e ao pobres. Os homens no poder estão adaptando uma classificação bem conhecida do Antigo Testamento. Qüinquagésima nona. Concernente aos primeiros frutos e aos dízimos. Todas as primícias serão trazidas para o bispo, presbíteros e diáconos, para eles comerem. Todos os dízimos eles receberão porque eles poderão ser para o clero, as virgens e as viúvas, e todos que são pobres comerão daquilo. Os primeiros frutos que são as primícias (são) somente para os sacerdotes e aqueles que ministram a eles. Sexagésimo. Concernente ao que sobrar da oblação, o que não foi oferecido na hora dos Mistérios ... As Elogias que sobraram do que não foi oferecido dos Mistérios, que os diáconos as dividam entre o clero, com a supervisão do bispo e do presbítero. Ele dará para o bispo quatro porções, dará ao presbítero três porções, ao diácono duas e, em último lugar, aos subdiáconos, leitores, aos cantores e às diaconisas -- ele dará a todos estes uma porção. Isto é bom (e) aceitável diante de Deus. Cada um será honrado (tima) segundo o seu grau, e não haverá igreja ensinando confusão mas boa ordem. [The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London, England and New York: Oxford, 1915) 280-281, see also 205, 348-349.] Voltar ao Conteúdo button 1 Timóteo 5:19-22 19 - Não aceites acusação contra um ancião (presbuterou), senão com duas ou três testemunhas. 20 - Aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor. 21 - Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade. 22 - A ninguém imponhas precipitadamente as mãos (cheiras tacheohs mehdeni epitithei), nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro. Esta passagem está lidando com a acusação contra um ancião (presbuterou), sua disciplina, a convocação para Timóteo a nada fazer com parcialidade, e a imposição das mãos que, no caso de pecado, seria um sinal de perdão. A disciplina de pastores (anciãos) e pastoras (anciãs) chamadas viúvas foi extensiva e encaixada em Manuais da Igreja, leis da igreja, escritos dos cristãos primitivos e na lei romana. Tomou a forma de acusações diretas, deveres de cada Ordem, leis da igreja e leis romanas que lidaram com a punição do clero, etc. Embora a próxima citação seja talvez desagradável para nós hoje, que pastoras (anciãs) chamadas viúvas participaram com os pastores (anciãos), e que de fato são nomeadas antes no exercício do juízo sobre pecadores arrependidos, está mostrado em "Sobre Modéstia," de Tertuliano, Cartago, Norte da África, 145-220 d.C. Por que é que vós mesmos, quando introduzis na igreja o adúltero arrependido, com o propósito de comover a irmandade pelas suas orações, fazei com que seja levado para o meio e colocado prostrado, vestido de tecido feito de pêlo de animal e cinzas, uma mistura de desgraça e horror, diante das viúvas, diante dos anciãos, suplicando pelas lágrimas de todos, lambendo as pegadas de todos, abraçando os joelhos de todos? [Tertullian, "On Modesty," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. IV, 86.] O poder da imposição das mãos sobre pessoas era considerado uma tarefa sacerdotal. Talvez por esta razão, embora seja mencionado na passagem seguinte e naquela que segue nA Didascalia Apostolorum, e cento e trinta anos mais tarde n"As Constituições dos Apóstolos Sagrados," como o bispo estava ganhando poder, ele tirou a imposição das mãos dos deveres das pastoras (anciãs) chamadas viúvas. Já usamos esta citação acima para estudar o quadro daquilo que as viúvas estavam fazendo. Agora devemos notar que a citação dA Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., embora confirme que pastoras (anciãs) chamadas viúvas impuseram as mãos sobre homens e mulheres, também confirma a luta feroz do bispo para rebaixar as viúvas. Viúvas devem ser modestas, obedientes aos bispos e diáconos, reverenciar, respeitar e temer o bispo como a Deus. E não ajam segundo a sua própria vontade, nem desejem fazer alguma coisa à parte daquilo que lhes é mandado, ou sem conselho falar com alguém a fim de dar uma resposta, ou andar de casa em casa para comer ou beber, ou jejuar com alguém, ou receber algo de alguem, ou impôr as mãos em e orar sobre alguém sem o mandamento do bispo ou do diácono. Mas se ela fizer algo que não lhe tenha sido mandado, seja repreendida por ter agido sem disciplina. Pois de onde sabes tu, ó mulher, de quem tu recebes, de que ministério és alimentado, ou para quem tu jejuas, ou sobre quem tu impões as mãos? Pois não sabes tu que concernente a cada um destes tu prestarás contas ao Senhor no dia do juízo, visto que comunicaste com as obras deles? [The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XV, 138, 140, also found in "Constitutions of the Holy Apostles," The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph VII, 429.] Há um bom número de palavras usadas nO Novo Testamento significando a imposição das mãos. Em 1 Timóteo 5:22 achamos epitithemi, que é usado para: Imposição das mãos para curar (por Jesus): Mt. 9:18, Mt. 19:13, Mc. 6:5; Mc. 16:18; Lc. 4:40, Lc. 13:13, (por Paulo): Atos 28:8. Imposição das mãos para receber o Espírito Santo: (por Pedro e João) Atos 8:17,18,19, (por Paulo) 19:6. Imposição das mãos para ordenar: (pelos Apóstolos nos sete) Atos 6:6, (pelos profetas e professores em Barnabé e Saulo) Atos 13:2-3. A luta do bispo pelo dinheiro e poder foi o que causou o rebaixamento na Igreja Primitiva das pastoras (anciãs) chamadas viúvas para diaconisas. A seguinte citação revela um pequeno fragmento da luta que o bispo teve pelo poder de perdoar pecados e pelo dinheiro, quando as viúvas eram severamente criticadas no Manual da Igreja Primitiva A Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., por não impor as mãos em outras viúvas doentes e irmãos. Ao mesmo tempo afirmaram que impuseram as mãos naqueles em pecado ou naqueles que saíram da igreja porque contribuíram muito. Mas tu, ó viúva, que estás sem disciplina, veja as tuas viúvas companheiras ou teus irmãos doentes, e não tenhas o cuidado de jejuar e orar pelos companheiros, e impor a mão sobre eles e visitá-los, mas se finges não ter saúde ou não ter tempo; mas para outros que estão em pecado ou já saíram da Igreja, porque eles contribuem muito, tu estás pronta e alegre para visitá-los. [The Didascalia Apostolurum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England: Clarendon, 1929) Chap. XV, 140.] Uma explicação da imposição das mãos sobre penitentes no Manual da Igreja Primitiva "Constituições dos Apóstolos Sagrados" ("Constitutions of the Holy Apostles") provavelmente compilado por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, cerca de 380 d.C. está explicado no Manual da Igreja Primitiva, O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord) compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C. Penitentes, nas C.A. (Constituições Apostólicas), são restaurados com a imposição das mãos. Em Test. eles não estão mencionados como uma classe (veja p. 194) -- Para a "imposição das mãos" no sentido de uma bênção, conferir II.5,6,20. A palavra grega subjacente é cheirotesia, que, com sua paralela siríaca, foi usada constantemente para ambos os sentidos para um contato verdadeiro e para um mero estender a mão em bênção, quer dizer, ver C.A. viii. 36-38, onde cherotesia foi usada para uma bênção. Note que cheirotesia, por outro lado, foi usada para ambos os sentidos para imposição das mãos em ordenação (quer dizer em C.A. viii.) e para eleição ou indicação do clero. [The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 182 //////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////// VII – Tito 1:5 e 2:2-5 –
Pastoras (Presbutidas=Anciãs): Classificação, Qualificações, e Deveres

Tito 1:5 – Estabelecesses (katastesne) anciãos (presbuterous)
Tito 2:2-3a – Mulheres idosas (presbutidas)
Tito 2:3b – Como sacerdotisas (hieroprepeis)
Tito 2:3c – Mestras do bem (kalodidaskalous)
Tito 2:4-5a – Ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos
Tito 2:5b – Para que a Palavra de Deus não seja blasfemada

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Texto Bíblico

Tito 1:
5 – Por esta causa te [Tito] deixei [Paulo] em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses (katastesne) anciãos (presbuterous), como já te mandei;
Tito 2:
2 – Exorta os velhos (presbutas) a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância;
3 – as mulheres idosas (presbutidas), semelhantemente, que sejam reverentes (hieroprepeis=como sacerdotissas) no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem (kalodidaskalous),
4 – para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos,
5 – a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a Palavra de Deus não seja blasfemada.

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Tito 1:5
5 – Por esta causa te [Tito] deixei [Paulo] em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses (katastesne) anciãos (presbuterous), como já te mandei;

Formas do verbo kathistemi para ordenar estão usados aqui em Tito 1:5 para os anciãos em cada cidade e em Atos 6:3 para os sete.
Indicar (Katastasis) é explicado por Cooper e Maclean. O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord) está traduzido do Siríaco.

A palavra siríaca para “indicar” não faz referência à imposição das mãos. É muitas vezes usada para ordenação do clero, mas também para qualquer indicação ou eleição, como, por exemplo, para um imperador. Parece se referir à ação toda da eleição à ordenação inclusive. A palavra correspondente em grego, que está provavelmente subjacente ao siríaco, a saber, katastasis, é a palavra mais comum para ordenação como um ato completo.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 153.]
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Tito 2:2-3a
2 – Exorta os velhos (presbutas) a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor e na constância;
3a – as mulheres idosas (presbutidas), No texto grego, estas mulheres idosas são pastoras (presbutidas=anciãs).
“O Pastor de Hermas,” era um dos livros mais populares, se não o livro mais popular na igreja cristã durante o segundo, terceiro e quarto séculos.
[Hermas, Introductory note on “The Pastor of Hermas,” The Ante-­Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. II, 6.]
Presbutis é usada para a anciã que representa a Igreja, o Espírito Santo, e o Filho de Deus n”O Pastor de Hermas,” por Hermas, Roma, Itália, 160 d.C.
A mulher idosa que instruiu Hermas foi chamada presbutis.
[Catherine Kroeger, Christian History, Vol. VII, No. 1, Issue 17, 11.]
E chegou uma mulher idosa (presbytis), vestida numa roupagem esplêndida, e com um livro na sua mão.
[Hermas, “The Pastor of Hermas,” The Ante-­Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. II, Book First, Vision First, Chap. II, 10.]
A lei da igreja é chamada lei canônica. Cânon 11 do Sínodo de Laodiceia, 343-381 d.C., proíbe pela primeira vez, a ordenação de pastoras (anciãs) chamadas viúvas. Enquanto estas mulheres são geralmente chamadas viúvas, quando os bispos queriam proibir a ordenação, evidentemente tinham de ser muito precisos e chamá-las de pastoras (presbutidas=anciãs), seu título do Novo Testamento como lemos em Tito 2:3.
Cânon 11. Presbytides, como são chamadas, ou presidentas (prokathehmenai), não devem ser apontadas (kathistasthai) na igreja.
[Council of Laodicea, 343-381 C.E., A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. XIV, 129, 153.]
Prokathehmenai é traduzido como “presidentas” em Cânon 11 do Sínodo da Laodiceia, e como “que assentam na frente” em vários lugares nO Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord) e n”O Segundo Livro de Clemente” (“The Second Book of Clement”), 450-499 d.C.
VIÚVAS QUE ASSENTAM NA FRENTE. Ver I. 19, 41, 43, II. 4, 8, etc. [Nota CGP: I é Testamento e II é “Segundo Livro de Clemente.”] O grego foi sem dúvida prokathehmenai. Que esta foi uma expressão técnica reconhecida é visto por I. 19, onde nós lemos “viúvas que são chamadas prokathehmenai”. Notamos que no Test. não há outras viúvas, como ordem, do que estas “que assentam na frente.”
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 198.]
I. 19. Eu lhe digo portanto como o santuário deve ser; … A casa do bispo fique ao lado daquele lugar que é chamado a corte da frente. Também aquela das viúvas que são chamadas “aquelas que assentam na frente.” Também aquela dos presbíteros e diáconos fique atrás do batistério. As diaconisas fiquem ao lado da porta da casa do Senhor. A Igreja tenha perto uma casa para hospedagem, onde o chefe dos diáconos pode hospedar estrangeiros.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 62-64.]

Epifânio de Salamis, Chipre, 315-403 d.C. admitiu o termo presbytidas mas errou quando disse:
Agora deve ser observado que a ordem da igreja exigiu somente diaconisas; ela também incluiu o nome “viúvas” das quais as mais velhas eram chamadas “anciãs” (presbytidas), mas jamais foram dados o grau de “presbíteras” (presbyteridas) ou “sacerdotisas” (hierissas).
[Epiphanius of Salamis, The Panarion of St. Epiphanius, Bishop of Salamis, Selected Passages, Philip R. Amidon, translator. (New York: Oxford University Press, 1990) 353.]

quadro
As razões por que Epifânio errou são:
O Novo Testamento dá as qualificações tanto para mulheres diáconos como para pastoras chamada viúvas e estas qualificações foram exigidas por séculos.
Da mesma sorte as mulheres (gunaikas hohsautohs) sejam sérias, não maldizentes, temperantes, e fiéis em tudo. (1 Tm. 3:11)
Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos. Só a que tenha sido mulher de um só marido, aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés dos santos, se socorreu os atribulados, se praticou toda sorte de boas obras. (1 Tm. 5:9-10)

Pastoras é a classificação das viúvas em 1 Tm. 5:2.
Não repreendas asperamente a um velho (presbuteroh=ancião) … às mulheres idosas (presbuteras=anciãs), como a mães. (1 Tm. 5:1-2)
Também se refere aO Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), cerca de 350 d.C ou mais tarde, onde uma oração é feita para, entre outros, o bispo, presbíteros, diáconos, presbíteras, subdiáconos, leitores, e diaconisas. A celebração da Páscoa foi regulamentada para todo o povo e as presbíteras deverão ficar na igreja com o bispo até ao amanhecer.
Pelo bispo que roguemos … Pelos presbíteros que roguemos … Pelos diáconos que roguemos … Pelas presbíteras que roguemos, que o Senhor possa ouvir as suas súplicas e guardar perfeitamente seus corações na graça do Espírito e as auxiliar no seu trabalho. Pelos subdiáconos, leitores, diaconisas que roguemos …
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 100-101.]
Que as viúvas fiquem até ao amanhecer no templo, tendo comida ali. Que as virgens permaneçam juntas no templo, e que o bispo as ajude e providencie para elas e que os diáconos a elas ministrem. Que as presbíteras fiquem com o bispo até ao amanhecer, orando e repousando.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) Book II, Chap. 19, 134.]
Os tradutores asseguram que estas presbíteras e as viúvas que se assentam na frente são as mesmíssimas pessoas.
PRESBÍTERAS … E AS VIÚVAS QUE ASSENTAM NA FRENTE. São estas as mesmas? Nós podemos assegurar, quase com certeza, na afirmativa no Testamento.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 199.]
O termo pastoras é usado em Tito 2:3.
As mulheres idosas (presbutidas=anciãs), semelhantemente, que sejam reverentes (hieroprepeis=como sacerdotisas) no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem. (Tito 2:3)
Também se refere ao Concílio da Laodicéia (The Council of Laodiceia), 343-381 d.C., onde pela primeira vez é proibido ordenar pastoras (presbytides=anciãs) chamadas viúvas.
Canon 11: “Presbytides, como são chamadas, ou presidentas, não devem ser consagradas na igreja.”
[Council of Laodiceia, d.C. 343-381, A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1952) Second Series, vol. XIV, 129, 153.]
Cerca de cem anos depois, pastoras (anciãs) chamadas viúvas “que se assentam na frente” com o clero ainda estavam sendo indicadas. No Manual da Igreja Primitiva, O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C., a viúva deve ser indicada (katastasis) depois de ser escolhida.
Lembre-se de que abaixo da transcrição de Tito 1:5, fizemos a citação:

Katastasis, é a palavra mais comum para ordenação como um ato completo.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 153.]
Uma oração é feita na indicação ou ordenação da pastora (anciã) chamada viúva.
Uma viúva seja indicada (katastasis), tendo sido escolhida.
A indicação (katastasis) deve ser assim: enquanto ela orar à entrada do altar e estiver com seus olhos voltados para baixo, que o bispo sussurre, de modo que os sacerdotes possam ouvir, assim:

Ó Deus, o Santo, o Mais Alto, que vês as [coisas] que são humildes, que tens escolhido os fracos e os poderosos; o Honrado que tens criado também aquelas [coisas] que são desprezadas; dê, Ó Senhor, o espírito de poder a esta Tua serva, e fortaleça-a com a Tua verdade, que em cumprir o Teu mandamento e servir na casa de Teu santuário, ela possa ser um vaso honrado para Ti, e possa [Te] glorificar no dia quando Tu glorificarás Teus pobres, Ó Senhor. E concedes-lhe o poder de realizar alegremente Teus ensinamentos que Tu tens determinado como uma regra para a Tua serva. Concede-lhe, Ó Senhor, o espírito de mansidão e de poder e de paciência e de bondade, de modo que, carregando com júbilo inefável Teu fardo, ela possa agüentar os labores. Sim, Ó Senhor Deus, que sabes a nossa fraqueza, aprefeiçoa a Tua serva para o louvor da Tua casa; fortalece-a para a edificação e o bom exemplo, [que a] santifiques, [que a] faças sábia; [que a] confortes, ó Deus, pois abençoado e glorioso é o Teu reino, Ó Deus o Pai. E para Ti, para Teu Unigênito Filho, nosso Senhor Jesus Cristo e para o Espírito Santo [que é] bom e adorável e o Criador da vida e de igual essência contigo, [seja] o louvor agora e antes de todos os mundos e pelos séculos e para todo o sempre.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) Chaps. 40 and 41, 105, 108-109.]

As pastoras devem ser como sacerdotisas no comportamento em Tito 2:3 que vamos estudar imediatamente.
As mulheres idosas (presbutidas=anciãs), semelhantemente, que sejam reverentes (hieroprepeis=como sacerdotisas) no seu viver, (Tito 2:3)
Logo vamos ver que sacerdotes (hiereus) incluíram viúvas nO Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), cerca de 350 d.C. ou mais tarde:
Que os sacerdotes (hiereus) recebam em primeiro lugar, na seguinte ordem: bispos, presbíteros, diáconos, viúvas, leitores, subdiáconos.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 76.]
Aquí terminamos as razões que explicam por que Epifânio errou.

Tito 2:3b
3b – semelhantemente, que sejam reverentes (hieroprepeis) no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho,

Nossa tradução diz que estas mulheres devem ser “reverentes” no seu viver. Esta é a versão dos tradutores de (hieroprepes) que está muito distante do sentido básico desta palavra. Deve ser traduzido “como uma sacerdotisa”.
Hieroprepes é formada de duas palavras gregas: hieros que significa “santo” e prepo que significa “ser apropriado, ser decoroso ou adequado”. Young diz que hieroprepes significa:

Próprio aos sacerdotes.
[Robert Young, Analytical Concordance to the Bible, Twenty-Second American Edition Revised. New York: Funk and Wagnalls, n.d., 487.]
Agora, pense do problema dos tradutores. Tito 2:3b está dentro de uma das duas passagens do Novo Testamento em que mulheres são chamadas pastoras (anciãs). Em cada uma destas duas passagens pastores (anciãos) estão em paralelo com pastoras (anciãs) (1 Tim. 5:1-2, Tito 2:2-3). Eles já decidiram traduzir pastoras (anciãs) como mulheres idosas o que preservará a idéia de que o Novo Testamento nunca fala de mulheres em posições de liderança na igreja. Eles olham para O Léxico Grego-Inglês de Bauer onde diz que hieroprepes significa:
Apropriado a pessoas ou coisas santas, santo, digno de reverência, do viver das mulheres velhas da congregação Tito 2:3. O significado mais especializado: como um sacerdote(tisa) resultando no uso da palavra para descrever a conduta de um sacerdote.
[Walter Bauer and others, A Greek ­English Lexicon of the New Testament (Chicago: University of Chicago, 1957, 1979) Second Edition, 372.]
No grego hieroprepeis modifica viver. É absurdo dizer que o Novo Testamento requer um viver condizente com pessoas sagradas, sagrado, digno de reverência, como sacerdotisas, de todas as mulheres idosas na igreja. Mas a palavra reverência lhes salta aos olhos. Não é absurdo dizer que todas as mulheres idosas deverão ser reverentes. Então a sua escolha de palavras está resolvida. Se a idéia de reverência fosse a tradução mais correta, estas mulheres estão convocadas a serem dignas de reverência.
Devemos estar cientes de que os léxicos gregos do Novo Testamento não nos fornecem com absoluta certeza o significado de palavras:

Faço esta ressalva para advertir aqueles de nós que temos confiado tão somente nos léxicos do grego do Novo Testamento. Não devemos usá-los como se fosse a referência final para o significado de palavras neo-testamentárias. Aqueles de nós que precisam confiar nas traduções em português devem ser exortados a procurar mais evidência, porque os tradutores do Novo Testamento não têm sido totalmente sensiveis à influência das suas próprias culturas nas suas traduções, que ostentam um preconceito predominantemente masculino. Na maior parte dos casos os léxicos do Novo Testamento são meramente coleções de várias traduções em português que já têm sido usadas para um determinado termo em grego. Eles não são livros de referência para informação exaustiva a respeito dos sentidos exatos que os autores gregos do primeiro século queriam dar direta ou metaforicamente, quando eles usam uma palavra específica, tal como “escravo” ou “cabeça”. Em muitos casos, como temos visto, traduções ãntigas e atuais, refletem o machismo dos tradutores, especialmente naqueles versículos que são críticos para nos ajudar a dialogar com a nossa cultura sobre o que significa ser um ser humano “normal”, seja masculino ou feminino.
[S. Scott Bartchy, “Power, Submission, and Sexual Identity Among the Early Christians,” in Essays on New Testament Christianity C. Robert Wetzel, editor. (Cincinnati: Standard Publishing, 1978), 50.]
O Manual da Igreja Primitiva, “Constituições dos Apóstolos Sagrados” (“Constitutions of the Holy Apostles”) provavelmente compilado por Pseudo-Ignácio em Antioquia, Síria, em cerca de 380 d.C., explica que foi uma reação contra o ateísmo que mulheres não obtiveram permissão para serem sacerdotisas. Claro que isto não obedece o ensino de 1 Timóteo 5:2 sobre pastoras (presbuteras), e de Tito 2:3 sobre pastoras (presbutidas) e comportamento como uma sacerdotisa (hieroprepeis).
Mas se nas constituições precedentes não temos permitido a elas ensinar, como é que alguém vai lhes permitir, contrário à natureza, desempenhar o ofício de um sacerdote? Esta é uma das práticas ignorantes do ateísmo gentio, a de ordenar sacerdotisas às deidades femininas, não uma das constituições de Cristo.
[“The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. VII, Book III, Section I, Paragraph IX, 429, also found in Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford: Clarendon, 1929) Chap. XV, 142.]
Viúvas estão ainda sendo arroladas entre os sacerdotes (hiereus) para receber a Ceia do Senhor no Manual da Igreja Primitiva, O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C. Está sendo explicada a ordem como a Ceia do Senhor é distribuida.
Que os sacerdotes (hiereus) recebam primeiro, assim: os bispos, presbíteros, diáconos, viúvas, leitores, subdiáconos. Depois destes aqueles que têm dons, aqueles recém batizados, crianças. O povo, da seguinte forma: velhos, virgens, e os demais.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 76.]
Hiereus e presbuteros são explicados pelos autores Cooper e Maclean.
Podemos destacar que há duas palavras siríacas equivalentes respectivamente para hiereus, sacerdos, e presbuteros, presbítero, o anterior significando ofício e dever, o posterior significando grau, e geralmente confinado à segunda ordem. Nesta tradução “sacerdote” traduz o anterior, e “presbítero” o posterior.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 177-178.]
Estou muito apreensiva em usar a seguinte citação para mostrar que haver caluniadoras entre as viúvas foi uma acusação do Manual da Igreja Primitiva Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C. A razão para eu crer que devemos usá-la com reserva é porque, neste documento, o bispo está trabalhando duramente para arrancar o dinheiro e o poder das viúvas. É a passagem mais violenta sobre as viúvas em qualquer um dos escritos da Igreja Primitiva.
Para contrabalançar a acusação pesada de que viúvas viviam de casa em casa e só queriam receber, devemos lembrar o que já estudamos sobre a distribuição dos bens. As viúvas ganharam uma porção e o bispo quatro porções. As viúvas não participaram das sobras da Ceia do Senhor, que foi uma refeição, nem dos primeiros frutos.

Uma viúva não deve então se extraviar ou correr de casa em casa. Pois aquelas que são andejas e sem vergonha não podem ficar quietas mesmo nas suas casas; pois elas não são viúvas, mas “carteiras,” e não ligam para mais nada a não ser em ficar prontas para receber. E porque elas são caluniadoras, tagarelas e murmuradoras, armam brigas, são atrevidas e sem vergonha. … Ora, tal viúva não se conforma ao altar do Cristo. Vemos que há viúvas que enxergam o assunto como comércio e recebem gananciosamente; que ao em vez de fazer boas (obras) e ceder ao bispo para a hospedagem de estrangeiros e o suprimento daqueles em aflição, elas emprestam a juros altos; interessam-se somente por Mammon, cujo Deus é sua bolsa e seu estômago; pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.
[The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England : Clarendon, 1929) 133-134, 136.), also found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Chap. XV, Book III, Section I, Paragraph V, 428a.]
Que viúvas não deverão ser dadas a muito vinho, tiramos do Manual da Igreja Primitiva, Os Estatutos dos Apóstolos (The Statutes of the Apostles), provavelmente escritos por Pseudo-Ignácio, Antioquia, Síria (Oriente), nos primórdios de 300 d.C.
Estatuto 17. Concernente a Viúva. Disse Kefas: Três viúvas serão ordenadas. Duas delas se dedicarão à oração por todos aqueles que estão em aflição, e sustento suficiente diário lhes será dado. Uma delas ficará com as mulheres que estão sofrendo doença, porque ela poderá apressar a recuperação delas, ser vigilante em zelar por mandar notíticas aos presbíteros. Ela não será gananciosa, nem ficará alcoolizada, a não ser que ela deixe o seu trabalho de vigiar e orar durante a noite. E se uma (delas) quiser fazer uma boa obra, que ela a faça conforme o mandamento, que ela poderá confortar o coração dos tristes, porque a bondade de Deus tem sido primeiramente tornada conhecida (a ela).
[The Statutes of the Apostles, G. Horner, translator. (London: Oxford, 1915) 136, also 242, 304.]
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Tito 2:3c
3c – mestras do bem (kalodidaskalous),
Pastoras (anciãs) têm um ministério de ensinar, autorizado por Tito 2:3-5. Tem sido notado com interesse que “mestras do bem”, kalodidaskalous, está no masculino e não no feminino, sugerindo que elas talvez tenham ensinado a ambos: homens e mulheres. Este ministério de ensinar foi tirado das viúvas durante a História da Igreja. Se nós usássemos a mesma interpretação literal deste versículo — que é usada por muitas pessoas que gostariam de aderir exatamente ao que está escrito e não levam em consideração qualquer costume antigo — diríamos que o Novo Testamento dá o ensino de mulheres para pastoras e homens não deverão ensinar mulheres. Quem usurpou o ministério de quem?
Tertuliano, Cartago, Norte da África, 145-220 d.C. ficou enraivecido contra Quintila que estava ensinando e batizando, de modo que ele atacou O Atos de Paulo [e Tecla] (The Acts of Paul [and Thecla]) a fim a destruir qualquer autoridade que poderia dar para uma mulher ensinar e batizar.

Mas se o escrito que vai erroneamente com o nome de Paulo pretende usar o exemplo da Tecla como licença para o ensino e batismo pelas mulheres, que elas saibam que, na Ásia, o presbítero que compôs aquele escrito, como se ele estivesse aumentando a fama de Paulo, da sua própria reserva, depois de ser convicto e confessar que ele o tinha feito pelo amor a Paulo, foi removido de seu ofício. Pois como é que poderia parecer confiável, que aquele que não tem permitido a mulher nem aprender com ousadia, deve dar a ela o poder de ensinar e batizar! “Que fiquem em silêncio,” diz ele, “e em casa consultem aos seus próprios maridos”.
[Tertullian, “On Baptism,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) Vol. III, 677.]
Sobre Tertuliano MacDonald diz:
Mas Tertulian estava sem dúvida errado, ao afirmar que o autor tramou estas histórias das suas próprias fantasias, pois várias delas são claramente tradicionais e provavelmente se remontam ao primeiro século. As pessoas que Tertuliano se opôs não aprenderam a história da Tecla da leitura dos Atos de Paulo; ao contrário, elas estavam simplesmente repetindo uma lenda cristã antiga que o autor dos Atos de Paulo também conhecia e incorporou no seu livro junto com outras lendas.
[Dennis Ronald MacDonald, The Legend and the Apostle (Philadllphia: Westminster, 1983) 17-18.]
Também sobre Tertuliano Davies diz:
Não há, entretanto, nenhuma razão para supôr que Tertuliano estivesse muito bem informado a respeito dos assuntos de igrejas individuais na Ásia, especialmente a partir do documento que ele relata, com felicidade, ter sido condenado. Isto resultou na humilhação de seu autor, que parece ter gozado grande favor nas igrejas orientais depois desta época. Tertuliano é notório pela disposição de manipular fatos no interesse de discurso retórico e florido. Ademais, os Atos de Paulo na seqüência de Tecla (contra a qual Tertuliano está argumentando), faz pouco para acrescentar à reputação de Paulo, embora Tertuliano afirmar que este tenha sido o alegado propósito deles.
[Stevan L. Davies, The Revolt of the Widows. (Carbondale and Edwardsville IL: Southern Illinois University, 1980) 108]
Paulo dá autoridade apostólica para Tecla “ide e ensinar a palavra de Deus!”
40. Mas Tecla anelou por Paulo e o procurou, mandando buscá-lo em todos os prováveis lugares onde o encontraria. Foi relatado a ela que ele estava em Mira. Então ela tomou jovens e criadas e cingiu se, e costurou seu manto em capa conforme a moda dos homens e foi-se para Mira, e achou Paulo falando a Palavra de Deus. … Ela disse para ele: “Eu tenho tomado o banho, Paulo; pois Aquele que trabalhou em ti pelo Evangelho também tem trabalhado comigo por meu batismo”. … E Tecla levantou-se e disse para Paulo: Eu estou indo a Icônio”. Mas Paulo disse: “Ide e ensinai a Palavra de Deus!” … E após ela haver dado este testemunho, ela foi para Seléucia; e depois de esclarecer a muitos com a Palavra de Deus, ela adormeceu com um sono profundo.
[“The Acts of Paul [and Thecla],” New Testament Apocrypha, Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. (Philadelphia: Westminster, 1964) Vol. II, 364.]
Também o Manual da Igreja Primitiva, A Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C. alega que mulheres não deverão falar de como nosso Senhor se revestiu de um corpo e nem concernente a sua morte.
Pois, quando os gentios que estão sendo instruidos ouvirem a Palavra de Deus não falada como deve ser, ou seja, para a edificação da vida eterna — quanto mais que lhes foi falado por uma mulher — como nosso Senhor se vestiu num corpo e também concernente à paixão de Cristo, eles vão zombar e desdenhar, em vez de aplaudir a palavra da doutrina, e ela incorrerá em pesada pena pelo pecado..
[The Didascalia Apostolorum, R. Hugh Connolly, translator. (Oxford, England : Clarendon, 1929) 133, this paragraph is not found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) Vol. VII, Chap. XV, Book III, Section I, Paragraph V, 427.]
Enquanto profetas e profetisas, sacerdotes e levitas desejaram ardentemente ouvir tal mensagem de que o Senhor se vestiu de um corpo e do seu sofrimento, Maria foi a primeira pessoa humana a quem Deus, atravéz de um anjo, disse que Ele vestiria Jesus num corpo.
Maria carregou este corpo divino dentro de seu próprio corpo humano.

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus”. (Lucas 1:31)
Para a pergunta prática de Maria sobre como é que isto poderia ser, o anjo respondeu:
“Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”. (Lucas 1:35)
Maria deu à luz a este corpo divino do seu próprio corpo humano.
“Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”. (Lucas 2:6-7)
Enquanto foi muito perigoso para os homens estarem lá, mulheres estavam ao pé da cruz:
“Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe e Maria, mulher de Clópas e Maria Madalena”. (João 19:25, ver também Mateus 27:55-56, Marcos 15:40-41, e Lucas 23:49)
Mulheres, que tinham viajado com Jesus e os discípulos, testemunharam a respeito do sepulcro onde ele foi colocado:
“E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado”. (Lucas 23:55, ver também Mateus 27:61 e Marcos 15:47)
Mulheres foram as primeiras a se dirigirem ao sepulcro, no primeiro dia da semana:
“Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol”. (Marcos 16:1-2, ver também Mateus 28:1, Lucas 24:1 e João 20:1)
Um anjo mandou que as mulheres contassem a respeito da ressurreição:
“Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro”. (Marcos 16:7, ver também Mateus 28:7)
O Jesus ressurgido mandou as mulheres contar a respeito da ressurreição:
“Ide dizer a meus irmãos”. (Mateus 28:10b, ver também João 20:17)
Todas as ordens do Novo Testamento para mulheres ensinarem e falarem sobre como nosso Senhor se vestiu num corpo. que vimos acima e também as concernentes à crucificação de Cristo, foram proibidas mais tarde pela Igreja Primitiva.
Se não fosse o testemunho de mulheres, nós nem saberíamos a respeito destas ocorrências. Entretanto, o escrever foi considerado uma extensão do falar para mulheres. Homens tomaram o testemunho de mulheres diretamente do seus lábios e o escreveram como histórias de homens. À medida que se afastou mais e mais da influência poderosa de Jesus, a Igreja Primitiva mudou do exercício dos dons do Espírito Santo para o exercício de poder e de posição. Mulheres foram reprimidas severamente.

Eu me lembro como fiquei perplexa, no seminário, quando um professor sutilmente sugeriu que os escritores dos Evangelhos “talvez” tivessem obtido de mulheres alguma fonte utilizada. Parecia claro para mim que isto havia acontecido. Eu também me lembro quão profundamente fiquei abalada ao assistir a uma peça a respeito da ressurreição apresentada pela União Missionária de Mulheres da Convenção Batista do Sul, no acampamento em Glorieta, Novo Mexico, em que um homem na peça teve uma fala mais ou menos assim: “A Maria Madalena disse que ela tinha visto o Senhor.” Como foi fraco, como foi sem impacto emocional, quando tirada dos lábios de uma mulher que foi a testemunha ocular para os lábios de um homem que o aprendeu de segunda mão. A maior mensagem que o mundo jamais conheceu foi lançada debilmente na audiência.

O Manual da Igreja Primitiva A Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C. desafia o ministério da viúva duma maneira que vai diretamente contra o ensino bíblico, desvaloriza a palavra das mulheres e vira o lindo símbolo do altar de Deus contra o ministério de ensino das pastoras (anciãs) chamadas viúvas.

Não está certo nem é necessário, portanto, que mulheres devam ser professoras, e especialmente ensinar a respeito do nome de Cristo e a redenção da Sua paixão. Pois vós não tenhais sido indicadas para isto, Ó mulheres, e especialmente viúvas, que deveis ensinar, mas que deveis orar e suplicar ao Senhor Deus. Pois Ele o Senhor Deus, Jesus Cristo nosso Professor, nos mandou os Doze para instruir o Povo e os Gentios; e havia junto conosco mulheres discípulas, Maria Magdalena e Maria — a filha de Tiago — e a outra Maria; mas Ele não as mandou instruir o povo conosco. Pois se fosse requerido que mulheres devessem ensinar, nosso próprio Mestre teria mandado estas a darem instrução junto conosco. Mas que a viuva saiba que ela é o altar de Deus; e que ela fique assentada sempre em casa, e não se extravie ou corra de casa em casa dos fieis para receber. Pois o altar de Deus nunca se extravia ou corre por aí, mas é fixo em um só lugar.
[The Didascalia Apostolorum, trans. R. Hugh Connolly (Oxford, England: Clarendon, 1929) chap. XV, 133, also found in “The Constitutions of the Holy Apostles,” in The Ante-Nicene Fathers, ed. Alexander Roberts and James Donaldson (Grand Rapids: Eerdmans, 1951) vol. VII, book III, section I, paragraph VI, 427-428.]
A Igreja Primitiva estava reagindo violentamente à religião antiga da deusa, quando a palavra das mulheres foi poderosa e autoritária. Esta foi, na minha opinião, a razão por que homens cristãos puderam dizer algo tão absurdo como “e quanto mais em que é lhes falada por uma mulher”. O escritor certamente não tem a mesma atitude de Deus, Jesus Cristo, o Espírito Santo, ou a igreja do Novo Testamento, que validaram a palavra de mulheres e as equiparam com o dom de ensinar.
Nós devemos basear todas as nossas crenças sobre o ensino por mulheres nos ensinamentos de Cristo e reconciliar as duas passagens usadas contra o ensino por mulheres, I Cor. 14:34-35 e I Tm. 2:8-15, com estas. Jesus e anjos sabiam exatamente o que foi a lei judaica a respeito de mulheres, ainda assim eles deram a mulheres a tarefa de ir e ensinar os discípulos e a Pedro! Ao proibir o ministério de ensino das mulheres, a Igreja Primitiva contrariou a ordem de Deus através de anjos, a ordem de Jesus, os dons do Espírito Santo, o exemplo da Priscila, e o ensino de Tito 2:3-5 que estamos estudando.

Mateus 28:7
(Um anjo de Deus disse para Maria Madalena e a outra Maria), “Ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos.”
Mateus 28:10
Então lhes (Maria Madalena e a outra Maria) disse Jesus: Não temais; ide dizer a meus irmãos.
Marcos 16:7
Um anjo de Deus disse para Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé) Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro.
João 20:17
Disse-lhe (para Maria Madalena) Jesus, … mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
Romanos 12:6-7
De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, … se é ensinar, haja dedicação ao ensino.
I Coríntios 12:1,7,8,11,28,31
(1) Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
(7) A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.
(8) Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
(11) Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.
(28) E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres.
(31) Mas procurai com zelo os maiores dons.
Efésios 4:7,11,12
(7) Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo. …
(11) E ele deu uns como … mestres,
(12) tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério (diakonias), para edificação do corpo de Cristo.
I Pedro 4:10-11
(10) Servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus.
(11) Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus … para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo.
Atos 18:24-26
(24) Ora, chegou a Éfeso certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras.
(25) Era ele instruído no caminho do Senhor e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão as coisas concernentes a Jesus, conhecendo entretanto somente o batismo de João.
(26) Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; mas quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo e lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus.
Tito 2:3-5
(3) As mulheres idosas (presbutidas), semelhantemente, que sejam reverentes (hieroprepeis) no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem (kalodidaskalous),
(4) para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos,
(5) a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a Palavra de Deus não seja blasfemada.
O Manual da Igreja Primitiva, A Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C. mostra que quando os bispos estavam em condições de rebaixar as pastoras (anciãs) chamadas viúvas para diaconisas, então o batismo e ensino de mulheres tornaram-se problemas sérios e o ministério de diaconisas começou a ser muito valorizado.
E, quando aquela que está sendo batizada tem subido da água, que a diaconisa a receba e a ensine e instrua sobre como o selo de batismo deve ser (mantido), não quebrado em pureza e santidade. Por esta causa nós dizemos que o ministério de uma diaconisa é especialmente necessário e importante. Pois Nosso Senhor e Salvador também recebeu o ministério de ministras, Maria Madalena, e Maria, a filha de Tiago e mãe de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu, com outras mulheres também. E tu tens também necessidade do ministério de uma diaconisa para muitas coisas, pois uma diaconisa é ideal para entrar nas casas dos pagãos, onde há mulheres crentes, para visitar aquelas que estão doentes, e ministrar a elas naquilo do que elas têm necessidade e dar banho naquelas que começaram a se recuperar da doença.
[Didascalia Apostolorum, trans. R. Hugh Connolly (Oxford: Clarendon, 1929) Chap. XVI, 147-148 also found in “Constitutions of the Holy Apostles,” in The Ante-Nicene Fathers,” Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Eerdmans, 1950) vol. VII, book III, section II, paragraphs XVI, 431.]
Agora nós estamos prontos a ler a informação incorreta de Orígenes, Alexandria, Egito, 185-254 d.C., e ver como ele usa 1 Cor. 14:34 e 1 Tm. 2:12. Ele remonta a um argumento judaico que se mulheres fossem ensinar daria a impressão que não havia homens capazes e isso iria humilhar os homens. Então ele decidiu que 1 Cor. 14:35 significa não que mulheres casadas deveriam consultar os seus próprios maridos em casa, mas que todas as mulheres que não tivessem maridos deveriam consultar um irmão, um parente, ou um filho. Acho que ele esqueceu:
Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando. (Dt. 4:2) e tudo o que eu te ordeno, observarás: nada lhe acrescentarás nem diminuirás. (Dt. 12:32)
Orígenes disse:
Embora todos falam e tenham permissão para falar quando lhes são concedidas revelação, “as mulheres,” ele diz, “estejam caladas nas igrejas.” (1 Cor. 14:34) Eles de maneira nenhuma cumprem este mandamento, aqueles discípulos de mulheres, que escolham como suas mestras Priscila e Maximilla, não Cristo, o Cônjuge da Noiva (Apoc. 21:2) Mas, que sejamos jogadores de bom temperamento, e lidemos com os argumentos que eles julgam convincentes. O Evangelista Filipe, dizem eles, teve quatro filhas, e todas profetizaram. (Atos. 21:9) Se elas profetizaram, o que é de se estranhar, eles perguntam, se nossos próprias profetizas — como elas são chamadas — também profetizam? Vamos então resolver esta dificuldade. Primeiro, desde que você diz: “Nossas mulheres profetizaram,” mostra nelas os sinais da profecia. Segundo, se as filhas de Filipe profetizaram, pelo menos elas não falaram nas assembléias; pois nós não achamos este fato nos Atos dos Apóstolos. Muito menos no Antigo Testamento. É dito que Débora foi uma profetisa (Juizes 4:4). Maria, a irmã de Arão, pandeiro na mão, liderou o coro das mulheres (Êxodo 15:20-21). Não há evidência que Débora proferiu mensagens ao povo, como fizeram Jeremias e Isaías. Hulda, que foi uma profetisa, não falou ao povo, mas somente a um homem, que a consultou em casa. (2 Reis 22:14-20) O próprio Evangelho menciona uma profetiza, Ana, a filha de Fanuel, do tribo de Aser, (Lucas 2:36) mas ela não falou publicamente. Mesmo se for concedido a uma mulher profetizar e mostrar o sinal da profecia, ela nem por isso está permitida a falar numa assembléia. Quando Maria, a profetisa, falou, ela estava liderando um coro de mulheres. Pois “É indecoroso para a mulher o falar na igreja,” (1 Cor. 14:35) e: “Não permito que a mulher ensine” e muito menos “tenha domínio sobre o homem.” (1 Timóteo 2:12) Embora os dados acima digam mais categoricamente que uma mulher não tem o direito de guiar um homem pelo uso da palavra, eu provarei ainda esta posição de um outro texto. “Exorta as mulheres idosas a se comportarem como convém às mulheres santas, ensinando o que é bom, de modo a formar mulheres jovens em sabedoria,” e não simplesmente “Que ensinem.” (Tito 2:3-4) Certamente, mulheres devem também “ensinar o que é bom,” mas homens não devem se assentar para escutar a uma mulher, como se não houvesse homens capazes de comunicar a Palavra de Deus. “E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja”. (1 Coríntios 14:35) A mim me parece que a expressão “seus maridos” não se refere somente aos maridos, pois se aquilo fosse o caso, ou virgens falariam na assembléia, ou elas não teriam ninguém para as ensinar, e o mesmo é verdade para viúvas. Mas será que “seus maridos” não pode também significar um irmão, um parente, ou um filho? Enfim, que a mulher aprenda do homem que é seu próprio, entendendo “homem” no seu sentido genérico, como o contraparte da “mulher”. “Porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja,” não importa o que ela diz, mesmo se ela disser coisas admiráveis, ou até coisas santas, isto é de nenhum valor, desde que vieram da boca de uma mulher. “A mulher numa assembléia:” claramente este abuso está denunciado como indecoroso — um abuso pelo qual a assembléia inteira está responsável.
[Origen, “Fragments on First Corinthians” 74 (JTS 10, 40-42), cited in Roger Gryson, The Ministry of Women (Collegeville: Liturgical, 1976) 28-29.]
Origines em “Fragmentos sobre 1 Coríntios” acima diz que “Embora todos falam e são permitidos a falar” é cancelado por 1 Coríntios 14:34. Isto também cancelaria as seis ordens para exercer os dons do Espírito Santo em 1 Cor. 14 (versículos 1, 5, 12, 26b, 31, 39), as ordens de anjos e de Jesus Cristo para mulheres falarem e até a Grande Comissão quanto às mulheres.
Origines diz que as quatro filhas de Filipe “não falaram nas assembléias; pois nós não achamos este fato nos Atos dos Apóstolos”. Um dos princípios de interpretação bíblica é que não se pode argumentar do silêncio. Isto quer dizer que não podemos argumentar que as quatro filhas de Filipe não falaram nas assembléias porque o Novo Testamento não relata isto. Entretanto, Eusébio (260-340 d.C.), o primeiro historiador da igreja cuja obra chegou a nós, explica a maneira como elas pregaram. De fato Eusébio menciona quatro homens e cinco mulheres pregadores do Novo Testamento. Ele também repreendeu os seguidores de Montano por não ter mais pregadoras.

Depois de declarar outros assuntos, ele enumera aqueles que haviam profetizado durante o Novo Testamento. Entre estes, menciona uma Amias e Quadrato. ‘Mas o profeta falso’, ele diz, ‘está arrebatado por uma êxtase veemente, acompanhado pela falta de toda vergonha e temor. Começando, de fato, com uma ignorância proposital, e terminando, como já foi dito em loucura involuntária. Eles jamais serão capazes de mostrar que qualquer um do Antigo ou qualquer um do Novo Testamento, estava assim agitado violentamente e arrebatado em espírito. Nem serão capazes de jactar que Ágabo, ou Judas, ou Silas, ou as filhas de Filipe, ou Amias em Filadélfia, ou Quadrato, ou outros que não pertencem a eles, jamais agiram desta maneira’. De novo, depois de um pouco, ele diz: ‘Se depois de Quadrato e Amias em Filadélfia, as mulheres que seguiram Montano prosseguiram no dom da profecia, que eles nos mostrem quais mulheres entre eles sucederam Montano e suas mulheres. Pois o apóstolo mostra que o dom a profecia dever estar em toda a igreja até a vinda do Senhor, mas eles não podem de maneira alguma mostrar qualquer uma nesta época, o décimo quarto ano desde a morte da Maximilla’.
[Eusebius, The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus, Christian Frederick Cruse, translator. (Grand Rapids: Baker, 1981) 199.]
Origines diz “Não há evidência de que Débora proferiu mensagens ao povo”. Débora tem dois títulos: pregadora (profetisa) e juíza.
Até o século oitavo, o termo “profeta” aparece ligado aos nomes de um número considerável de pessoas. Cinco nomes proeminentes das épocas premonárquicas são associados por tradição com o título: Abraão (Gen. 20:7), Arão (Ex. 7:1), Miriã e Débora (ambas naviah; Ex. 15:20; Jz. 4:4), e Moisés (Dt. 18:18; 34:10; ver Num. 11:26-29; 12:5-8.)
[The Interpreter’s Dictionary of the Bible. George Arthur Buttrick, dictionary editor, and others. Vol. K-Q. (New York, Nashville: Abingdon Press, 1962) 905.]
O Cântico da Débora (Jz. 5:2-31), que celebra a sua realização, é um dos exemplos da literatura hebraica mais antigos ainda em existência. É a única fonte contemporânea de qualquer extensão deste período (século décimo segundo a.C.) e é portanto de importância sem paralelo para o estudo da literatura, história e religião hebraica primitiva. É um poema magnífico, contendo algumas das mesmas formas de paralelismo poético que são achados nos textos cananitas antigos, de Ugarito (ver Jz. 5:3-7; C. H. Gordon, Ugaritic Handbook [1974], Baal and Anat 51, V.94-97; 76, II.26-28). Mostra os hebreus ainda isolados na área montanhosa da Palestina, ainda não unidos em qualquer organização tribal duradoura, e somente agora capazes de desafiar o controle cananeu das planícies férteis e as rotas de negócios (Jz. 5:6, 13-18). É um cântico de vitória na guerra, torna vívida as atitudes antigas para com Deus, o Deus de Guerra de Israel, vindo para lutar contra seus inimigos com tempestade e torrente (versos 4, 20-21). Jz. 4:2-24 dá um relatório em prosa mais tarde destes mesmos eventos.
[The Interpreter’s Dictionary of the Bible. George Arthur Buttrick, dictionary editor, and others. Vol. A-D. (New York, Nashville: Abingdon Press, 1962) 808-809.]
Origines diz: “Quando Maria, a profetisa, falou, ela estava liderando um coro de mulheres”.
Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um tamboril e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro. (Ex. 15:20-21)
(Miriã e Arão também disseram:) “Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós?” (Números 12:2)

(O Senhor disse:) “Pois te fiz subir da terra do Egito e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti a Moisés, Arão e Miriã. (Miquéias 6:4)

Origines diz “Hulda, que foi uma profetisa, não falou ao povo, mas somente a um homem, que a consultou em casa. (2 Reis 22:14-20)” Mas o Antigo Testamento em 2 Reis 22:8-20 e 2 Crônicas 34:14-28 dá um quadro muito maior:
(11) E sucedeu que, tendo o rei ouvido as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes.
(12) Então o rei deu ordem a Hilquias, o sacerdote, a Aïcão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o escrivão, e a Asías, servo do rei, dizendo:
(13) Ide, consultai ao Senhor por mim, e pelo povo, e por todo o Judá acerca das palavras deste livro que se achou.” (2 Reis 22:11-13a)
Hulda não somente autenticou a palavra de Deus, mas teve uma mensagem de Deus para os cinco homens que o rei tinha mandado e também para o rei. Ela usa a introdução profética: “Assim diz o Senhor”. O rei Josias empreendeu uma grande reforma religiosa baseada na profecia da Hulda.
(22) Então Hilquias e os enviados do rei foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Tocate, filho de Hasra, o guarda das vestiduras (ela habitava então em Jerusalém na segunda parte); e lhe falaram a esse respeito.
(23) E ela lhes respondeu: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:
(24) Assim diz o Senhor: Eis que trarei o mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber, todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá.
(25) Porque me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos; portanto o meu furor se derramará sobre este lugar, e não se apagará.
(26) Todavia ao rei de Judá, que vos enviou para consultar ao Senhor, assim lhe direis: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Quanto às palavras que ouviste,
(27) porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor.
(28) Eis que te ajuntarei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes. E voltaram com esta resposta ao rei. (2 Crônicas 34:22-28)
Origenes também diz que “O próprio Evangelho menciona uma profetiza, Ana, a filha de Fanuel, do tribo de Aser, (Lucas 2:36) mas ela não falou publicamente”. Entretanto, devemos notar que ela foi uma pregadora, que ela foi uma viúva, que ela residia no templo, e que ela “deu graças a Deus e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém”. Ora aquilo outra coisa não foi do que pregar publicamente.
(36) Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;
(37) e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
(38) Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. (Lucas 2:36-38)
A proibição da viúva ensinar nA Didascalia Apostolorum, Síria ou Palestina, 200-249 d.C., não foi o ensino do Manual da Igreja Primitiva, O Testamento do Nosso Senhor (The Testament of Our Lord), compilado provavelmente na Síria Oriental, 450-499 d.C. A viúva é para ser indicada (katastasis) depois de ser escolhida. O ministério de ensino das viúvas tem grande autoridade e ela está acima das diaconisas e das virgens.
Lembre se que em Tito 1:5 nós falamos que indicar (katastasis) é a palavra mais comum para ordenação como um ato completo.

Que uma viúva seja indicada (katastasis), sendo escolhida … Que ela faça, com temor, tremor e seriedade as coisas que se fizerem conhecidas a ela. Que ela instrua aquelas mulheres que não obedecem; que ela ensine aquelas que não têm aprendido; que ela converta aquelas que são tolas; que ela as instrua a serem sérias; que ela prove as diaconisas; que ela faça aquelas que entrarem a saberem de que classe e quem elas são; que ela também as instrua, para que elas fiquem. Para aquelas que ouvirem, que ela aconselhe pacientemente aquelas coisas que são apropriadas. Para aquelas que são desobedientes depois de três instruções, que ela não fale. Que ela ame aquelas que desejarem ficar em virgindade ou em pureza; aquelas que se opuserem a que ela as corriga modesta e quietamente. Com todas, que ela seja pacífica. Que ela, em conversa privativa, feche a boca daquelas que falam muito e à toa; mas se elas não a ouvirem, que ela leve consigo uma mulher idosa, ou que ela leve [o assunto] aos ouvidos do bispo. … Que ela não faça trabalho secular. … Pois aquelas [pastoras (anciãs) chamadas viúvas] que têm ministrado bem, serão louvadas pelos arcanjos.
[The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators.(Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 105-107.]
O Testamento de Nosso Senhor (The Testament of Our Lord) menciona de novo o ministério de ensino das viúvas que assentam na frente com o clero. O bispo deve apoiar o ensino das viúvas.
II.4. … Que cada mulher cubra a sua cabeça com o seu cabelo também. Que as mulheres graciosa e decorosamente mostrem sua modéstia no seu adorno, e que não sejam adornadas com cabelo trançado ou com pedras [preciosas], a não ser que os jovens que estão na igreja sejam atraídos, mas com modéstia e conhecimento. Mas se não, que elas sejam instruídas pelas viúvas que assentam na frente. Mas se resistirem rebeldemente, que o bispo as reprove.
[Clement, “Second Book of Clement” in The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. (Edinburgh: T. & T. Clark, 1902) 119-120.]
As viúvas de fato ensinaram na Igreja Primitiva. Hammack nos brinda com um resumo da vida de Marcela de Roma, viúva, 325-410 d.C.
Marcela … uma viúva cristã de um família romana nobre. Ela converteu seu palácio em um lugar de retiro para estudo bíblico, ensino e atividades cristãs. Ela usou a sua riqueza e energia para o trabalho beneficente, práticas acéticas, incluindo oração e ensino das Escrituras para outras mulheres da nobreza na Roma. Jerônimo ficou no palácio dela durante três anos, ensinou e traduziu textos hebraicos e gregos em latim, pois o Papa Dámaso o tinha comissionado a fazer uma revisão dos evangelhos latinos, em 382. Jerônimo referiu ao palácio de Marcela como uma “Ecclesia Domestica”, ou igreja doméstica, pois não somente havia ali classes bíblicas, mas foi uma casa de meditação, oração, e culto. Foi ali que Paula e sua filha decidiram ajudar Jerônimo no seu trabalho de tradução e onde Fabíola foi inspirada a estabelecer o primeiro hospital em Roma. Muitos outros projetos resultaram da confraternização e reclusão no palácio de Marcela. Quando Roma foi sitiada pelos Godos em 410, Marcela foi tratada brutalmente, resultando na sua morte com a idade de oitenta e cinco anos.
[Mary L. Hammack, A Dictionary of Women in Church History (Chicago: Moody, 1984) 97.]
Jerônimo, dois anos depois da morte de Marcela, escreveu esta memória, Carta 127, para Princípia, que havia sido a companheira constante da Marcela.
Naqueles dias nenhuma dama de estirpe nobre havia feito a profissão pela vida monástica, ou tinha arriscado — tão estranha, ignominiosa e degradante que então parecia — a publicamente se chamar de freira. Foi de alguns sacerdotes de Alexandria, e do Papa Atanásio, e subseqüentemente de Pedro, que, para escapar a perseguição dos hereges arianos, tinham todos se refugiado em Roma como o abrigo mais seguro em que se podia achar comunhão — foi destes que Marcela ouviu sobre a vida do Antônio, o abençoado, então ainda vivo e dos mosteiros fundados por Pacônimo, na Tebaida e da disciplina estabelecida para virgens e viúvas. Nem foi ela envergonhada por professar uma vida que demonstrava que ela havia de fato aprendido a como ser agradável a Cristo … O leitor descrente pode talvez rir de mim por me demorar tanto no louvor de simples mulheres … Pois nós julgamos a virtude de pessoas não pelo sexo mas pelo caráter, e consideramos aqueles que têm renunciado tanto a grau de nobreza como à riqueza, como dignos da glória mais alta. … Quando as necessidades da Igreja em fim me trouxeram à Roma na companhia dos pontífices Paulino e Epifânio — o primeiro do qual governou a igreja da Antioquia Siríaco, enquanto o segundo presidiu sobre aquela de Salamis no Chipre, — eu na minha modéstia fui a favor de evitar os olhos das damas de nobre estirpe, no entanto ela suplicou tão sinceramente, “tanto na estação e fora da estação” como diz o apóstolo, que em fim perseverância dela venceu a minha relutância. E, como naqueles dias o meu nome foi tido em alguma reputação como aquele de um aluno das escrituras, ela nunca veio me visitar que não me fizesse alguma pergunta concernente a elas, nem ela aquiesceu logo com as minhas explicações, mas ao contrário, as contestava, não, entretanto, no interesse de argumentar mas para aprender as respostas àquelas objeções que poderiam, como ela entendeu, ser feitas às minhas declarações. Tenho medo de dizer quanta virtude e habilidade, quanta santidade e pureza eu achei nela! Isto para que eu não exceda os limites da crença dos homens e a fim de que eu possa aumentar a sua tristeza por lhes lembrar das benções que têm perdido. Só isto eu vou dizer, que tudo quanto em mim foi o fruto de longo estudo e como tal, feito pela meditação constante uma parte da minha natureza, isto ela provou, isto ela aprendeu e fez por ela mesma. Conseqüentemente, depois da minha partida de Roma, no caso de uma disputa surgir quanto ao testemunho da Escritura sobre qualquer assunto, se recorria a ela para solucioná-la. Tão sábia foi ela e tão bem ela compreendeu o que os filôsofos chamam to prepon, quer dizer, “vir-a-ser”, em que ela fez, que, quando ela respondeu às questões, ela deu a sua própria opinião não como sua própria mas como de mim ou de outra pessoa, assim admitindo que o que ela ensinou ela própria tinha aprendido de outros. Pois ela sabia que o apóstolo tinha dito: “Pois não permito que a mulher ensine”, e ela não iria parecer infligir uma ofensa sobre o sexo masculino muitos dos quais (incluindo sacerdotes) a questionaram concernente a pontos obscuros e duvidosos … Nos subúrbios vocês acharam por si uma reclusão monástica, e escolheram a zona rural em vez da cidade por causa da sua solidão. Por muito tempo vocês residiram juntas, e como muitas damas moldaram a sua conduta por seus exemplos, eu tive a alegria de ver Roma transformada em uma outra Jerusalém. Estabelecimentos monásticos para virgens se tornaram numerosos, e de eremitas havia números incontáveis. De fato, tantos foram os servos de Deus que o monasticismo — que tinha sido antes um termo de deboche — se tornou subseqüentemente um de honra … Enquanto Marcela estava assim servindo ao Senhor em santa tranqüilidade, surgiu nestas províncias um ciclone de heresia que jogou tudo numa confusão … Foi então que a santa Marcela, que por muito tempo havia se reprimido, a não ser que ela pensasse estar agindo por motivos de partido, se jogou na brecha. Consciente que a fé de Roma — uma vez louvada por um apóstolo — estava agora em perigo e que esta nova heresia estava conquistando para si não somente sacerdotes e monges mas também muitos dos leigos, além de impor no bispo que imaginou outros tão sinceros como ele mesmo foi, ela se opôs publicamente a seus professores, escolhendo agradar a Deus em vez de homens … Foi ela que originou a condenação dos hereges. Foi ela quem providenciou testemunhos, primeiramente ensinados por eles, então levados por seus ensinos heréticos. Foi ela quem mostrou quão grande número que eles tinham enganado e que levantou contra eles os livros ímpios “Sobre os Primeiros Princípios” (“On First Principles”) (por Orígenes), livros que estavam passando de mão em mão depois de ser “melhorados” pela mão do escorpião. Foi ela quem em último lugar, chamou os hereges, por carta após carta, a aparecerem para se defenderem a si mesmos. Eles não se arriscaram a vir, pois estavam tão acusadas pela consciência, que perderam o caso por desistência em vez de encarar seus acusadores e serem condenados por eles. Esta vitória gloriosa se originou com Marcela, ela foi a fonte e a causa desta grande benção … Se eu dissesse mais, pessoas de natureza malévola poderiam supôr, sobre o pretexto de elogiar as virtudes de uma mulher, que eu estivesse dando vazão ao meu próprio rancor … Enquanto estas coisas estavam acontecendo em Jerusalém, um boato terrível veio do Ocidente. Roma tinha sido sitiada e seus cidadãos forçados a comprar suas vidas com ouro … Enquanto isso, como foi natural numa cena de tanta confusão, um dos conquistadores sanguinários chegou à casa de Marcela … Quando os soldados entraram, é dito que ela os recebeu sem qualquer demonstração de alarme, e quando a pediram o seu ouro ela mostrou seu vestido grosseiro para mostrar a eles que ela não tinha tesouro enterrado. Entretanto, eles não queriam acreditar na sua pobreza auto-imposta, mas a chicotearam e bateram nela com cassetetes … Ela disse que estava grata também porque a queda da cidade a encontrou pobre, e não a fez assim … Depois de poucos dias, ela adormeceu no Senhor, mas até o fim seus poderes não ficaram diminuidos.
[Jerome, “Letter CXXVII (127), to the Virgin Principia, a Memorial of Marcella,” A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church, Philip Schaff and Henry Wace, editors. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1952) Second Series, Vol. VI, 253-258.]
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Tito 2:4-5a
4 – para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos,
5a – a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos,

Porque estudos nos seminários são uma seleção feita por homens, sobre homens e para homens, eles não incluem assuntos essenciais para uma compreensão a respeito do que a Bíblia diz sobre a mulher.
Todos os paises em volta do Mar Mediterâneo e as ilhas estavam controladas por Roma no tempo de Jesus. Tito tinha sido enviado a Creta por Paulo, para indicar (katastesne) anciãos (presbuterous), e a passagem que estamos estudando está sobre os homens e mulheres anciãos (presbutas/presbutidas) e sobre os deveres destas pastoras.

Precisamos olhar a Lei Romana de modo a compreender o que poderia significar ensinar as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos e a serem submissas a seus maridos.

Jane F. Gardner em Mulheres na Lei e Sociedade Romana (Women in Roman Law and Society) nos dá uma compreensão legal da mulher casada. Não vamos lidar com as muitas pessoas na sociedade que não podia casar legalmente e cujos filhos eram, portanto ilegítimos.

Com poucas exceções, todas as mulheres romanas estavam durante suas vidas inteiras sujeitas a algum grau de limitação na sua capacidade para ação legal independente. Autoridade para agir precisava ou ser obtida de, ou foi conferida num homem — pai, marido ou tutor. Até a época de Augusto (44 a.C. – 14 d.C.), as únicas exceções foram as seis Virgins Vestais, depois de Augusto, mulheres livres que tinham dado à luz três filhos, ou mulheres libertas que tinham dado à luz quatro, e que foram sui iuris (‘independente’, no sentido de não ser sujeito ao controle nem de um pai nem de um marido), foram capazes de dispensar tutores. (p. 5)
Uma criança legítima foi, desde o nascimento, sujeita ao controle (potestas) do pai, ou como filiusfamilias (filho) ou filiafamilias (filha). O pai (pater) foi chefe da família, a unidade básica romana social e o dono da propriedade. A família sobre seu controle consistia de suas crianças, se morando com ele ou não, as crianças de seus filhos, se os tivessem; sua esposa, se casado com manus (ver p. 11); e seus escravos. O pater, portanto, podia ser o avô ou até o bisavô de algumas das pessoas no seu potestas. … A família, obviamente, podia incluir várias famílias nucleares, morando separado (aqueles dos filhos casados) bem como as filhas casadas e morando em famílias pertencendo a outras familiae. À morte do pater, as crianças (e esposa) cessaram a ser alieni iuris (sujeito ao controle de um outro) e se tornaram sui iuris (independentes). Cada filho adulto tornou-se um paterfamilias; nenhuma mulher se tornou. … As crianças de uma mulher, se legítimas, pertenciam à família do seu pai, se ilegítimas, elas eram sui iuris. (pp. 5-6)
Os poderes do pater foram extensos e eles perduraram sobre seus filhos e as suas crianças enquanto ele vivia, e sobre suas filhas de igual modo, a não ser que elas tivessem passado previamente à manus de um marido. Alguns destes poderes, originando num estágio muito primitivo da sociedade romana, quando a proteção do grupo estava alicerçada em auto-ajuda em vez da regra da lei, tinham se tornado na sua forma extrema um embaraço até o Período Clássico. Isto se aplica especialmente ao poder de vida e morte (ius vitae necisque) e aos poderes de venda ou entrega. (p. 6)
Era o direito do pai recusar criar a criança recém nascida, e a mãe não teve poder legal para impedir isto. O abandono da criança foi praticado e não foi tornado ilegal até 374 d.C. … O pai também teve o direito, como mencionado nas Doze Tábuas e no formulário de adoção por adrogatio, a punir suas crianças incluindo a aplicação da pena da morte. Isto foi finalmente abolido no reino de Valentínio (364-375 d.C.) e Valens (364-378 d.C.) A autoridade do pater sobre suas crianças ficou quase intacta durante o Período Clássico (199 a.C. – 299 d.C.). (p. 6)
Mulheres não podiam ter herdeiros diretos legais, neste sentido, e não podiam fundar uma família. (p. 8)
Até a época de Marcos Aurelios (161-180 d.C.), o pai podia dissolver os casamentos das suas crianças até contra a vontade delas. … A morte do pai terminou potestas. … Ambos se tornaram sui iuris à morte dele, mas enquanto o filho adulto agora se tornou completamente capaz de ação legal independente, incluindo o direito de disposição testamentária e adquiriu os poderes de um paterfamilias, uma mulher não teve família, ou, ao contrário, ‘ela é tanto a fonte e o fim de sua própria família’, desde que ela não tenha potestas sobre suas crianças. (p. 11)
Manus (ao pé da letra “mão”) significou uma relação em que a mulher ficou debaixo do poder do marido. Ela foi considerada como sendo filiae loco, na situação de uma filha, em relação ao seu marido. Ela teve os mesmos direitos de sucessão intestada como as crianças de seu marido. Seu poder sobre ela, entretanto, foi mais restrito do que o sobre suas crianças. Ele não teve o direito de vida e morte sobre ela, nem de entrega “noxal” ou venda … Ela não podia possuir nenhuma propriedade dela mesma, tudo foi conferido ao seu marido ou ao pai dele, enquanto ele vivia, e qualquer coisa accumulanda por ela por dádiva ou doação testamentária ou de qualquer outra maneira durante o casamento, foi absorvido na propriedade de seu marido. (p. 11)
Certas condições precisavam ter sido preenchidas para um casamento ser válido legalmente (iustum matrimonium). De outra maneira, um casal coabitando não estava casado. As condições eram três: capacidade legal – conubium, idade – puberdade; e consentimento das partes interessadas. (p. 31)
Havia capacidade legal se ambos as partes fossem livres e cidadãs. Escravos não tinham conubium. … Não havia conubium entre cidadães romanos e estrangeiros. (p. 31) … Potestas existia somente sobre crianças nascidas de um iustum matrimonium, ou, em outras palavras, somente tais crianças podia ser admitidas numa família existente. (p. 32)
Na sociedade romana, como vamos ver, o casamento não iniciou da realização de uma cerimônia formal específica, mas da entrada da esposa na casa do marido. (p. 37)
Um casamento legal existia somente se ambas as partes houvessem chegado à puberdade. Para moços, foi ainda motivo de disputa na época de Gaio, se isto deveria ser determinado por exame de desenvolvimento físico ou simplesmente fixada a idade de 14. … Para moças,a puberdade foi determinada pela lei, pelo menos desde a época de Augusto: ao ter alcançada a idade de doze. A menina, portanto, podia casar com aquela idade. (p. 38)
A terceira exigência para um casamento válido era o consentimento das partes interessadas. Na lei clássica, foram designados como o par do casamento, se eles fossem sui iuris ou seus pais, se eles fossem sujeitos a potestas. (p. 41)
A Lei Romana da família foi criada originalmente para uma sociedade em que casamento foi quase sempre acompanhado pela entrada da esposa em manus, divórcio foi muito raro, e mulheres tiveram pouco ou nenhum controle sobre a disposição testamentária da propriedade delas. Por conseqüência, a lei teve pouco a dizer a respeito da relação mae-criança. Foi direcionado ao contrário com a criança em relação à família a qual, através do pater, ela pertencia. A criança legítima estava no potestas de seu pai, e em nenhuma circunstância podia a mãe ter potestas sobre sua criança, legítima ou ilegítima (e, deveras, a não ser casada com manus, ela nem pertencia à mesma família, nem podia adotar uma criança, até nem podia ser uma tutora. Se casada com manus, ela foi a agnada [Nota CGP: parentesco por linha masculina] para propósitos de herança, de outra maneira, ela foi somente uma cognada [Nota CGP: parentesco consangüíneo pelo lado das mulheres). A criança ilegítima tomou seu status civil da sua mãe (na falta de um pater), mas isto não lhe deu nenhum direito sobre a criança. (p. 137)
[Jane F. Gardner, Women in Roman Law & Society (Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press, 1986.)]
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Tito 2:5b
5b – para que a palavra de Deus não seja blasfemada.

Embora estejamos ainda num período inicial quanto à perseguição, já era muito importante para cristãos respeitarem a lei, não somente para sua segurança individual e coletiva, mas de modo a dar um bom testemunho. Tito 2:5b presume que as pastoras compreendam isto muito bem. Ransey estuda isto pormenorizadamente:
Mas, como temos inferido de Suetônio, Nero introduziu o princípio de punir os cristãos. Será que o relato dado por Tácito é consistente com isto? A resposta precisa ser afirmativa. Em qualquer julgamento em particular, o princípio geral deve ser aceito: que em que certos atos, dos quais todos os cristãos foram geralmente culpados, eram dignos de morte. Até depois de Nero sair de Roma, o prefeito da cidade seria obrigado a seguir o exemplo estabelecido pelo Imperador, pois seria traição para disputar ou desprezá-lo.* [Nota de rodapé: *Se a opinião amplamente aceita que São Paulo foi executado em 67 ou 68 d.C., esteja certa, nós temos um exemplo dos julgamentos que aconteceram durante a ausência de Nero diante de um dos seus delegados, provavelmente o prefeito da cidade.] Quando Nero tinha uma vez estabelecido o princípio em Roma, sua ação serviu como uma precedente em toda província. Não havia necessidade de propagar um edital geral ou uma lei formal. A precedência seria citada em cada caso onde um Cristão fosse acusado. Acusações tais como havia sido feitas contra Paulo em tantos lugares, certamente eram feitas freqüentemente contra outros; e a ação do Imperador de Roma daria a legitimidade à ação dos governadores provinciais. (pp. 244-245)
O conselho dado por São Paulo quanto ao relacionamento dos cristãos com a sociedade em que eles foram colocados, está sempre de acordo com a situação que temos descrito como ocupado por eles sob o governo de Nero. Eles deverão evitar, na medida em que seja consistente com religião, a aparência de interferir com a ordem social presente. A regra apropriada da vida é aceitar os fatos do mundo, não como se fossem certos, mas como indiferentes e a não gastar tempo ou raciocínio sobre eles. Escravos precisam ser obedientes. Na sociedade, os cristãos deverão observar as cortesias da vida, embora estas tivessem muitas vezes uma aparência religiosa.

As expressões mais desenvolvidas e claras de Paulo são talvez 1 Tm. 6:1, onde escravos são aconselhados a “considerem seus senhores dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados”, e Tito 2:4-5, onde as mulheres novas são avisadas a manter estritamente os relacionamentos apropriados da vida familiar “para que a palavra de Deus não seja blasfemada”. Em ambos os casos, a posição dos cristãos em casas pagãs não é meramente não excluída, mas é até a idéia proeminente. A ordem social estabelecida deve, onde possível, ser respeitada pois qualquer interferência fútíl com ela resultará em calúnias e acusações contra os cristãos que têm o nome de Deus, e contra a doutrina que eles ensinam. (pp. 246-247)
[W. M. Ramsay, The Church in the Roman Empire before d.C. 170 (New York and London: G. P. Putnam’s Sons, The Knickerbocker Press, 1911).]

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VIII – 2 João 1-13 –
A Senhora Eleita

Sobre 2 João 1-13 – A Senhora Eleita
É perfeitamente razoável pensar que a Senhora Eleita era uma senhora.

É perfeitamente razoável pensar que a Senhora Eleita era eleita.

É perfeitamente razoável pensar que a Senhora Eleita abrigava uma igreja na sua própria casa.

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Texto Bíblico

2 João:
1 – O ancião (presbúteros) à senhora (kuría) eleita (eklektneh), e a seus filhos, aos quais eu amo em verdade, e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade.
2 – por causa da verdade que permanece em nós, e para sempre estará conosco:
3 – Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da parte de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor.
4 – Muito me alegro por ter achado alguns de teus filhos andando na verdade, assim como recebemos mandamento do Pai.
5 – E agora, senhora (kuria), rogo-te, não como te escrevendo um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros.
6 – E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, para que nele andeis.
7 – Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo.
8 – Olhai por vós mesmos, para que não percais o fruto do nosso trabalho, antes recebais plena recompensa.
9 – Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.
10 – Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.
11 – Porque quem o saúda participa de suas más obras.
12 – Embora tenha eu muitas coisas para vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta; mas espero visitar-vos e falar face a face, para que o nosso gozo seja completo.
13 – Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita (kuria).
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Sobre 2 João 1-13 – A Senhora Eleita

Vs. 1 – O ancião João, a senhora eleita, e seus filhos.
O ancião João se identifica como escritor desta carta.

A saudação desta carta é: À senhora eleita, e a seus filhos.

2 João é escrito para a líder e para os membros da igreja. Não é lógico endereçar uma carta: À igreja e aos membros da igreja. Pois a igreja é seus membros. Mas isso é o que os teólogos ensinam para não admitir que esta foi uma mulher encarregada de uma igreja. Mas é lógico endereçar uma carta: À Pastora Fulana de Tal e aos membros da igreja.

A segunda carta do Apóstolo João, uma das duas que se referem a ele como um ancião, é endereçada “à senhora eleita e a seus filhos” (v.1). A palavra grega atrás da palavra em português “senhora” é kuria, a versão feminina da palavra kurios, que significa “mestre” ou “senhor”. Embora kuria não se ache em nenhum outro lugar em o Novo Testamento, seu significado no grego do primeiro século foi definitivamente interpretado como poder e autoridade, atributos relativos a uma pessoa de posição.
[Judy L. Brown. Women Ministers According to Scripture. Distributed by Judy L. Brown, 3000 North Grant, Springfield, MO 65803. Printed by Morris Publishing, 32312 E. Hwy 30, Kearney, NE 68847, 1-800-650-7888, 173.]
Em nossos tempos modernos os teólogos decidiram que a Senhora Eleita não foi senhora e nem eleita. Dizem que “Senhora Eleita” é uma expressão usada para uma igreja. Isso porque pensam que mulheres nunca ocuparam posições de liderança na igreja. Isto porque a história do serviço das mulheres na igreja — não sendo considerada de importância — ficou desconhecida para nós.
A explicação alternativa que é mais freqüentemente proposta é que “filhos” e “senhora” referem-se ao mesmo corpo de crentes. Isto é extremamente improvável, porque as duas expressões têm conotações opostas, “senhora” conota uma posição de autoridade (kuria sendo a forma feminina de kurios que significa “mestre, senhor”) e “filhos” conota uma posição de dependência e subordinação. Se um escritor magistral como João tivesse optado por se valer da redundância (v. 1), de qualquer maneira ele não a teria usado de maneira tão confusa. Também, “filho” é no Antigo e Novo Testamentos usado como metáfora para povo de Deus, mas “senhora” nunca é usada desta maneira.
[Judy L. Brown. Women Ministers According to Scripture. Distributed by Judy L. Brown, 3000 North Grant, Springfield, MO 65803. Printed by Morris Publishing, 32312 E. Hwy 30, Kearney, NE 68847, 1-800-650-7888, 174.]
O problema para os teólogos é admitir que a Senhora Eleita foi uma senhora e foi eleita, é reconhecer que esta carta é para uma mulher encarregada de uma igreja e para os membros da igreja, que dá conselho teológico e que diz para eles exercerem a sua autoridade. Também o ancião (pastor) João começa “O ancião à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais eu amo em verdade, e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade,” e termina “mas espero visitar-vos e falar face a face, para que o nosso gozo seja completo.” É uma carta amável desde o começo até o fim. Graças a Deus que hoje em dia há pastores que tratam as pastoras desta maneira.
Os filhos da Senhora Eleita são os membros da igreja.

Estes filhos aos quais João escreveu, eram membros de uma igreja em casa (v. 10). Segue-se que os filhos mandando saudações (v. 13) eram membros de uma segunda igreja em casa. Isto coaduna com as referências repetidas de João na sua primeira carta aos seus próprios filhos, claramente indicando crentes que estavam debaixo dos seus cuidados (1 João 2:1,18,28; 3:7,18; 4:4; 5:21). … Compreender “filhos” como se referir à congregação e “senhora eleita” como se referir à pastora é a leitura mais natural e certa do texto. Os filhos pertenciam a ela da mesma maneira que os filhos saudados em 1 João pertenciam a ele, como ovelhas confiadas aos cuidados de um pastor.
[Judy L. Brown. Women Ministers According to Scripture. Distributed by Judy L. Brown, 3000 North Grant, Springfield, MO 65803. Printed by Morris Publishing, 32312 E. Hwy 30, Kearney, NE 68847, 1-800-650-7888, 173-174.]
Vs. 4, 5 – O ancião João escreve no singular, ele tinha se encontrado com alguns membros da igreja da Senhora Eleita e os achou muito bem ensinados. João a saúda de novo como “senhora” e pede para ela se lembrar do mandamento de amar uns aos outros.
Vs. 6-12 – O ancião João muda para o plural para incluir a Senhora Eleita e os seus filhos. Nisto ele lhes dá muito ensino teológico numa carta curta:
ele enfatiza que amar é andar segundo os mandamentos de Deus,
ele alerta contra os muitos enganadores que não confessam que Jesus Cristo veio em carne,
ele os adverte a não perder a sua recompensa,
ele os diz para permanecer nos ensinamentos de Cristo,
ele diz que se alguém vem e não traz este ensino, eles não o devem receber na casa e nem tampouco o saudar, porque isso seria participar das más obras dele.
ele diz que tem muito a escrever, mas prefere visitar e falar face a face.
Vs. 13 – O ancião João volta para o singular e encontramos as palavras que fizeram os intérpretes desconfiarem de uma das suas idéias que a saudada não foi eleita mas teve o nome de Eleita, pois acontece que ela tem uma “irmã eleita” e não é provável que duas irmãs tenham o mesmo nome. Entretanto, Judy L. Brown diz claramente:

A carta termina com os filhos de uma segunda mulher mandando suas saudações, esta segunda mulher sendo a irmã da senhora eleita (v. 13).
[Judy L. Brown. Women Ministers According to Scripture. Distribuido por Judy L. Brown, 3000 North Grant, Springfield, MO 65803. Impresso por Morris Publishing, 32312 E. Hwy 30, Kearney, NE 68847, 1-800-650-7888, 173.]
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É perfeitamente razoável pensar que a Senhora Eleita era uma senhora.

Conhecemos na Ásia Menor por nome ou por cargo, muitas mulheres em várias formas de liderança na igreja na mesma área e na mesma época onde trabalhava a Senhora Eleita e o Pastor (Ancião) João. MacDonald diz:
Até onde podemos saber, mulheres exerceram mais liderança naquele subcontinente [Nota de CGP: da Ásia Menor] do que em qualquer outro lugar na igreja primitiva.
[Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 37.]
As Quatro Filhas de Filipe em Hierápolis
As quatro filhas de Filipe estavam na Cesaréia na costa da Palestina, mas mais tarde estavam em Hierápolis, Capadócia (Ásia Menor, Turquia moderno) que hoje é ainda uma linda área de águas minerais.

Atos 21:
8 – Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.
9 – Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam.
Eusébio é o primeiro historiador da igreja cuja obra tem chegado até nós. Ele cita as quatro filhas de Filipe como pregadoras do Novo Testamento. Cinco mulheres e quatro homens são citados como autoridades na maneira correta de pregar.
Depois de declarar outros assuntos, ele enumera aqueles que tinham profetizado durante o Novo Testamento. Entre aqueles menciona Amias e Quadrato. “Mas o falso profeta,” diz ele, “está tomado de êxtase veemente, accompanhada por falta de toda vergonha e temor, começando, de fato, com uma ignorância proposital e terminando, como já tenho dito, com loucura involuntária. Eles jamais serão capazes de provar que qualquer um do Antigo ou do Novo Testamento foi assim agitado violentamente e tomado no espírito. Nem serão capazes de se jactar que Ágabo ou Judas ou Silas ou as filhas de Filipe ou Amias de Filadélfia ou Quadrato ou outros que não pertencem a eles jamais agiram desta maneira”.
[Eusebius. The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus, Bishop of Cesearea, in Palestine. Christian Frederick Cruse, translator. Grand Rapids: Baker Book House, 1981) 199.]
Áfia em Colossos
Filemom:
vs. 1 – Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso companheiro de trabalho,
vs. 2. – e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa:
Ninfas em Laodicéia
Colossenses 4:
15 – Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfas e a igreja que está em sua casa.
Jezabel em Tiatira
Apocalipse 2:
18b – Isto diz o Filho de Deus
20 – Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos;
21 – e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.
O Filho de Deus não repreende a Jezabel por ser pregadora, mas dá-lhe tempo de corrigir a mensagem e prática que ela, obviamente, trouxe do paganismo para o seu ministério cristão.
As Dez Mulheres Mencionadas em Romanos 16
Romanos 16:
1 – Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que é serva (diakonon) da igreja que está em Cencréia.
3 – Saudai a Prisca e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus,
4 – os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.
5 – Saudai também à igreja que está na casa deles.
6 – Saudai a Maria, que muito trabalhou por vós.
7 – Saudai a Andrónico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros de prisão, os quais são bem conceituados entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.
12 – Saudai a Trifena e a Trifosa, que trabalham no Senhor. Saudai a amada Pérside, que muito trabalhou no senhor.
13 – Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha. 15 – Saudai a Filógo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão.

Se, como muitos estudiosos têm sugerido, o último capítulo Aos Romanos foi originalmente a carta de recomendação de Paulo a Éfeso em prol da diácono* Febe, a igreja de Éfeso não somente foi anfitriã desta diácono itinerante, mas teve entre seus membros uma apóstola (Junias, Rom. 16:7), várias obreiras da igreja (Priscila, Maria, Trifena, Trifosa, e Pérside, vs. 3, 6, e 12), e outras mulheres queridas do apóstolo (a mãe de Rufo [Nota CGP: e de Paulo], a irmã de Nereu, e Júlia; vs. 13,15). Mesmo se Romanos 16 originalmente não fosse escrita a Éfeso, nós ainda temos bastante evidência da liderança de mulheres na Ásia Menor.
[Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 37-38.]
*É preciso usar o termo “a diácono” (heh diaconos) para Febe quando lidando com o texto do Novo Testamento. Paulo usa exatamente a mesma forma das palavras que ele usa em tais passages como 1 Tim. 3:8,13. É um erro introduzir no texto bíblico a palavra “diaconisa” que só se encontra séculos depois: (1) nos canons do Primeiro Concílio de Nicea (First Council of Nice) realizado em 325 d.C.,
[A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church Philip Schaff and Henry Wace, Editors. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 1952) Second Series, Volume XIV, pp. 1-56], e
(2) nas “Constituições dos Apóstolos Sagrados” (“Constitutions of the Holy Apostles”), datadas em cerca de 380 d.C.
[“Constitutions of the Holy Apostles,” in Alexander Roberts and James Donaldson, editors, The Ante-Nicene Fathers (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 1951) Volume VII, pp. 387-425.]
Agatonice em Pérgamo, Mártir
Agatonice, mártir pérgama do segundo-século, aparece em um documento como profetisa.
[Martyrdom of Carpus, Papylus, and Agathonice, 42-47. Cited in Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 38, 110, also mentioned in Eusebius. The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphiulus, Bishop of Cesarea, in Palestine. Christian Frederick Cruse, translator. (Grand Rapids: Baker Book House, 1981) 150.]
Quintila em Pepuza, Pregadora Montanista
Epifânio diz que uma profetisa chamada Quintila estabeleceu uma seita em Pepusa, Frigia, onde mulheres eram “bispas, presbíteras, e o resto, como se não houvesse diferença na natureza. ‘Pois em Cristo Jesus não há macho e fêmea'”.
[Epiphanius, Panarion [The Medicine Box] 49, 2, citing Galátas 3:28, cited in Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 38, 110.]
Duas Moças Diaconisas na Bitínia, Àsia Menor
Duas moças diaconisas são mencionadas por Plínio, o Jovem (62-c.113 d.C.), que escreveu para o Imperador Trajano em c. 112 d.C.

Julguei bem mais interessante descobrir que classe de sinceridade há nessas práticas: apliquei tortura a duas moças chamadas diaconisas. Mas nada achei senão superstição baixa e extravagante. Suspendi, portanto, minhas observações na espera do vosso parecer.
[Documentos da Igreja Cristã. Henry Betteson, editor. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1967, 1963) 29.]
Amias em Filadélfia
Amias foi mencionado, por Eusébio, três vezes numa passagem curta sobre pregadores no Novo Testamento.

Depois de declarar outros assuntos, ele enumera aqueles que tinham profetizado durante o Novo Testamento. Entre aqueles, menciona Amias e Quadrato. … “Eles jamais serão capazes de mostrar que qualquer um do Antigo ou do Novo Testamento foi assim agitado violentamente e tomado no espírito. Nem serão capazes de se jactar que Ágabo ou Judas ou Silas ou as filhas de Filipe ou Amias de Filadélfia ou Quadrato ou outros que não pertencem a eles, jamais agiram desta maneira.” Outra vez, depois de um pouco, ele diz: “Se depois de Quadrato e Amias em Filadelfia, as mulheres que seguiam Montano sucederam no dom da profecia, que eles nos mostrem quais mulheres entre eles sucederam Montano e as suas mulheres”.
[Eusebius Pamphilus. The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus, Bishop of Cesearea, in Palestine. Translated by Christian Frederick Cruse. Grand Rapids: Baker Book House, 1981, 199.]
Maria a Prosélita em Cassobelae
Saudai também Maria milha filha, distinguida ambos por seriedade e erudição, como também “a Igreja que está na sua casa.” (Col. 4:15) Possa a minha alma estar no lugar da alma dela; ela é o próprio modelo de mulheres piedosas.
[Pseudo-Ignatius, “The Epistle of Ignatius to Hero,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950) Vol. I, p. 115, also Christian Classics Ethereal Library http://www.ccel.org at Calvin College (http://www.calvin.edu). Last updated on May 27, 1999.]
Maria, a Prosélita, escreveu uma carta a Ignácio recomendando três jovens para o sacerdócio. Mulheres na igreja primitiva e medieval puderam ser bispas mas não sacerdotisas, porque elas não podiam presidir a Ceia do Senhor por causa da menstruação.
Maria, a prosélíta de Jesus Cristo, a Ignácio Teóforo, bispo muito abençoado da Igreja apostólica que está em Antioquia, amado em Deus o Pai, e Jesus: Felicidade e segurança. Nós todos pedimos regozijo e saúde nEle, para ti.
Desde que Cristo, que nos fez maravilhar, tornou-Se conhecido entre nós como o Filho do Deus vivo, e nestes últimos tempos Se tornado homem por meio da Virgem Maria, da semente de Davi e Abraão, segundo os anúncios feitos previamente a respeito dEle e através dEle pelos profetas, nós imploramos e suplicamos que, por sua sabedoria, Mário nosso colega, bispo do nosso nativo Neápolis, que fica perto de Zarbo e Eulógio e Sobelo, o presbítero, nos sejam enviados, para que nós não sejamos carentes de tais que presidam sobre a Palavra Divina, como Moisés também diz: “Que o Senhor Deus escolherá um homem que guiará este povo, e a congregação do Senhor não será como ovelhas que não têm pastor”.

Quanto àqueles que nós temos citados os nomes sendo jovens, não tenhas, abençoado, qualquer apreensão. Pois eu quero que saibas que eles são sábios a respeito da carne, e são insensíveis quanto às suas paixões, eles mesmos irradiando, ainda que, como jovens, sido recentemente chamados ao sacerdócio, através dos méritos inatos deles, tenham toda a glória de uma cabeça grisalha. Agora, convoques em exercício teus pensamentos através do Espírito que Deus tem te dado por Cristo, e tu te lembrarás que Samuel, enquanto ainda uma criança pequena, repreendeu o velho Eli por transgresões, foi chamado de profeta e foi contado na companhia dos profetas, ele, Eli, tinha honrado acima de Deus, o autor de todas as coisas, seus filhos enrabichados e os tinha permitido ficar sem punição, quando eles expuseram o ofício do sacerdócio ao ridículo, e agiram violentamente para com teu povo [Nota CGP: 1 Samuel 2:22].

Mais ainda, o sábio Daniel, enquanto foi um jovem, emitiu julgamento sobre certos velhos vigorosos, mostrando-lhes que foram abandonados, desgraçados, e não [dignos de serem contados] anciãos, e que, embora judeus por procedência, eram cananitas por prática. Jeremias, por entender ser muito jovem, recusou o ofício de profeta confiado a ele por Deus, foi admoestado com estas palavras: “Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto te mandar dirás. Não temas diante deles; pois eu sou contigo”. [Nota CGP: Jeremias 1:7-8] O sábio Salomão, quando apenas com doze anos, deixou todo o povo admirado com tal sabedoria em uma criança, que o veneraram como não sendo meramente um jovem mas um homem feito, teve a sabedoria de decidir a importante questão concernente aos filhos das duas mulheres, quando desconhecido a qual o filho sobrevivente pertencia. Ele resolveu também as difíceis indagações da rainha dos etíopes, que tiveram lucro nelas como os braços do Nilo [têm fertilidade], de tal maneira que aquela mulher, embora ela mesma fosse tão sábia, ficou sobremodo espantada e surpresa.

Josias, também, amado por Deus, quando ainda não conseguia falar claramente, condena como sendo falsos no falar, aqueles possuídos de um espírito malvado, e enganadores do povo. Ele também revela a falsidade dos demônios e desmascara aqueles que não são deuses; sim, enquanto ainda criança ele mata os sacerdotes dos deuses, derruba os altares deles e profana o lugar onde sacrifícios foram oferecidas com corpos mortos; demole os templos, corta os bosques, despedaça os pilares e arromba os túmulos dos ímpios, de maneira que nenhuma relíquia dos malvados existesse mais. Ele demonstrou zelo e piedade, e se destacou, enquanto ainda balbuciava como criança, como castigador dos ímpios. Davi, que foi ao mesmo tempo profeta e rei, e a raiz do nosso Salvador segundo a carne, enquanto ainda jovem é ungido por Samuel para ser rei. Pois ele mesmo diz em certo lugar, “Eu fui pequeno entre os meus irmãos, e o caçula na casa de meu pai”.

Mas o tempo iria me faltar se me esforçasse a enumerar todos aqueles que agradaram a Deus na sua juventude, tendo sido agraciado por Deus com o ofício profético, sacerdotal, ou real. Os que têm sido mencionados podem bastar, como maneira de trazer o assunto à lembrança. Eu suplico que não me julgaes presunçosa ou orgulhosa [por escrever como tenho feito]. Pois eu tenho apresentado estas declarações, não como que o instruindo, mas simplesmente como sugerindo o caso à lembrança do meu pai na fé. Pois eu conheço o meu próprio lugar; não me comparo com tais como o senhor. Eu saúdo o clero santo, e a teu povo que ama a Cristo e que estão debaixo do teu cuidado como o pastor deles. Todos os fiéis conosco te saúdam. Ore, pastor abençoado, que eu posso estar em saúde quanto a Deus.
[Mary the Proselyte, found under the name Pseudo-Ignatius, “The Epistle of Maria the Proselyte to Ignatius,” The Ante-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950) Vol. I, 120-121, also Christian Classics Ethereal Library (http://www.ccel.org) at Calvin College (http://www.calvin.edu). Last updated on May 27, 1999.]

A resposta de Ignácio para Maria tem vários pontos que podem ser comparados com a carta do ancião João para a Senhor Eleita.
Ver deveras é melhor do que escrever, … Mas o segundo porto de refúgio, como vai o ditado, é a prática de escrever … vendo que por meio de uma carta nós temos aprendido a excelência que está em ti. … E tua inteligência nos convida, como por uma palavra de comando, a participar daqueles tragos divinos que jorram tão abundantamente na tua alma.
Eu atendi com prazer o pedido feito na tua carta, não tendo nenhuma dúvida a respeito daquelas pessoas que tu provaste serem homens de valor. Pois eu tenho certeza de que testificas sobre eles no exercício de um juízo piedoso e não através da influência de favor carnal. E tuas citações numerosas das passagens da Escritura me encantaram sobremaneira, as quais, após lê-las, eu não mais tinha um pensamento duvidoso sequer a respeito do assunto.

Ocore a mim mencionar que o relatório é verídico porque eu o ouvi de ti enquanto tu estavas em Roma com o abençoado pai Lino, a quem o merecidamente abençoado Clemente, um ouvinte de Pedro e Paulo, tem sucedido. E até agora tu tens acrescentado cem vezes à tua reputação; e podes tu, ó mulher, ainda aumentá-la! Desejei grandemente ir ao teu encontro, para que pudesse desfrutar de repouso contigo.

Evites aqueles que negam a paixão de Cristo, e Seu nascimento segundo a carne; e há muitos hoje em dia que sofrem com esta doença. Mas seria absurdo te admoestar sobre outros pontos, visto que tu és perfeita em toda boa obra e palavra, e capaz também de exortar a outros em Cristo. Saúda a todos os que têm o mesmo pensamento contigo, que seguram firme a sua salvação em Cristo. Os presbíteros e diáconos, e acima de todos o santo Hero, saúdam-te. … e eu posso te ver obtendo a coroa em Cristo !
[Pseudo-Ignatius “The Epistle of Ignatius to Mary at Neapolis, Near Zarbus,” The Anti-Nicene Fathers, Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950) Vol. I, 122-123, also Christian Classics Ethereal Library (http://www.ccel.org) at Calvin College (http://www.calvin.edu). Last updated on May 27, 1999.]

Priscila e Maximilla em Frigia, Pregadoras Montanistas
Priscila e Maximilla eram pregadoras com Montano. Ele foi o fundador de um movimento chamado montanismo, que começou em cerca de 156 d.C.

O movimento agora geralmente conhecido como Montanismo, nome do seu fundador, teve seu nascimento numa vila chamada Ardabau na parte de Mísia adjacente à Frígia, provavelmente não longe de Filadélphia [W. M. Ramsay, Cities and Bishoprics of Phyrgia. (Oxford: 1895) 573.] Lá, como parece, em cerca de 156 d.C., Môntano, um recém convertido que tinha sido um sacerdote pagão, começou a pregar.
Depois de um tempo — como parece ser subentendido, um tempo considerável — juntaram-se a Môntano duas mulheres, Maximilla e Priscila, ou Prisca, que com a aprovação dele abandonaram os seus respectivos maridos e disseram possuir o dom profético.

A associação de duas pregadoras com Môntano, resultou no reconhecimento de que mulheres podiam ocupar posições altas na Igreja. Maximilla e Priscila parecem ter produzido contribuições independentes aos ensinamentos montanistas (Hipp. Phil. viii. 19; cf. Did. Alex. de Trin. III. xii. 3; ZKG xxvi. 486); e elas provavelmente tiveram o hábito de pregar na igreja (Eus. HE V. xvi. 9: akaíros.) Há evidências de que, pelo menos em épocas posteriores, outras mulheres seguiram o exemplo delas (Orig. ap. Cramer, Cat. v. 279), ou mesmo ultrapassaram-no; pois temos notícia de uma pregadora, no terceiro século, em Capadócia, talvez uma montanista, que batizou e celebrou a Ceia (Firmilian, ap. Cypr. ep. lxxv.10), de bispas e de sacetdotisas e de virgens que regularmente oficiaram na igreja em Pepuza (Epiph. Haer. xiix. 2f.; Did. Alex. de Trin. III. xii. 3).
[ Encyclopaedia of Religion and Ethics, James Hastings, editor. (Edenburg: T. & T. Clark, 1914-1937) 13 Volumes, Vol. VIII, 828-832.]

Ditos da montanista Priscila, do segundo século d.C.
Aparecendo na forma de uma mulher, vestida de túnica cintilante, Cristo veio para mim e implantou sabedoria dentro de mim e me revelou que este lugar [Pepuza] é santo, e que aqui Jerusalem descerá do céu.
[Epiphanius of Salamis. The Panarion (The Medicine Box). Minge, J. P., editor. Patrologia Graeca. 161 Vols. (Paris: 1857-1866, also New York: Adlers Foreign Books.), 48.]
The English translation of The Panarion of Epiphanius of Salamis. Book I (Sects 1-46). Trans. Frank Williams. (Leiden: E. J. Brill, 1987) has been published. Yet to be published are Book II (Sects 47-64) and Book III (Sects 65-80) and Epiphanius’ concluding essay, De Fide.
Sou enxotada como um lobo entre as ovelhas. Não sou lobo. Sou Palavra e Espírito e Poder.
[Eusebius, History of the Church, V. 16.17. Cited in Ross Kramer, Maenads, Martyrs, Matrons, Monastics, A Sourcebook on Women’s Religions in the Greco-Roman World (Philadelphia: Fortress Press, 1988) 230.]

Ditos da montanista Maximilla, do segundo século d.C.
2.4. Depois de mim não haverá profeta, mas o cumprimento.
12.4. Não ouça a mim; ao contrário, ouça a Cristo [através de mim].
13.1. O Senhor me mandou ser seguidora, comunicadora e intérprete desta tarefa, do pacto e do pronunciamento, compelida, a aprender o conhecimento de Deus, de boa ou de má vontade.
[Cited in Ross Kramer, Maenads, Martyrs, Matrons, Monastics, A Sourcebook on Women’s Religions in the Greco-Roman World (Philadelphia: Fortress Press, 1988) 230.]
Alce e Távia
Alce e Távia são mencionadas por Ignácio de Antioquia (35-107 d.C.).

Assim como as cartas de Paulo abundam em referências às suas associadas no ministério, os Pais Apostólicos também mencionam mulheres como corajosas na fé. Duas vezes Ignácio mandou saudações a Alce, que ele diz que é especialmente estimada por ele. Ele também saúda Távia e a sua casa; talvez ela fosse mais uma líder de uma igreja na sua própria casa.
[Catherine Kroeger, “The Neglected History of Women in the Early Church,” Christian History, 8.]
Tecla em Icônio, Virgem e Mártir
Atos 14:1-7 conta a história de Paulo e Barnabé na cidade de Icônio. Como nenhum nome de Icônio foi mencionado, Tecla também não foi mencionada; entretanto, ela era muita famosa na história.

“Os Atos de Paulo e Tecla” chegaram para nós em grego, copta, siríaco, eslávico, arábico, e quatro versões latinas independentes. No siríaco foram acrescentados aos livros de Rute, Ester, Judite, e Susana para compor o “Livro das Mulheres”. Tão tardio como o sétimo século, um oficial da igreja teve que lembrar à igreja que excluísse “Os Atos de Paulo e Tecla” das suas escrituras.
[Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 90.]
A pesquisa moderna sobre o culto de Tecla tem mostrado que o autor foi conservador na sua estimativa da aclamação a Tecla: Ela foi venerada das praias do Cáspio até quase as praias do Atlântico. No quarto século, uma igreja em Antioquia da Síria foi dedicada a Tecla. Outra igreja do quinto século, em Eschamiadzin, Ibéria, tem um quadro na parede mostrando Paulo pregando para ela. No Egito arqueólogos têm achado representações da Tecla e feras em dois frascos para óleo sagrado; uma pintura a fresco de Paulo e Tecla na abóboda de uma capela, um baixo-relevo de marfim mostrando Tecla e Teocleia escutando Paulo das janelas da sua casa, e uma inscrição invocando a virgem-santa. Em Roma, estudiosos acharam um sarcófago embelezado por um relevo retratando Paulo e Tecla viajando juntos num barco. Jerônimo em Jerusalém, Ambrósio em Roma e Sulpício Severo na França louvam Tecla como um modelo de castidade feminina. “Os Atos de Xantipe e Polixena” (“The Acts of Xanthippe and Polyxena”) tratam de mulheres na Espanha que ouvem a pregação de Paulo e deixam seus maridos para o seguir. Aqui, de novo, nós achamos uma referência à Tecla, como se todos os leitores soubessem quem ela era.
[Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon) (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 94-95.]

Dez Diaconisas Conhecidas por Dedicatórias na Ásia Menor
A maior parte das outras inscrições gregas que mencionam diaconisas pertencem à Ásia Menor: por exemplo, diaconisas Nunes, Strateges, Pribu, e Matrona, em Axilor (Frigia Leste); diaconisas Masa, Aurélia Faustina, e Paula, na Laodicéia Combusta (Cilícia); Eláfia, diaconisa da seita Encratite em Nevine; Timótea, em Korikos na Cilícia; e Arete, na Afrodisias na Cária.
[Roger Gryson, The Ministry of Women in the Early Church. (Collegeville: The Luturgical Press) 90-91.]
Mariamne em Frigia, Irmã de Filipe o Apóstolo
Hipólito diz que os Nassenes ou Ofites em Frígia disseram ter recebido as suas doutrinas de Mariamne, a irmã de Filipe, o apóstolo. As referências a ela na “Sofia de Jesus Cristo” (“Sophia of Jesus Christ”), que provavelmente originou nos círculos Ofites, implicam em que ele recebeu revelações secretas de Cristo. Aparentemente o autor dos “Atos de Filipe” (“Acts of Philip”) queria afastar Mariamne destes Gnósticos e lhe dar acolhida no seu próprio campo teológico, pois, de acordo com ele, ela acompanhou seu irmão a Hierápolis de modo a refutar os Ofites.
[Dennis Ronald MacDonald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. (Philadelphia: The Westminster Press, 1983) 39.]
Então, como nós conhecemos tantas mulheres líderes da igreja na mesma área e na mesma época, não é nenhuma novidade pensar que a Senhora Eleita foi uma senhora e foi eleita. De fato, face a tantas evidências de mulheres líderes da igreja, são os teólogos que dizem que “senhora eleita” é um termo simbólico para uma igreja, que deverão justificar a sua posição.
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É perfeitamente razoável pensar que a Senhora Eleita era eleita.

Lamar Wadsworth explica “eleita”:
A palavra traduzida “eleita” é uma palavra comum no Novo Testamento — nossa palavra em Português “eleita” vem dela. Paulo usou a mesma palavra em Romanos 16 para descrever Rufo como “eleito no Senhor.” Jesus usou esta palavra quando ele disse, “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” [Nota CGP: Mateus 22:14] Em Colossenses 3:12, esta palavra é usada para descrever crentes “como eleitos de Deus”. Pode ser usada no sentido de “respeitado” ou “honrado”. Aqui em II João, a palavra provavelmente deverá ser entendida no sentido de “eleita” ou “escolhida”. Certamente, ela foi escolhida no sentido de Efésios 1[:4] de “também nos elegeu nele antes da fundação do mundo”, mas ela foi também eleita no sentido de ter sido indicada pelo apóstolo João ou escolhida pela igreja para um lugar de liderança. Aida Besançon Spencer, no seu livro Além da Maldição (Beyond the Curse), cita Clemente da Alexandria no segundo século d.C. que usou claramente a palavra para significar pessoas ordenadas a posições de ministério público.
[Lamar Wadsworth. “Who Was The “Chosen Lady” of II John?” Priscilla Papers, Vol. 10, No. 3, Summer 1996, 1-5.]
A citação sobre “pessoas eleitas” por Clemente da Alexandria (153-193/217 d.C.) é a seguinte:
Ordens inumeráveis tais como estas estão escritas na Bíblia Sagrada relativas às pessoas eleitas, algumas aos presbíteros, algumas aos bispos, algumas aos diáconos, outras às viúvas, das quais teremos mais uma oportunidade de falar.
[Clement of Alexandria, “The Instructor,” The Ante-Nicene Fathers. Alexander Roberts and James Donaldson, editors. (Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950) Vol. II, Book III, Chap. XII, 294.]
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É perfeitamente razoável pensar que a Senhora Eleita abrigava uma igreja na sua própria casa.

Vamos olhar as treze passagens a respeito de igrejas em casas.
Atos 2:46-47 – E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.
Atos 5:42 – E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus, o Cristo.
Atos 8:3 – Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.
Atos 12:12 – Depois de assim refletir (Pedro) foi à casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam.
Atos 16:14-15,40 – E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso. … Então eles [Paulo e Silas] saíram da prisão, entraram em casa de Lídia, e, vendo os irmãos, os confortaram, e partiram.
Atos 20:18, 20 – E, tendo eles chegado, disse-lhes [Paulo]: Vós bem sabeis de que modo me tenho portado entre vós sempre, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia … como não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que seja útil, ensinando-vos publicamente e de casa em casa
Romanos 16:3-5a – Saudai a Prisca e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a igreja que está na casa deles [em Éfeso].
Romanos 16:23 – Saúda-vos Gaio, hospedeiro meu e de toda a igreja.
I Coríntios 1:11 – Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. [Nota CGP: Alguns sugerem que Cloé teve uma igreja na sua casa.]
I Coríntios 16:19 – As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áquila e Prisca, com a igreja que está em sua casa [em Roma].
Colossenses 4:15 – Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfas e a igreja que está em sua casa.
Filemom vs. 1-2 – Paulo … e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso companheiro de trabalho, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa.
2 João vs. 1 e 10 – O ancião à senhora eleita, e a seus filhos … Se alguém vem ter convosco e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.
Vamos considerar estas treze igrejas em casas. Nove das treze referências têm nomes ligados a elas.
Cinco das igrejas em casas estão em casas de mulheres. Como não há menção de um marido, há a possibilidade de que estas mulheres fossem virgens ou viúvas e que deverão exercer zelo pela doutrina certa e autoridade de decidir quem quer ou não quer receber na sua casa.

Maria em Jerusalém, mãe de João Marcos, Atos 12:12
Lídia em Filipos, vendedora de púrpura, Atos 16:14-15, 40
Cloé em Corinto, I Corintios 1:11
Ninfa em Laodícea, Colossenses 4:15
A Senhora Eleita em Ásia Menor, 2 João vs. 1 e 10
Três das igrejas em casas estavam em lares de casais:
Prisca e Áquila em Éfeso, Romanos 16:3-5
Áquila e Prisca em Roma, I Coríntios 16:19
Áfia e Arquepo em Colossos, Filemom vs. 1-2
Uma das igrejas em casas estava na casa de um homem:
Gaio em Corinto, Romanos 16:23
Então, certamente nunca foi surpresa que uma senhora fosse saudada como a líder de uma igreja na sua própria casa.

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IX – Resumo –
Ensino do Novo Testamento sobre Pastoras (Presbuteras/Presbutidas=Anciãs) Chamadas Viúvas

Lucas 2:36-38 –
Ana, Pregadora e Viúva
Atos 6:1-6 –
Os Oficiais da Igreja Eram Apóstolos e Viúvas,
Então Servos (Diáconos) Foram Eleitos
Para Fazer Justiça na Distribuição Diária às Viúvas

Atos 9:36-42 –
Tabita (Dorcas), Viúva

I Coríntios 7:8-9,34-35,39-40 –
Viúvas Não Devem Casar uma Segunda Vez,
Elas Devem Ser Santas, Tanto no Corpo como no Espírito,
e Devem Dedicar-se ao Senhor sem Distração Alguma

I Timóteo 4:12,14; 5:1-22,24-25 –
Pastoras (Presbuteras=Anciãs) Chamadas Viúvas:
Disciplina, Salário, Viúvas que Têm Família,
Deveres, Qualificações, Viúvas Mais Jovens

Tito 1:5 e 2:2-5 –
Pastoras (Presbutidas=Anciãs):
Classificação, Qualificações, e Deveres

2 João 1-13 –
A Senhora Eleita

Temos estudado cuidadosamente os textos do Novo Testamento a respeito de pastoras (presbuteras/presbutidas=anciãs) chamadas viúvas. Lemos as citações e documentamos que elas serviram durante 500 anos na História da Igreja até serem rebaixadas para diaconisas. Agora temos a base para resumir os ensinos do Novo Testamento sem referir à História da Igreja.
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Lucas 2:36-38 – Ana, Pregadora e Viúva

Lucas 2:36a – Havia também uma profetisa (profehtis), Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.
Lucas 2:36b-37a – Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade; e era viúva, de quase oitenta e quatro anos.
Lucas 2:37b – Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
Lucas 2:38 – Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino [Jesus] a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
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Atos 6:1-6 –
Os Oficiais da Igreja Eram Apóstolos e Viúvas,
Então Servos (Diáconos) Foram Eleitos
Para Fazer Justiça na Distribuição Diária às Viúvas

Atos 6:1a – Os discípulos cresciam em número.
Atos 6:1b – Justiça não estava sendo feita entre as viúvas dos judeus helenistas e os hebreus nativos porque as viúvas helenistas estavam sendo esquecidas na distribuição diária da comida. Viúvas receberam uma parte de seu sustento através da distribuição diária.
Atos 6:2 – Os apóstolos convocaram os discípulos e disseram: Não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus e sirvamos às mesas.
Atos 6:3 – Os apóstolos sugeriram a escolha de sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, que podiam ser encarregados deste serviço.
Atos 6:4 – Os apóstolos se dedicaram à oração e ao ministério da palavra.
Atos 6:5 – O parecer agradou a todos.
Atos 6:6 – Sete homens foram escolhidos e trazidos diante dos apóstolos, que oraram e lhes impuseram as suas mãos. A tarefa bíblica de diáconos foi ajudar os apóstolos por servir às mesas das viúvas.
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Atos 9:36-42 – Tabita (Dorcas), Viúva

Lucas 1:4 – Lucas, o autor de Lucas e Atos, queria que soubéssemos a verdade exata a respeito das coisas sobre as quais temos sido ensinados.
Tabita, amada por seu ministério.
Atos 9:36 – Tabita (Dorcas) uma discípula, teve um ministério social pois estava cheia de boas obras e esmolas que fazia.
Atos 9:37-38 – Ela adoeceu e morreu. Os discípulos estavam tão preocupados que eles prepararam o corpo dela, entretanto não a enterraram mas a colocaram no cenáculo. Sabendo que Pedro estava numa cidade pertinho, eles mandaram dois homens buscá-lo.
Atos 9:39 – Pedro veio imediatamente e foi levado para o cenáculo onde ele foi cercado por viúvas chorando e mostrando as túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas.
Atos 9:40 – Pedro orou e Deus devolveu a vida da Tabita.
Atos 9:41 – Pedro chamou os santos e as viúvas e apresentou Tabita viva. Ao apresentá-la viva, Pedro restaura Tabita ao seu ministério.
Na Igreja Primitiva ministérios adicionais de viúvas eram oração, cuidado dos doentes, e conforto aos tristes.
Fabíola, viúva do quarto século, fundou o primeiro hospital, na Roma.
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I Coríntios 7:8-9,34-35,39-40 –
Viúvas Não Devem Casar uma Segunda Vez,
Elas Devem Ser Santas, Tanto no Corpo como no Espírito,
e Devem Dedicar-se ao Senhor sem Distração Alguma.

Esta passagem nos mostra quão sério foi o pensamento do Apóstolo Paulo a respeito do ministério da mulher solteira e da viúva.
1 Cor. 7:8 – Paulo disse que foi bom para os solteiros e as viúvas ficarem como ele.
1 Cor. 7:9 – Entretanto, Paulo disse se não podem conter-se, casem-se porque é melhor casar do que se abrasar.
1 Cor. 7:34a – A mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor.
1 Cor. 7:34b – Em termos muito fortes Paulo disse que a mulher não casada e a virgem podem ser santas tanto no corpo como no espírito. Isto implica em que a mulher casada não é santa tanto no corpo como no espírito.
1 Cor. 7:34c – A casada, porém, cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido.
1 Cor. 7:35a – Paulo afirma que ele diz isto para proveito das mulheres e não para as enredar, mas para o que é decente.
1 Cor. 7:35b – Em outro termo muito forte ele disse que foi a fim de poderdes dedicar-vos ao Senhor sem distração alguma.
1 Cor. 7:39a – A mulher está ligada enquanto o marido vive.
1 Cor 7:39b-40 – Embora Paulo diga que a mulher está livre para casar com um marido crente, ele pensa que ela seria mais feliz se permanecesse como viúva.
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I Timóteo 4:12,14; 5:1-22,24-25 –
Pastoras (Presbuteras=Anciãs) Chamadas Viúvas:
Disciplina, Salário, Viúvas que Têm Família,
Deveres, Qualificações, Viúvas Mais Jovens

Disciplina

1 Tm. 5:1,3 – O bispo não deve repreender … ao contrário deve admoestar pastoras (presbuteras=anciãs) chamadas viúvas como a mães.
1 Tm. 5:19 – Uma acusação contra um ancião (presbuterou) não deve ser aceita senão com duas ou três testemunhas.
1 Tm. 5:20 – aqueles que vivem no pecado devem ser repreendidos na presença de todos, para que também os outros tenham temor.
1 Tm. 5:21 – estes princípios devem sem guardados sem preconceito, nada fazendo com parcialidade.
1 Tm. 5:22 – a ninguém imponhas precipitadamente as mãos [Nota CGP: em perdão], nem participes dos pecados alheios.
1 Tm. 5:24 – os pecados de alguns homens (antropos=pessoas) são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros são descobertos depois.
1 Tm. 5:25 – as boas obras são manifestas antecipadamente; e as que não o são não podem ficar ocultas.
Salário

1 Tm. 5:3 – Honra (tima) as viúvas, que são verdadeiramente viúvas significa que elas devem ser sustentadas.
1 Tm. 5:17 – anciãos (presbuteroi) que governam (proestohtes de proistehmi) bem sejam tidos por dignos de duplicada honra (timehs), especialmente os que labutam na pregação e no ensino.
1 Tm. 5:18 – Porque diz a Escritura: NÃO LIGARÁS A BOCA AO BOI QUANDO DEBULHA “, e “DIGNO É O TRABALHADOR DO SEU SALÁRIO”.
Viúvas que têm família não devem ser inscritas.

1 Tm. 5:4 – Se a viúva tiver família eles devem recompensar seus progenitores.
1 Tm. 5:8 – Se alguém não cuida dos seus tem negado a fé e é pior que um incrédulo.
1 Tm. 5:16 – Se alguma mulher crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que esta possa socorrer às que são verdadeiramente viúvas.
Deveres

1 Tm. 5:5 – A que é verdadeiramente viúva persevera de noite e de dia em súplicas e orações.
Qualificações para ser inscrita. Ordenação significa ser colocado em uma ordem, neste caso a Ordem das Viúvas que é paralela à Ordem de Anciãos (Pastores).

1 Tm. 5:9-10 – Não seja inscrita como viúva:
1 Tm. 5:9a – nenhuma que tenha menos de sessenta anos,
1 Tm. 5:9b – só a que tenha sido mulher (gune) de um só marido (andros),
1 Tm. 5:10a – aprovada com testemunho de boas obras,
1 Tm. 5:10b – se criou filhos,
1 Tm. 5:10c – se exercitou hospitalidade,
1 Tm. 5:10d – se lavou os pés dos santos,
1 Tm. 5:10e – se socorreu os atribulados,
1 Tm. 5:10f – se praticou toda sorte de boas obras.
As viúvas mais novas não devem ser inscritas

1 Tm. 5:11a – Rejeita as viúvas mais novas,
1 Tm. 5:11b – porque quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se;
1 Tm. 5:12 – tendo já a sua condenação por haverem violado a primeira fé;
1 Tm. 5:13a – aprendem também a ser ociosas, andando de casa em casa;
1 Tm. 5:13b – e não somente ociosas, mas também faladeiras e intrigantes, falando o que não convém.
1 Tm. 5:14 – Quero pois que as mais novas se casem, tenham filhos, dirijam a sua casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer;
1 Tm. 5:15 – porque já alguns se desviaram, indo após Satanás.
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Tito 1:5 e 2:2-5 –
Pastoras (Presbutidas=Anciãs):
Classificação, Qualificações, e Deveres

Classificação

Tito 2:3a – Mulheres idosas (presbutidas) significam mulheres anciãs ou pastoras.
Qualificações

Tito 2:3b – devem ser como sacerdotisas (hieroprepeis) no seu viver
Tito 2:3c – não caluniadoras
Tito 2:3d – não dadas a muito vinho
Deveres

Tito 2:3e – mestras (kalodidaskalous) do bem,
Tito 2:4 – para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos,
Tito 2:5a – a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas,
Tito 2:5b – submissas a seus maridos,
Tito 2:5c – para que a palavra de Deus não seja blasfemada.
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2 João 1-13 – A Senhora Eleita

Quem é a senhora eleita?

2 João vs. 1 – A senhora (kuría) eleita (eklekteh) e seus filhos significam uma pastora e os membros da igreja na sua casa.
2 João vs. 13 – Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita (eklektehs), nos conta que os membros da igreja da irmã dela mandam saudações.
Qual é a atitude do ancião (presbuteros) João para com a senhora eleita?

2 João vs. 1 – O ancião (presbuteros) ama a senhora eleita e a seus filhos em verdade.
2 João vs. 2 – O ancião (presbuteros) os ama por causa da verdade que permanece em nós, e para sempre estará conosco;
2 João vs. 4 – O ancião (presbuteros) estava muito alegre por ter achado alguns dos filhos da senhora eleita andando na verdade o que significa que estavam bem instruídos.
2 João vs. 8 – Olhai por vós mesmos, para que não percais o fruto do nosso trabalho, antes recebais plena recompensa.
2 João vs. 12 – Embora tenha eu muitas coisas para vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta; mas espero visitar-vos e falar-vos face a face, para que o nosso gozo seja completo.
Qual é o ensino teológico que o ancião (presbuteros) dá para a senhora eleita?

2 João vs. 5 – E agora, senhora (kuria), rogo-te, não como te escrevendo um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros.
2 João vs. 6 – E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, para que nele andeis.
2 João vs. 7 – Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo.
2 João vs. 9 – Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.
2 João vs. 10 – Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.
2 João vs. 11 – Porque quem o saúda participa de suas más obras.

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X – Bibliografia sobre Pastoras
As regras de alfabetização em inglês ignoram os artigos (a, the) no começo de um título.

Manuais da Igreja Primitiva

Os Manuais da Igreja Primitiva representam uma área geográfica desde o Oriente Médio até Roma e abrangem um períod de 500 anos desde o segundo ate o sexto séculos. A pratica sofria alterações em lugares e épocas diferentes. Estão em ordem cronológica.
“The Teaching of the Twelve Apostles (Didache)” (around 100-150 C.E., date by Quasten) in The Ante-Nicene Fathers, Translations of the Writings of the Fathers down to A.D. 325. Alexander Roberts and James Donaldson, editors. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1950, 1982, Volume 7, 377-383.

The Apostolic Tradition of Hippolytus (around 215 C.E., date by Quasten). Burton Scott Easton, translator. Ann Arbor: Archon Books, 1962.

Didascalia Apostolorum, The Syriac Version Translated and Accompanied by the Verona Latin Fragments. (early in 200 C.E., date by Quasten) R. Hugh Connolly, editor. Oxford: Clarendon Press, 1929.

The Statutes of the Apostles or Canones Ecclesiastici. (early in 300 C.E., date by Quasten) G. Horner, translator. London: William and Norgate, 1904. Now published by New York: Oxford University Press, Humphrey Milford, 1915.

“The Constitutions of the Holy Apostles,” (around 370 C.E., date by Roberts and Donaldson) in The Ante-Nicene Fathers, Translations of the Writings of the Fathers down to A.D. 325. Alexander Roberts and James Donaldson, editors. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 1950, 1982, Volume 7, 391-508.

The Testament of Our Lord, Translated into English from the Syriac. (in 400 C.E., date by Quasten) James Cooper and Arthur John Maclean, translators. Edinburghh: T. & T. Clark, 1902.

The So-Called Egyptian Church Order and Derived Documents (Canons of Hippolytus). (around 500 C.E., date by Quasten) Richard Hugh Connolly, translator. Cambridge: At the University Press, 1916.

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Os Escritos Atribuídos às Viúvas

The Ante-Nicene Fathers, The Writings of the Fathers down to 325 C.E. Alexander Roberts and James Donaldson, editors. Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950.
Vol. X
p. 205 – “The Acts of Xanthippe and Polyxena.”
New Testament Apocrypha. Edgar Hennecke and Wilhelm Schneemelcher, editors. R. McL. Wilson, English translator. 2 Vols. Philadelphia: Westminster Press, 1964.
Vol. II
pp. 188-259 – The Acts of John
pp. 259-322 – The Acts of Peter
pp. 322-390 – The Acts of Paul [and Thecla]
pp. 390-425 – The Acts of Andrew
pp. 425-531 – The Acts of Thomas
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As Atas dos Concílios da Igreja

Estas atas são conhecidas como a lei canônica ou lei da igreja.
A History of the Councils of the Church from the Original Documents. Charles Joseph Hefele, editor. 5 Vols. Edinburgh: T. & T. Clark, 1883-1896.

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As Leis Romanas que Tocam na Igreja

The Civil Law. S. P. Scott. Cincinnati: Central Trust Company, n.d.
Roman State & Christian Church. A Collection of Legal Documents to A.D. 535. P. R. Coleman-Norton. 3 Vols. London: Society for the Promotion of Christian Knowledge, 1966.

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Escritos Antigos e Modernos
de Interesse para o Estudo de Mulheres na Igreja Primitiva

Alexandrian Christianity. John Ernest Leonard Oulton and Henry Chadwick, translators. The Library of Christian Classics, Vol. II. Philadelphia: The Westminster Press, 1954.
Vol. II
pp. 40-92 – Clement of Alexandria, On Marriage
The Ante-Nicene Fathers, The Writings of the Fathers down to 325C.E. Alexander Roberts and James Donaldson, editors. Grand Rapids: Wm B. Eerdmans, 1950.
Vol. I
p. 31 – Polycarp, “Epistle to the Philippians.”
p. 79 – Ignatius, “Epistle to the Philadelphians.”
p. 86 – Ignatius, “Epistle to the Smyrneans.”
p. 107 – Pseudo-Ignatius, “The Epistle to the Tarsians.”
p. 110 – Pseudo-Ignatius, “The Epistle to the Antiochians.”
p. 113 – Pseudo-Ignatius, “The Epistle to Hero.”
p. 116 – Pseudo-Ignatius, “The Epistle to the Philippians.”
p. 120 – Pseudo-Ignatius, “The Epistle of Maria the Proselyte to Ignatius.”
p. 122 – Pseudo-Ignatius, “The Epistle of Ignatius to Mary at Neapolis, near Zarbus.”
Vol. II
p. 207 – Clement of Alexandria, “The Instructor.”

Vol. III
p. 669 – Tertullian, “On Baptism.”

Vol. IV
p. 27 – Tertullian, “On the Veiling of Virgins.”
p. 39 – Tertullian, “To His Wife.”
p. 74 – Tertullian, “On Modesty.”

Vol. V
p. 430 – Cyprian, “On the Dress of Virgins.”

Vol. VI
p. 81 – Dionysius the Great, “Extant Fragments.”
p. 309 – Methodius, “The Banquet of the Ten Virgins.”

Vol. VII
p. 51 – Pseudo-Clement, “First Epistle concerning Virginity.”
p. 75 – Pseudo-Clement, “Recognitions of Clement.”
p. 215 – Pseudo-Clement, “The Clementine Homilies.”
p. 385-508 – “The Constitutions of the Holy Apostles.”

The Babylonian Talmud. Rabbi Dr. I. Epstein, translator. 30 Vols. London: Soncino Press, 1952.
Bartchy, S. Scott. “Power, Submission, and Sexual Identity Among the Early Christians,” in C. Robert Wetzel, editor. Essays on New Testament Christianity. Cincinnati: Standard Publishing, 1978.

Bauer, Walter and others. A Greek ­English Lexicon of the New Testament. Chicago: University of Chicago, 1957, 1979, Second Edition.

Brown, Judy L. Women Ministers According to Scripture. Distributed by Judy L. Brown, 3000 North Grant, Springfield, MO 65803. Printed by Morris Publishing, 32312 E. Hwy 30, Kearney, NE 68847, 1-800-650-7888.

Clark, Elizabeth A. Women in the Early Church, Message of the Fathers of the Church Series. Collegeville: The Liturgical Press, 1993.

Clement, “Second Book of Clement” in The Testament of Our Lord, James Cooper and Arthur John Maclean, translators. Edinburgh: T. & T. Clark, 1902.

Davies, Stevan L. The Revolt of the Widows, The Social World of the Apocryphal Acts. Carbondale and Edwardsville: Southern Illinois University Press, 1980.

Documentos da Igreja Cristã. Henry Betteson, editor. São Paulo: Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, 1963, 1967.

Encyclopaedia of Religion and Ethics, James Hastings, editor. (Edenburg: T. & T. Clark, 1914-1937) 13 Vols., Vol. VIII.

Epiphanius of Salamis. The Panarion (The Medicine Box). Patrologia Graeca. J. P. Minge, editor. 161 Vols. Paris: 1857-1866, also New York: Adlers Foreign Books. The English translation of The Panarion of Epiphanius of Salamis. Book I (Sections 1-46). Frank Williams, translator. Leiden: E. J. Brill, 1987 has been published. Yet to be published are Book II (Sections 47-64) and Book III (Sections 65-80) and Epiphanius’ concluding essay, De Fide.

Epiphanius of Salamis. The Panarion [The Medicine Box] of St. Epiphanius, Bishop of Salamis, Selected Passages. Philip R. Amidon, translator. New York: Oxford University Press, 1990.

Eusebius Pamphilus. The Ecclesiastical History of Eusebius Pamphilus. Christian Frederick Cruse, translator. Grand Rapids: Baker Book House, 1981.

Gardner, Jane F. Women in Roman Law & Society. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press, 1986.

Gryson, Roger. Ministry of Women in the Early Church. Collegeville: The Liturgical Press, 1976.

Hammack, Mary L. A Dictionary of Women in Church History. Chicago: Moody, 1984.

The Interpreter’s Dictionary of the Bible. George Arthur Buttrick and others, dictionary editor. 4 Vols. New York, Nashville: Abingdon Press, 1962.

Kroeger, Catherine, “The Neglected History of Women in the Early Church,” Christian History, Volume VII, No. 1, Issue 17, pp. 6-9.

MacDonald, Dennis Ronald. The Legend and the Apostle, The Battle for Paul in Story and Canon. Philadelphia: Westminster Press, 1983.

Maenads, Martyrs, Matrons, Monastics, A Sourcebook on Women’s Religions in the Greco-Roman World. Ross Kramer, editor. Philadelphia: Fortress Press, 1988.

McKenna, Mary Lawrence. Women of the Church, Role and Renewal. New York: P. J. Kenedy, 1967.

Morris, Joan. The Lady Was a Bishop, The Hidden History of Women with Clerical Ordination and the Jurisdiction of Bishops. New York: Macmillan Co., 1973.

Origen, “Fragments on First Corinthians,” 74 Journal of Theological Studies 10, 40-42, cited in Roger Gryson, The Ministry of Women. Collegeville: Liturgical, 1976.

Palladius, The Lausiac History of Palladius. C. Butler, editor. Cambridge, 1898; reprint Hildesheim, 1967.

Paulinus of Nola. Letters of St. Paulinus of Nola. P. G. Walsh, translator and annotator. Vol. II. New York: Newman Press, 1967.

Quasten, Johannes. Patrology. Vol. III. Westminster: The Newman Press, 1960.

Ramsay, William Mitchell. Cities and Bishoprics of Phyrgia. (Oxford: 1895).

Ramsay, William Mitchell. The Church in the Roman Empire before A.D. 170. New York and London: G. P. Putnam’s Sons, The Knickerbocker Press, 1911.

Rossi, Mary Ann, “Priesthood, Precedent, and Prejudice, On Recovering the Women Priests of Early Christianity.” Containing a translation from the Italian of “Notes on the Female Priesthood in Antiquity,” by Giorgio Otranto. Journal of Feminist Studies in Religion 7/1 (Spring 1991): 73-94.

A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers. Philip Schaff, editor. First Series, 14 Vols. New York: Charles Scribner’s Sons, 1905, also Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1956.

Vol. IX
p. 33 – John Chrysostom, “On the Priesthood.”
Vol. XIII
p. 399 – John Chrysostom, “Homilies on Timothy.”

A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers of the Christian Church. Philip Schaff, and Henry Wace, editors. Second Series, 14 Vols. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1952.
Vol. VI – Jerome
p. 66 – Letter XLVIII (48), to Pammachius, in Support of the Books against Jovinianus.
p. 157 – Letter LXXVII (77), To Oceanus, On the Death of Fabiola
p. 195 – Letter CVIII (108), To Eustochium, Memorials of Her Mother Paula.
p. 230 – Letter CXXIII (123), to Ageruchia, against Second Marriages.
p. 253 – Letter CXXVII (127), To the Virgin Principia, a Memorial of Marcella.
Vol. VIII – Basil the Great
pp. 223-228 – Epistle CXCIX (199), To Amphilochius, Concerning the Canons.

Vol. X
p. 394 – Ambrose, Concerning Widows.

Vol XII – Gregory the Great
(Vol. XII lacks a table of contents.)
pp. 111-112 – Epistle XLI (41), To Castorius, Bishop, Of the Privileges of Monasteries.
pp. 219-221 – Epistle XXVI (26), To Theoctista, Patrician.

Vol. XIV – The Seven Ecumenical Councils.
p. 2 – First Council of Nice, A.D. 325.
p. 63 – Council of Ancyra, A.D. 314
p. 95 – Council of Gangra, A.D. 325-381
p. 123 – Synod of Laodiceia, A.D. 343-381.
p. 267 – Council of Chalcedon, A.D. 451.
p. 355 – Council in Trullo (Quinisext), A.D. 692.
p. 437 – Fourth Council of Carthage, A.D. 419.

Thurston, Bonnie Bowman. The Widows, A Women’s Ministry in the Early Church. Minneapolis: Fortress, 1989.
Wadsworth, Lamar. “Who Was The ‘Chosen Lady’ of II John?,” Priscilla Papers, Vol. 10, No. 3, Summer 1996, 1-5.

Wilson-Kastner, Patricia, G. Ronald Kastner, Ann Millin, Rosemary Rader, and Jeremiah Reedy. A Lost Tradition, Women Writers of the Early Church. Lanham: University Press of America, 1981.

Young, Robert. Analytical Concordance to the Bible. New York: Funk and Wagnalls, Twenty-Second American Edition Revised, n.d.